quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

CICLO TRIENAL - SEDRAH 144 (Semana de 05 a 11 de janeiro/2014)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 31:1 - 13
Tema: Yehoshua/Josué é escolhido sucessor de Mosheh
Haftarah: Nehemiyah/Neemias 4 e 6; Ezrah/Esdras 4 e 8
Tema(s): Oposição à reconstrução das muralhas de Yerushalayim; A muralha é reconstruída
Haftarah (complemento): Ester 2 e 3
Tema(s): Ester é coroada rainha; Haman/Hamã conspira para matar os Yehudim
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 144
Tema: A insignificância do homem diante da grandeza do Eterno

TORAH
Devarim/Deuteronômio 31:
1Mosheh/Moisés proclamou estas palavras a todo o Yisra'El/Israel: 2“Tenho hoje cento e vinte anos de idade e já não me sinto capaz de liderar-te. Além disso, o SENHOR me preveniu: ‘Não atravessarás o Yarden/Jordão!’ 3Portanto, quem vai atravessar à tua frente é a própria pessoa de YHWH, teu Elohim. Ele mesmo exterminará estas nações pagãs da tua frente e conquistará a terra. Yehoshua/Josué também atravessará à tua frente, comandando-te, conforme o SENHOR já te comunicou. 4YHWH tratará destas nações adversárias do mesmo modo como tratou Seom e Ogue, os reis dos amorreus, os quais reduziu a ruínas e arrasou a terra deles. 5O SENHOR as entregará a vós e as tratareis conforme os mandamentos que vos ordenei. 6Sede fortes e corajosos! Não tenhais medo nem fiqueis aterrorizados diante delas, porque YHWH, vosso Elohim, é quem vai convosco! O Eterno nunca vos deixará, jamais vos abandonará!” 7Em seguida, Moisés convocou Josué e ordenou-lhe: “Sê forte e destemido, pois tu adentrarás com todo este povo na terra que YHWH jurou a teus antepassados que vos daria, e tu os farás herdá-la de fato! 8O próprio SENHOR marchará à tua frente. Ele estará sempre contigo! Nunca te deixará, jamais te abandonará! Não tenhas medo, nem te apavores!” 9Moisés escreveu então esta Torá, a Lei, e deu-a aos kohanim/sacerdotes, os filhos de Levi, que carregavam o Aron Hakodesh/Arca da Aliança de YHWH, como também a todos os líderes do povo de Israel. 10E Moisés orientou-os: “No fim de cada sete anos, precisamente no ano do Cancelamento das Dívidas, durante Chag Sukot/festa dos Tabernáculos, 11quando todo o povo de Israel vier apresentar-se diante de YHWH, teu Elohim, no lugar que Ele mesmo tiver separado, tu proclamarás esta Torá, Lei, aos ouvidos de todo o Israel. 12Reúne, pois, o povo: todos os homens, as mulheres, as crianças e o estrangeiro que está vivendo em tuas cidades, para que ouçam e aprendam a amar com reverência o SENHOR, teu Elohim, e cuidem de colocar em prática todas as palavras desta Torá, Lei. 13E teus filhos que ainda não conhecem a história, nem o temor do SENHOR, ouvirão e aprenderão a amar com reverência a YHWH, teu Elohim, durante todos os dias em que viveres sobre a face da terra da qual vais tomar posse em breve, assim que atravessares o Yarden/Jordão!”

