sábado, 8 de fevereiro de 2014

REFLEXÃO SEDRAH 147 e 148 - EM DEVARIM/DEUTERONÔMIO 34 (TEMÍVEL)

por Yossef Michael
Como definir Mosheh/Moisés? Como descrever seu relacionamento com o Criador? Como compreender sua missão?

Estas são perguntas que passaremos nossas vidas tentando responder, porém, honestamente, creio que jamais consigamos vislumbrar a dimensão do que se passou naqueles 120 anos em que Mosheh/Moisés pisou nesta terra.

Muitos tentam desqualifica-lo e, para isto, já assisti a verdadeiros “filmes de horror”, com afirmações infundadas, estapafúrdias e sem o menor sentido, num intuito único de transferir a importância do maior profeta que já esteve em meio ao povo do Eterno... Sim, transferência, pois tentam atribuir ao deus-homem uma relevância jamais prevista nas Escrituras... O mashiach/messias deles jamais foi digno, se é que ele existiu, de ser comparado a uma centelha desta importante figura, Mosheh/Moisés.

Nestas duas ultimas Sedrot, o Eterno nos apresenta bênçãos acerca das tribos de Yisra’El e traz a morte de Mosheh/Moisés, após ter-lhe mostrado toda a boa terra que havia dado, em honra à promessa feita a Avraham/Abraão, Yits’chak/Isaac e Ya’akov/Jacó, aos filhos de Yisra’El.
Para descrever os feitos de Mosheh/Moisés, o Eterno utiliza uma palavra única em todas as Escrituras, senão vejamos.

Devarim/Deuteronômio 34:12, “Porquanto em momento algum houve uma pessoa que demonstrasse tamanho poder como Mosheh/Moisés, tampouco realizasse as obras temíveis que Mosheh/Moisés ministrou à vista de todo o povo de Yisra’El”.

A palavra aqui traduzida como obras temíveis é, no hebraico, hamora. A palavra mora aparece em apenas outra interessante passagem das Escrituras.

Mal’achi/Malaquias 2:5, “Minha aliança com ele foi de vida e de paz, e Eu lhas dei para que temesse; então temeu-Me, e assombrou-se por causa do Meu nome”.

Mora é traduzida como temesse e, ao que tudo indica, a tradução parece bem apropriada. Mas qual o contexto da passagem de Mal’achi/Malaquias?

Mal’achi/Malaquias 2:1-4, “Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao Meu nome, diz o Eterno dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração. Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados. Então sabereis que Eu vos enviei este mandamento, para que a Minha aliança fosse com Levi, diz o Eterno dos Exércitos”.

Se continuarmos a ler do passuk/versículo 5 até o 7 veremos que tal descrição é perfeitamente aplicável a Mosheh/Moisés, um bnei/filho Levi. Vemos a importância do temor, da reverência e da preocupação com o honrar o nome do Criador, expressas nesta passagem de Mal’achi/Malaquias de forma tão clara.

Encerrar a Torah falando acerca do temor que as obras de Mosheh representaram para aquela porção de mundo é sim tentar demonstrar que isto só poderia ter sido feito “através de” e não “por”, um homem, assim definido pela Torah.

Devarim/Deuteronômio 34:10-11, “Em Israel, todavia, nunca mais se levantou um profeta como Moisés, com quem YHWH houvesse dialogado face a face. Também jamais surgiu alguém que realizasse milagres, sinais portentosos e maravilhas semelhantes àquelas que Moisés, em obediência às ordens do SENHOR, fez no Egito contra o Faraó, contra todos os seus servos e exércitos, e contra a terra dos egípcios”.

O temor, a reverência e a obediência faziam parte do caráter de Mosheh/Moisés... Estudar sua história nos leva a recebermos um verdadeiro balde de água fria, pois percebemos nossa pequenez diante do Criador... Percebemos o quão irrelevante somos e o quanto é estúpida nossa cadeia de valores!!!