HAFTARAH
Nehemiyah/Neemias 4:
1Quando Sambalate tomou conhecimento sobre a obra de restauração das muralhas que estávamos implementando, ficou irado. Ridicularizou os yehudim e, 2na presença de seus compatriotas e dos grandes líderes de Shomron/Samaria, exclamou: “O que aqueles fracos judeus estão tentando fazer? Será que conseguirão se fortalecer? Irão ainda oferecer sacrifícios? Serão capazes de terminar o que iniciaram em um só dia? Talvez até possam ressuscitar pedras de construção dos montes de escombros e de pedras queimadas?” 3Toviah/Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, acrescentou: “Mesmo que soergam, uma só raposa derrubará esse muro de pedras!” 4Ó nosso Elohim, diante disso, ouve-nos, pois estamos debaixo de grande humilhação e zombarias, e faz recair sobre a cabeça desses perversos o insulto que atiram contra nós para sua própria vergonha. Faz também que eles sejam levados como escravos para uma terra de cativeiro. 5Não perdoes os seus erros e pecados nem apagues as suas afrontas e atitudes más, pois provocaram a tua indignação diante dos construtores. 6Enquanto tudo isso acontecia, fomos reconstruindo as muralhas, até que, em toda a sua extensão, chegamos à metade da sua altura, pois toda a população estava com o coração plenamente dedicado à obra. 7Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode foram informados que os trabalhos de restauração nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. 8Então, ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Yerushalayim e nos causar grande preocupação e confusão. 9Nós, porém, oramos ao nosso Elohim, e colocamos guardas para defender-nos deles de dia e de noite. 10O povo de Yehudah, então começou a comentar: “Os carregadores estão perdendo as forças e ainda há muito entulho; dessa maneira, não conseguiremos reconstruir as muralhas. 11E os nossos inimigos ameaçavam: “Antes que percebam qualquer movimento ou sequer possam nos acompanhar com os olhos, estaremos bem ali, no centro da cidade, e vamos liquidá-los e destruir todo o trabalho deles!” 12Os yehudim que viviam perto deles dez vezes nos advertiram: “Cuidado! De todos os lugares onde moram, subirão contra nós de uma vez!” 13Considerando essas informações posicionei alguns homens do povo atrás dos pontos mais baixos da muralha, nos lugares ainda abertos, divididos por famílias, armados de espadas, lanças e arcos. 14Fiz uma rápida avaliação geral da situação e declarei aos nobres, aos oficiais, aos magistrados e ao restante da população: “Não os temais de modo algum! Lembrai-vos do Eterno, nosso Elohim, grande e poderoso, e lutai com bravura por vossos irmãos, vossos filhos e filhas, vossas esposas e vossas propriedades!” 15Quando nossos inimigos descobriram que estávamos bem informados sobre todos os seus planos e que Elohim tinha frustrado a sua trama sigilosa, todos nós retornamos à obra no muro, cada um para o seu trabalho específico. 16Daquele dia em diante, enquanto a metade dos meus homens dedicava-se à restauração da muralha, a outra metade permanecia atenta e armada de lanças, escudos, arcos e couraças. Os chefes e oficiais davam apoio a todo o povo de Yehudah; 17os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra empunhava a sua arma. 18Os edificadores, cada um trazia a sua espada à cinta, e assim construíam; o que tocava o Shofar, a trombeta, caminhava junto a mim para qualquer alarme que se fizesse necessário. 19Recomendei aos nobres, aos magistrados, aos oficiais e à toda a população: “Grande e extensa é a obra, e nós muito separados, distantes uns dos outros ao longo de todo o muro. 20Portanto, do lugar de onde ouvirem o toque do Shofar, juntem-se o mais rápido possível a nós ali. Nosso Elohim lutará por nós!” 21Assim trabalhávamos na obra: metade dos homens prontos para lutar com suas armas à mão, desde o alvorecer até o pôr-do-sol. 22Naquela ocasião eu também ordenei ao povo: “Cada um de vós, com o seu ajudante, permaneça em Yerushalayim, para que de noite nos sirvam de guarda e de dia trabalhem. 23Nem eu, nem meus irmãos, nem meus companheiros e os guardas que estavam comigo sequer trocávamos de roupa, o tempo todo permanecíamos atentos e de arma na mão!”

Nehemiyah/Neemias 6:
1Tendo ouvido Sambalate, Tobias, Geshem/Gesém, o árabe, e o restante dos nossos inimigos que eu tinha edificado as muralhas e que nelas não havia mais nenhuma brecha, embora até então eu não tivesse instalado os portais em seus devidos lugares, 2Sambalate e Geshem mandaram-me o seguinte convite: “Vem, vamos encontrar-nos em uma das aldeias da planície de Ono!” Eles, entretanto, estavam tramando fazer-me algum mal; 3por essa razão enviei-lhes mensageiros com esta explicação: “Estou executando um grande projeto e não posso descer agora. Afinal, por que eu deveria parar minhas obrigações e deixar a obra para encontrar-me convosco?” 4Eles me enviaram esse convite quatro vezes, e todas as vezes lhe dei a mesma resposta. 5Pela quinta vez, Sambalate enviou o seu homem de confiança com uma carta aberta na mão. 6E nessa missiva estava escrito: “Comenta-se entre as nações, e Geshem é testemunha, que tu e os judeus planejais uma rebelião; por isso estás reconstruindo os muros. Dizem também que desejas tornar-te rei deles, 7e que, portanto, nomeaste profetas em Jerusalém para proclamarem a teu respeito a seguinte mensagem: ‘Há um rei em Judá!’ Essas notícias inquietantes chegaram aos ouvidos do rei. Por isso, é bom que venha depressa e esclareçamos este assunto!” 8Então mandei dizer-lhe: “De tudo o que dizes nada corresponde à realidade; tu, do teu próprio coração, é que o inventas!” 9Porquanto todos eles procuravam atemorizar-nos, ameaçando: “As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará mais trabalho algum! Agora, pois, ó Elohim, fortalece as minhas mãos!” 10Um dia fui à propriedade de Semaías, filho de Delaías, neto de Meetabel, que havia decidido ficar trancado dentro de sua casa. Ao chegar, ele rogou-me: “Vamos nos reunir na Casa de Elohim, dentro do Beit HaMikdash/Templo, a portas fechadas, porquanto eles virão para assassinar-te. Sim, virão matar-te nesta noite. 11Eu, todavia, lhe afirmei: “Deveria fugir um homem como eu? Alguém com a minha responsabilidade deveria sair correndo e trancafiar-se no templo tentando salvar a própria pele? Ora, de maneira nenhuma deixarei de enfrentar o problema!” 12E, assim, percebi que não era Elohim que o enviara a mim; mas ele pronunciou essa profecia com malícia, para me prejudicar, pois havia aceitado o suborno de Tobias e Sambalate. 13Eles o seduziram e o subornaram a fim de que me assustasse e intimidasse, para que eu agisse da maneira como planejaram, então caísse em pecado e eles tivessem como me difamar e ridicularizar-me diante do povo. 14Então orei: “Lembra-te, ó meu Elohim, das atitudes perversas que Tobias e Sambalate estão praticando, e também das más ações da profetiza Noádia, e de todos os demais pregadores que tentaram desesperar-me!” 15Eis, portanto, que as muralhas foram terminadas no vigésimo quinto dia do mês de Elul, isto é, entre agosto e setembro; em cinquenta e dois dias de trabalho. 16Assim que nossos inimigos receberam essa notícia, caiu sobre todos os povos ao nosso redor grande temor e profundo abatimento, pois reconheceram que tínhamos feito toda essa grande obra mediante o auxílio constante do nosso Elohim. 17Além disso, naquela época os nobres de Yehudah mantiveram intensa correspondência com Tobias, que procurava responder atenciosamente a todas as cartas que recebia. 18Porquanto muitos de Judá estavam comprometidos com ele por juramento, considerando que era genro de Secanias, filho de Ara, e seu filho Yochanan/Joanã havia esposado a filha de Meshulan/Mesulão, neto de Herequias. 19Até se atreviam a tecer elogios a ele na minha presença, e informavam a ele tudo quanto eu expressava. E Tobias seguiu escrevendo-me suas mensagens com o propósito de me assustar e fraquejar.