Mal’achi/Malaquias fala da aliança... Uma aliança estabelecida pelo Criador com apenas um povo, Yisra’El... Que o ensino das palavras de Sua Torah caberia exclusivamente a uma de Suas tribos, a de Levi, por conta do temor e da forma como haviam agido em situações extremas de idolatria... Sim, a tribo de Levi foi “a” escolhida... Mosheh/Moisés foi “o” maior profeta de todos os tempos e jamais se levantará outro como ele...

Esta aliança tem como base a obediência e o temor... Não um temor infundado, mas um temor à Sua Presença... Sabemos que Ele nos vê, que perscruta nossos corações e mentes a cada segundo, buscando incessantemente um espelho para Suas Palavras, buscando em nossos egoístas corações uma centelha daquela confiança que transpirava Mosheh/Moisés... Para que, a partir disto, possa fazer aquilo que Lhe é mais comum... Perdoar-nos!!! Agir com Sua incomensurável Misericórdia e Seu incompreensível e irrestrito Amor!!! Isto é Elohim... Misericórdia e Amor!!!

Somos dignos ou merecedores de tudo isto??? Claro que não... Mosheh/Moisés morreu sem entrar na Terra Prometida... O que se diria de nós, cujos umbigos estão acima de todas as coisas???

A realidade é dura... A verdade é uma só... Dependemos unicamente de Sua Misericórdia... Temos de aproveitar que Ele é Fiel e Sua Palavra jamais passa... Se não fosse isto, já estaríamos condenados... Não a um “inferno” como na teologia cristã, algo que absolutamente não existe, mas a uma vida sem sentido... Não termos uma direção, não sabermos o caminho, não podermos partilhar desta esperança seria como termos nossos corações atravessados por uma adaga... É este o sentimento que me vem à cabeça ao ler as últimas palavras da Torah...

Estamos em uma caminhada que NÃO nos levará ao céu... Uma caminhada cheia de dificuldades, sofrimento e tristeza... Uma caminhada cujo único propósito é O temermos e a Ele obedecermos, da melhor forma que nos é possível e para que este exemplo seja compreendido por nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos... O resto é estultícia!!!

Que, no auge de Sua Misericórdia, Ele nos ajude a não nos deixarmos levar pela sedução do mundo a praticar a idolatria, seja ela declarada como o fazem as religiões ou mesmo a velada, que brota no mais profundo canto de nossos corações, quando a partir de uma simples ação, deixamos transparecer aquilo que lá habita em lugar de Sua Torah...

Que possamos amar a nossos filhos, como Mosheh/Moisés amou Seu povo... Que possamos nos entregar e nos dedicar à prática de Sua Torah, como Mosheh/Moisés se entregou... Que possamos honra-lO com nossos lábios, como somente um bnei/filho Levi pode fazê-lo...

Temível talvez seja o futuro daqueles que se recusam a andar por Seus Caminhos, mesmo conhecendo Sua Verdade, por rebeldia e por darem ouvidos a ensinamentos humanos e doutrinários que buscam sobreporem-se à Torah!!!


Que o Eterno, Bendito Seja, tenha misericórdia de quem Lhe aprouver...
Shabat Shalom!!!
Chazak, Chazak Venit Chazek!
(Força, força e que sejamos fortalecidos!)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MUSEUS JUDAICOS - UM MERGULHO NA HISTÓRIA: (2) PRAGA

Praga, na República Tcheca, mistura charme medieval à efervescência cultural
Arte UOL
Sobrevivente de guerras e conflitos políticos, a cidade de Praga foi chamada por Goethe de "a jóia de pedra" e é considerada até hoje uma das capitais mais bonitas do leste europeu. Não é necessário muito tempo de caminhada pelas ruelas e pontes sobre o rio Vltava, que corta o local, para entender porque ele figura na lista de patrimônios históricos da humanidade da UNESCO. Mansões e palácios renascentistas, catedrais e rotundas góticas, conventos barrocos e pontes medievais dividem espaço, representando uma arquitetura riquíssima e que deve ser apreciada aos poucos, a pé.