Esrah/Esdras 4:
1Assim que os inimigos de Yehudah e de Benyamim tomaram conhecimento que os exilados estavam reconstruindo a Casa de YHWH, o SENHOR Elohim de Yisra'El, 2foram falar com Zorobabel e com os chefes de famílias e lhes propuseram: “Desejamos ajudar-vos a construir, pois como vós, buscamos também cultuar o vosso Elohim e temos oferecido sacrifícios a ele desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos trouxe para cá!” 3Contudo, Zorobabel, Yeshua/Jesua e os outros líderes das famílias de Israel lhes responderam: “Não convém que vós e nós trabalhemos juntos na construção deste templo a nosso Deus; nós continuaremos a edificá-lo com nossas próprias forças, exatamente como nos ordenou Ciro, o rei da Pérsia”. 4Então os povos da região mudaram de ânimo e passaram a desencorajar os obreiros de Yehudah de os intimidar, atrapalhando-os na realização da obra. 5Subornaram alguns conselheiros para que se opusessem ao povo e frustrassem o seu plano de reconstrução. E persistiram em perturbar o desenvolvimento da obra durante todo o reinado de Ciro até o reinado de Dario, reis da Pérsia. 6No início do reinado de Ahashverosh/Assuero ou Xerxes, em persa, esse povo levantou uma acusação contra os habitantes de Yehudah e de Yerushalayim. 7E durante o governo de Artaxerxes, rei da Pérsia, Bishlam/Bislão, Mitredate, Tabeel e os seus companheiros escreveram uma missiva aos cuidados de Artaxerxes. A carta foi escrita em aramaico, com caracteres aramaicos. 8O comandante Rehum/Reum e o secretário Shinshai/Sinsai escreveram uma epístola contra Yerushalayim endereçada ao rei Artaxerxes: 9O comandante Rehum/Reum e o secretário Shinshai/Sinsai, e o restante de seus companheiros: os juízes e os oficiais de Tripoli, da Pérsia, de Ereque e da Babilônia, os elamitas de Susã, 10e das outras nações que o grande e poderoso Assurbanípal, em persa, ou Osnapar em aramaico, deportou e assentou na cidade de Samaria e a Oeste do Eufrates, formalizaram a seguinte apelação: 11Esta é, pois, a cópia da carta que enviaram ao rei Artaxerxes: “Teus servos, os homens que vivem a Oeste do Eufrates, assim escrevem: 12‘Informamos o rei que os judeus que chegaram a nós da tua parte vieram a Jerusalém e estão reconstruindo aquela cidade rebelde e perversa. Estão restaurando os seus muros e fazendo reparos nos seus alicerces. 13Agora saibei, ó rei, que se aquela cidade for reerguida e os seus muros restaurados, eles não pagarão nem tributo, nem imposto, nem quaisquer outras taxas; e assim as receitas do rei serão grandemente prejudicadas. 14Agora, pois, considerando que comemos o sal do palácio, isto é, somos assalariados do rei e não nos convêm ver a desonra de sua majestade, estamos enviando este aviso formal ao rei, 15a fim de que se busque no Sefer Divrey ha'Yamin/Livro das Crônicas de seus pais, e nele achará o rei e saberá que aquela cidade foi rebelde e danosa aos reis e às províncias e que nela tem ocorrido rebeliões, desde tempos antigos; motivo que levou toda a cidade à destruição. 16Portanto, deixamos claro ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, sucederá que o senhor não terá mais a posse das terras deste lado do Eufrates.17Então, respondeu o rei: “A Rehum, o comandante, a Shinshai, o escrivão, e a seus companheiros que residem em Shomron/Samaria, como aos restantes que estão além do Eufrates: Saudações de paz! 18‘A epístola que nos enviastes foi distintamente traduzida e lida na minha presença. 19Sob minhas ordens, buscaram e acharam nos livros que, de fato, desde a antiguidade, aquela cidade se levantou contra os reis, e nela têm acontecido rebeliões e motins.20Também houve reis poderosos sobre Jerusalém, que dalém do Eufrates dominaram em todo lugar, e se lhes pagaram direitos, impostos e pedágios. 21Agora, pois, dai ordem a fim de que aqueles construtores parem a obra e não se edifique aquela cidade, a não ser com uma autorização expressa da minha parte. 22Guardai-vos, sejais zelosos no cumprimento desta ordem. Afinal, por que há de crescer o mal em prejuízo dos reis?” 23Assim, logo que a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram eles depressa a Jerusalém e forçaram os judeus de forma violenta a suspender o trabalho. 24Cessou, portanto, a obra da Casa de Elohim, a qual estava em Yerushalayim, e ficou embargada até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.