A Praça Central, ou Staromestke námesti como é chamada por lá, é o ponto de partida ideal para conhecer a cidade. Nela, uma multidão de turistas se aglomera em seu amplo espaço para assistir aos pequenos shows de artistas de rua que se apresentam no local, observar as igrejas de diferentes estilos, ou simplesmente esperar o tempo passar em um dos agradáveis cafés. Lá também fica o relógio astronômico, que de hora em hora atrai a atenção dos transeuntes, que param para observar um boneco que representa a morte acionando um carrilhão por onde desfilam bonecos de 12 apóstolos seguindo São Pedro.

A oeste da praça fica a Ponte Charles, ou Karluv Most. Com sua arquitetura gótica, é exclusiva para pedestres e é a melhor forma de atravessar para o outro lado da cidade, em direção a colina de Hradycani. Lá fica o Castelo de Praga, que começou a ser construído no século 9 e abriga o governo da República Checa e a residência oficial do presidente.

Ao norte da praça fica o bairro judeu Josefov, com seis das mais antigas sinagogas do continente, um dos cemitérios mais tumultuados do mundo, com 12 mil lápides aglomeradas e sobrepostas, tudo com uma arquitetura predominantemente em art noveau.

Mesmo com as principais atrações na cabeça, a graça da cidade é caminhar mesmo sem rumo. Ao final de cada viela, sempre surge uma construção, parque e, por vezes, o turista se depara com a margem do rio, que sozinha faz o passeio valer a pena.

Para quem não se encanta pela arquitetura, não faltam atrações culturais. Por toda a cidade, cartazes divulgam espetáculos de ópera e jazz. Para os amantes da literatura, é possível seguir os passos de Franz Kafka, que passou boa parte de sua vida na cidade, visitando a casa onde morou ou o museu em sua homenagem.

O clima não costuma ser um grande obstáculo para os turistas. Apesar de a neve cair forte durante parte do inverno, o frio não chega a ser insuportável, atingindo -5°C. No verão a temperatura é amena, ficando entre 
15°C e 25°C.

fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/praga.jhtm

O museu de Praga

O Museu Judaico em Praga possui uma das maiores coleções de objetos rituais e religiosos - ou Judaica, como são tratadas estas coleções - de todo o mundo, cobrindo principalmente os séculos XVI a XIX. Seu acervo reflete a trajetória e o destino dos judeus da Boêmia e da Morávia, cuja presença na Checoslováquia vem desde o século X. Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus foram deportados para os campos de morte nazistas e suas coleções enviadas para Praga, onde foram cuidadosamente catalogados por curadores e historiadores de arte, também judeus, sob a supervisão dos alemães. Manuscritos raros, livros antigos em hebraico, rolos da Torá, ornamentos de prata, quadros e outros objetos foram gradativamente transferidos para os cofres nazistas.

Parte dessas coleções integra o atual acervo do Museu Judaico, permitindo aos visitantes conhecerem um pouco mais sobre as comunidades judaicas da região. Um manuscrito em hebraico, do século XIV, um livro em hebraico impresso em Praga em 1526, estão expostos ao lado de objetos de prata dos séculos XVIII e XIX, como castiçais, rimonim, chanuquiot.

O Museu Judaico de Praga possui, também, uma das maiores coleções do mundo de adornos em tecido, incluindo capas para chalot e matzot, sacolas para tefilin e talitim. Especialistas afirmam que o estilo destes ornamentos revela um intercâmbio entre os artistas judeus de Praga e de outros centros da Europa, seguindo certas tendências da época.