Esrah/Esdras 8:
1São estes os cabeças de famílias, com suas genealogias, os líderes que subiram em minha companhia de Bavel/Babilônia e retornaram para Yerushalayim, no reinado de Artaxerxes: 2dos filhos de Phinechas/Fineias, Gherson/Gérson; dos filhos de Itamar, Daniel; dos filhos de David, Hatus; 3dos filhos de Shecaniah/Secanias, dos filhos de Parosh/Parós, Zechariah/Zacarias, sendo registrados com ele cento e cinquenta homens; 4dos filhos de Pahat-Moav/Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zerahiah/Zeraías, e com ele duzentos homens; 5dos filhos de Zatu, Shechaniah/Secanias, filho de Yahaziel/Jaaziel, e com ele trezentos homens; 6dos filhos de Adim, Ebede, filho de Yonatah/Jônatas, e com ele cinquenta homens; 7dos filhos de Elam/Elão, Yeshaiah/Jesaías, filho de Ataliah/Atalias; 8dos filhos de Shefatiah/Sefatias, Zebadiah/Zebadias, filho de Michael/Micael, e com ele oitenta homens; 9dos filhos de Yoav/Joabe, Ovadiah/Obadias, filho de Yehiel/Jeiel, e com ele duzentos e dezoito homens; 10dos filhos de Bani, Shelomit/Selomite, filho de Yosifiah/Josifias, e com ele cento e sessenta homens; 11dos filhos de Bebai, Zechariah/Zacarias, filho de Bebai e com ele vinte e oito homens; 12dos filhos de Azgade, Yochanan/Joanã, filho de Hacatan/Hacatã, e com ele cento e dez homens; 13dos filhos de Adonikam/Adonicão, os últimos que chegaram, Elifelete, Yehiel/Jeiel e Shemaiah/Semaías, e com eles sessenta homens; 14dos filhos de Bigvai, Utai e Zacur/Zabude, e com eles setenta homens.15Eu os reuni próximo do riacho que corre para Ahava/Aava e acampamos ali por três dias. Assim que passei em revista todo o povo que havia chegado e os kohanim/sacerdotes, não encontrei nenhum levita. 16Por esse motivo convoquei Eliézer, Ariel, Shemaiah/Semaías, Elnathan/Elnatã, Yarib/Jaribe, Elnathan/Elnatã, Nathan/Natã, Zechariah/Zacarias e Meshulam/Mesulão que eram chefes de famílias, e Yoiarib/Joiaribe e Nathan/Natã, que eram professores, 17e os enviei em missão a Ido/Ado, o líder de Casifia. Eu lhes expliquei o que deveriam transmitir a Ido/Ado e a seus parentes, os obreiros do templo, em Casifia, a fim de que trouxessem servidores para a Casa do nosso Elohim. 18E, devido ao fato de estarmos sob a boa mão de Elohim, eles nos trouxeram Sherebiah/Serebias, homem sábio e capaz dentre os descendentes de Mali, ben Lev/filho de Levi, neto de Israel, e os filhos e irmãos de Serebias, dezoito homens; 19e também Hashabiah/Hasabias, seguido de Yeshayah/Jesaías, dentre os descendentes de Merari, e seus irmãos e filhos, vinte homens. 20Vieram também duzentos e vinte servidores do templo, os quais eram descendentes daqueles que David Melech/rei Davi e os seus oficiais haviam escolhido para cooperar com os levi'im/levitas. E fizeram uma lista com os nomes de todos eles.21Então, ali perto do riacho Ahavah/Aava, dei ordem para que houvesse um dia dedicado ao jejum. Todos nós deveríamos nos ajoelhar em sinal de humilhação e orarmos, suplicando a Deus que nos dirigisse nossa viagem, nos protegesse juntamente com nossos filhos e os bens que levávamos. 22Fiquei sem jeito de pedir ao rei que nos concedesse uma escolta armada com cavaleiros para assegurar-nos uma viagem protegida contra os ataques de inimigos e salteadores na estrada; afinal, tínhamos testemunhado: “A boa mão de nosso Elohim está sobre todos os que o buscam, mas o seu poder e a sua ira são contra todos os que o abandonam!” 23Sendo assim, jejuamos e rogamos essa bênção ao nosso Elohim; e ele bondosamente atendeu às nossas tefilot/orações.24Então separei doze dos principais kohanim/sacerdotes: Sherebiah/Serebias e Hashabiah/Hasabias, e com eles dez dos seus irmãos; 25e pesei diante deles a prata, o ouro e os utensílios que o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e todo o povo de Israel que estava ali haviam oferecido para a Casa do nosso Elohim. 