Estes mesmos especialistas afirmam ainda que o acervo deste museu, centrado principalmente em objetos religiosos, revela a importância da espiritualidade, dos simbolismos e da tradições para os judeus. A coleção de Judaica, como as pessoas que criaram os objetos e também as que os utilizavam, possui elementos que refletem a influência das comunidades vizinhas. São testemunhas silenciosas de um estilo de vida e das experiências de seus criadores.


http://www.jewishmuseum.cz/

fonte:  http://www.morasha.com.br/conteudo/ed26/museus.htm

INFORMAÇÕES E SERVIÇO


Site do país - www.czechtourism.com

Site da cidade - www.praguewelcome.cz

Embaixada brasileira na cidade - Praha Panská 5 - Praga. Tel: 224.324.965, chebrem@mbox.vol.cz

Idioma - Tcheco. Não dá pra se arriscar na língua local, que tem base em línguas eslavas. É praticamente impronunciável sem um bom tempo de estudo. Entretanto, para quem tem um domínio mínimo de inglês fica fácil de se virar. Com o crescimento do turismo, em todo canto a língua é compreendida.

Fuso horário: 4 horas a mais em relação a Brasília.

DDI - 00420. Código de acesso da cidade - Incluso no número de telefone.

Telefone de emergência - Polícia: 158.

Informações turísticas - São cinco espalhados pela cidade. Estão localizados na rua Staromestské namesti - Old Town Hall, Rytirska street 31, Aeroporto de Praga (Letiste Praha, Terminal 2), Lesser Town Bridge Tower (aberto somente no verão), e no lobby da Estação ferroviária. Também é possível obter informações em tcheco, inglês e alemão pelo telefone +420 221 714 444 ou pelo e-mailtourinfo@pis.cz.

Moeda - Coroa tcheca. Para saber mais sobre a cotação da moeda, acesse:economia.uol.com.br/cotacoes

Câmbio - Geralmente é mais vantajoso trocar o dinheiro estando em Praga do que antes de sair para viajar. Só é preciso ficar atento às pequenas agências de câmbio, que usam ofertas de não cobrarem comissão para esconderem péssimas taxas de câmbio. Os bancos, na maioria concentrados em Wenceslas Square, oferecem boas taxas, mas cobram comissões que variam de um para outro. É bom ficar atento. Algumas grandes agências, como a internacional eXchange, oferecem boas taxas e sem comissão. Há uma na Kaprova 15, próxima a Old Town Square.

Telefone - Os telefones públicos funcionam a cartão, que são vendidos em postos do correio ou em quiosques na rua. Os números já incluem DDD (420), que deve ser usado mesmo quando se liga para um número na cidade. Ligando do Brasil, basta discar 00 + o número da operadora + 420 + os outros nove dígitos do número.

Correio - Uma carta e cartão postal para o Brasil custa 20 Kc em média.

Internet - É fácil de encontrar cyber cafés em Praga. Os preços ficam em torno de 20 Kc a hora utilizada.

Segurança - A cidade é segura, sendo necessários apenas os cuidados habituais. Também é preciso ficar atento com aproveitadores, principalmente taxistas, que adoram passar a perna em turistas.

Assistência médica - American Medical Center, Janovckého 48, fone420 220 807 756, metrô Vltavská; Na Homolce Hospital, Roentgenova 2, Foreigner Pavilion, 5° andar, fone 420 252 922 191; Polyclinic at Národní, Národní 9, fone 420 222.075.120, metrô Národní. O atendimento é feito em inglês e, ocasionalmente, espanhol ou alemão. O sistema público garante atendimento de emergência e primeiros socorros gratuitamente a todos que visitam a cidade.

Gorjeta - Não são obrigatórias, mas muito bem-vindas. Média é de 5% a 10% do serviço.


Se estiver programando, não só para desfrutar das belezas milenares dessa parte do mundo mas, com a intenção de resgatar sua identidade judaica, o Museu de Praga é uma visita obrigatória. Então, tire o máximo proveito e "Boa viagem"!
por Ya'el bat Yossef