26Em seguida, pesei e entreguei nas mãos deles vinte e dois mil e setecentos e cinquenta quilos de prata, três toneladas e meia de utensílios de prata, três toneladas e meia de ouro, 27vinte tigelas de ouro pesando oito quilos e meio, e dois utensílios finos de bronze polido, tão valiosos como se fossem de ouro. 28Então eu lhes disse: Vós sois santos, isto é, separados para servir a YHWH, Adonay/o SENHOR, como são consagrados também estes vasos e objetos; da mesma maneira que toda esta prata e este ouro são ofertas voluntárias dedicadas ao Eterno, o Elohim de vossos antepassados. 29Vigiai e guardai-os até que os peseis na presença dos sacerdotes principais e dos levitas, e dos chefes das famílias de Israel em Yershalayim, nas salas do templo de YHWH, o SENHOR. 30Então, receberam os sacerdotes e os levitas o peso da prata, do ouro e dos objetos, para trazerem tudo a Yerushalayim, à Casa de nosso Elohim. 31No dia doze do primeiro mês, deixamos o rio de Ahavah/Aava e partimos para Yerushalayim: a mão do nosso Elohim estava sobre nós, e na estrada protegeu-nos dos ataques dos inimigos e dos salteadores. 32Chegamos à Yerushalayim e lá descansamos três dias. 33No quarto dia, a prata, o ouro e os utensílios foram pesados na Casa do nosso Elohim e entregues nas mãos do sacerdote Meremot ben Uriah/Meremote filho de Urias, o kohanim/sacerdote. Estavam com ele Eleazar, filho de Phinechas/Fineias, e os levitas Yozabad/Jozabade, filho de Yeshua/Jesua, e Noadiah/Noadias, filho de Binui. 34Tudo foi contado e pesado, e o peso de tudo foi devidamente registrado na ocasião. 35As pessoas que haviam retornado do Exílio, os ex-cativos, ofereceram holocaustos ao Elohim de Israel: doze novilhos, por todo o povo de Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros e doze bodes como oferta pelo pecado; tudo em sacrifícios completamente queimados em adoração a YHWH, o SENHOR. 36Então entregaram as ordens do rei aos sátrapas, às autoridades do reino, bem como aos governadores da Transeufratênia, o território a Oeste do Eufrates; e cooperaram com o povo na obra do Templo de Elohim.

HAFTARAH (complemento)
Ester/Ester 2:
1Algum tempo mais tarde, quando a indignação do rei Ahashverosh/Assuero, Xerxes, havia passado, ele se lembrou de Vashti/Vasti e de tudo que havia ocorrido, inclusive do que ele próprio havia decretado a respeito dela e de sua punição. 2Então, os conselheiros do rei sugeriram que se procurasse em todo o reino belas jovens virgens para o rei. 3E que o rei nomeasse oficiais em todas as províncias do reino com a missão de trazerem todas essas lindas moças ao harém da cidadela de Shusham/Susã. Ali permaneceriam sob a tutela de Hegai, oficial responsável pelo harém, a casa das mulheres, onde deveriam receber um tratamento completo de beleza. 4A moça que mais agradasse os olhos do rei seria conduzida à posição de rainha e ocuparia o lugar que fora de Vashti.” Essa proposta muito agradou ao rei, e ele determinou que se colocasse essa ideia em execução. 5Entrementes, nessa época, certo judeu da tribo de Benjamim chamado Mordehai ben Yair/Mardoqueu, filho de Jair, neto de Shimi/Simei e bisneto de Kish/Quis, vivia na cidade de Shusham/Susã. 6Ele havia sido levado de Yerushalayim para o Exílio por Nabucodonosor, rei da Babilônia, entre todos os que foram presos e conduzidos ao cativeiro juntamente com Yeconiah/Jecomias, Yoachim/Joaquim, rei de Yehudah/Judá. 7Mardoqueu era pai de criação de sua prima Hadassah, também conhecida como Ester, em persa, pois ela não tinha pai nem mãe. Ester era uma moça muito bonita e atraente, e Mardoqueu a havia trazido para sua casa depois da morte de seus pais, e a tratava com todo carinho, como filha. 8Assim que a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas jovens virgens foram conduzidas para a cidade de Susã e confiadas a Hegai. Ester também foi levada para o palácio do rei e colocada sob os cuidados de Hegai, responsável pela casa das mulheres. 9E Ester agradou sobremaneira os olhos do rei, pelo que ele decidiu favorecê-la. E logo mandou que se lhe providenciasse um completo tratamento de beleza e alimentação especial, além de sete moças escolhidas do palácio do rei que passaram a servi-la. Então, Xerxes transferiu Ester com suas servas para o melhor aposento do harém. 10Contudo, Ester não havia revelado a qual povo e família pertencia, pois Mardoqueu a havia proibido de falar sobre isso. 11Todos os dias, Mardoqueu passava diante do pátio da casa das mulheres, o harém, para saber notícias de Ester, se ela estava bem e tudo quanto lhe acontecia. 12Em chegando o momento de cada moça vir se apresentar diante do rei Xerxes, depois de tratada de acordo com todas as prescrições de boa alimentação e embelezamento para as mulheres do harém, cuja duração média era de doze meses: seis meses com óleos de mirras e seis meses com perfumes e cosméticos, 13então a moça era encaminhada à presença de Xerxes e recebia tudo o que desejasse levar consigo da casa das mulheres para o palácio do rei. 14Ao pôr-do-sol a moça era conduzida ao palácio e de manhã retornava para uma outra ala do harém, que ficava sob os cuidados de Saasgaz, oficial do rei responsável pela proteção e supervisão das concubinas. E a moça não voltava mais ao rei, a não ser que ele se agradasse dela e mandasse chamá-la pelo nome. 15Quando chegou, portanto, a vez de Hadassah bat Avihail/Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, que a tinha adotado como filha, ela não pediu nada além daquilo que Hegai, oficial responsável pela casa das mulheres, lhe havia sugerido. Ester causava boa impressão logo à primeira vista a todos a quem era apresentada. 16Então ela foi encaminhada à presença do rei Xerxes, à residência real, no décimo mês, o mês de Tevêt, entre dezembro e janeiro, no sétimo ano do seu governo. 17E o rei se apaixonou por Ester, e a amou mais do que todas as mulheres do seu harém, e ela conquistou sua aprovação e seu favor mais do que todas as virgens. Por isso ele decidiu colocar sobre a cabeça de Ester a coroa real da Pérsia, e a constituiu rainha em lugar de Vasti. 18Em seguida o rei ofereceu um grande banquete a todos os seus príncipes e aos que o serviam, em homenagem a Ester. Determinou que este fosse um dia de celebração, livre de qualquer trabalho, e promulgou um indulto geral em todas as províncias e presenteou a muita gente como expressão da sua felicidade e generosidade real. 19Quando as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.20Ester havia mantido segredo sobre sua origem, sua família e sua nação, em obediência ao pedido de Mardoqueu, pois continuava submissa às ordens dele, da mesma maneira como agia quando ainda estava sob sua tutela. 21Certo dia, quando Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real, como de costume, Bigtã e Teres, dois oficiais do rei que guardavam a entrada, estavam falando alto, indignados e tramavam uma maneira de tirar a vida do rei Xerxes. 22Ao tomar conhecimento de tal conspiração, Mardoqueu contou sobre o plano de assassinato dos oficiais à rainha Ester. E ela contou imediatamente tudo ao rei em nome de Mardoqueu. 23Depois de investigada a informação e apurada a verdade e as responsabilidades, os dois conspiradores foram enviados à forca onde também foram empalados.

Ester/Ester 3:
1Passados esses acontecimentos, o rei Assuero, Xerxes, engrandeceu diante de todos a Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague, exaltando-o em dignidade e lhe concedeu preeminência sobre todos os ilustres oficiais, seus colegas. 2Todos os nobres e oficiais do palácio real curvavam-se e prostravam-se diante de Hamã, de acordo com as ordens do rei. Contudo, Mardoqueu, não se curvava nem se prostrava diante dele.3Então alguns oficiais do rei e que estavam à porta do palácio, observaram a atitude de Mardoqueu e então o questionaram: “Por que motivo desobedeces à ordem do rei?” 4E visto que lhe indagavam sobre o mesmo assunto dia após dia, e notando que ele não lhes dava atenção, mas apenas respondia que era judeu, foram contar o que estava se passando a Hamã, a fim de verificar se o comportamento de Mardoqueu seria tolerado, pelo fato de ser ele judeu. 5Quando Hamã constatou que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, ficou muito indignado. 6Todavia, assim que soube a que povo Mardoqueu pertencia, achou que não bastaria tirar a vida apenas de um judeu. Por esse motivo, Hamã procurou uma maneira de matar todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o império de Xerxes. 7No primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Assuero, Xerxes, no mês de Nissanou Abibe, aproximadamente entre março e abril, lançaram Pur, isto é, Sorte, diante de Hamã, com o objetivo de escolher um dia e um mês propício para executar o plano do extermínio. E o Purindicou o décimo segundo mês, o mês de Adar, entre fevereiro e março. 8E Hamã argumentou diante do rei Xerxes: “Eis que há um povo espalhado e disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino cujas leis e modo de vida são muito diferentes das tradições e normas dos demais povos, e que não se sujeitam às leis do rei. Portanto, não é conveniente ao rei que tais pessoas sigam vivendo entre nós. 9Se for do agrado do rei, decrete-se que sejam imediatamente aniquilados, e eu depositarei trezentas e cinquenta toneladas de prata na tesouraria real para financiar aqueles que serão responsáveis pelo extermínio dessa gente!” 10Considerando as palavras e a proposta que ouvira, o rei tirou seu anel-selo do dedo, entregou-o a Hamã, o inimigo dos judeus, filho de Hamedata, descendente de Agague, e declarou: 11“Conserva teu dinheiro contigo e para teus fins. Quanto a este povo, é teu: faze o que quiseres!” 12Sendo assim, no décimo terceiro dia do primeiro mês os escribas e assistentes do rei foram convocados. Hamã ordenou que escrevessem cartas no idioma e no modo de escrever de cada povo aos sátrapas, nobres governadores persas do rei, aos representantes do império nas várias províncias e aos chefes de cada povo. Tudo escrito em nome do rei Xerxes e selado com o seu anel. 13As cartas foram enviadas por correios, mensageiros, a todas as províncias do rei, com a ordem expressa de executar, matar e eliminar todos os judeus, inclusive crianças, mulheres, jovens e idosos sem exceção, e de saquear todos os seus bens, tudo em uma ação rápida de apenas um dia, o décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de Adar14Uma cópia do decreto deveria ser publicada como lei em cada província e levada ao conhecimento do povo de cada nação, a fim de que estivessem todos prontos para aquele dia. 15Por ordem do rei, os correios partiram às pressas, e o decreto foi anunciado em alta voz para toda a cidade de Susã. O rei e Hamã assentaram-se para beber, entretanto a cidade de Susã estava sob grande aflição e horror.


SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 144:

1 De David. Bendito é o Eterno, minha Rocha, que adestrou minhas mãos para a batalha e meus dedos para a guerra.  2 Meu Benfeitor e minha Fortaleza, meu Baluarte e meu Escudo, sob Quem me abrigo e Quem a mim submete povos.  3 Ó Eterno! O que é o ser humano para dele Te ocupares e o filho do homem para o considerares?!  4 Ele é comparável a um mero sopro e seus dias são como uma sombra passageira.  5 Ó Eterno! Inclina os céus e desce, toca as montanhas e elas fumegarão.  6 Faze lampejar relâmpagos e dispersa-os, lança Tuas flechas e atemoriza-os.  7 Das alturas envia-me Tua Mão, resgata-me das águas turbulentas e do jugo de estranhos que em suas bocas emitem falsidades e cujas destras juram em falso.  8 Ó Eterno, um novo cântico para Ti entoarei e com a lira de dez cordas cantarei a Ti, que aos reis trazes salvação e que Teu servo, David, resgatas da espada maligna.  9 Salva-me e livra-me da mão de estranhos, cujas bocas proferem falsidades e que erguem suas destras em falsos juramentos.  10  Graças a Ti, os nossos filhos são como plantas bem regadas e viçosas e nossas filhas como pedras angulares esculpidas como as de um palácio. 11 Abarrotados estão nossos celeiros e, desmedidamente, se multiplicam nossos rebanhos nos campos.  12 Sobrecarregados estão nossos bois, não há danos nem perdas e lamúrias não se escutam em nossas ruas. Bem-aventurado é este povo; bem-aventurado é o povo cujo Elohim é o Eterno.
compilado de: Bíblia King James, português
por Ya'el bat Yossef


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