sábado, 8 de fevereiro de 2014

REFLEXÃO SEDRAH 147 e 148 - EM DEVARIM/DEUTERONÔMIO 34 (TEMÍVEL)

por Yossef Michael
Como definir Mosheh/Moisés? Como descrever seu relacionamento com o Criador? Como compreender sua missão?

Estas são perguntas que passaremos nossas vidas tentando responder, porém, honestamente, creio que jamais consigamos vislumbrar a dimensão do que se passou naqueles 120 anos em que Mosheh/Moisés pisou nesta terra.

Muitos tentam desqualifica-lo e, para isto, já assisti a verdadeiros “filmes de horror”, com afirmações infundadas, estapafúrdias e sem o menor sentido, num intuito único de transferir a importância do maior profeta que já esteve em meio ao povo do Eterno... Sim, transferência, pois tentam atribuir ao deus-homem uma relevância jamais prevista nas Escrituras... O mashiach/messias deles jamais foi digno, se é que ele existiu, de ser comparado a uma centelha desta importante figura, Mosheh/Moisés.

Nestas duas ultimas Sedrot, o Eterno nos apresenta bênçãos acerca das tribos de Yisra’El e traz a morte de Mosheh/Moisés, após ter-lhe mostrado toda a boa terra que havia dado, em honra à promessa feita a Avraham/Abraão, Yits’chak/Isaac e Ya’akov/Jacó, aos filhos de Yisra’El.
Para descrever os feitos de Mosheh/Moisés, o Eterno utiliza uma palavra única em todas as Escrituras, senão vejamos.

Devarim/Deuteronômio 34:12, “Porquanto em momento algum houve uma pessoa que demonstrasse tamanho poder como Mosheh/Moisés, tampouco realizasse as obras temíveis que Mosheh/Moisés ministrou à vista de todo o povo de Yisra’El”.

A palavra aqui traduzida como obras temíveis é, no hebraico, hamora. A palavra mora aparece em apenas outra interessante passagem das Escrituras.

Mal’achi/Malaquias 2:5, “Minha aliança com ele foi de vida e de paz, e Eu lhas dei para que temesse; então temeu-Me, e assombrou-se por causa do Meu nome”.

Mora é traduzida como temesse e, ao que tudo indica, a tradução parece bem apropriada. Mas qual o contexto da passagem de Mal’achi/Malaquias?

Mal’achi/Malaquias 2:1-4, “Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao Meu nome, diz o Eterno dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração. Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados. Então sabereis que Eu vos enviei este mandamento, para que a Minha aliança fosse com Levi, diz o Eterno dos Exércitos”.

Se continuarmos a ler do passuk/versículo 5 até o 7 veremos que tal descrição é perfeitamente aplicável a Mosheh/Moisés, um bnei/filho Levi. Vemos a importância do temor, da reverência e da preocupação com o honrar o nome do Criador, expressas nesta passagem de Mal’achi/Malaquias de forma tão clara.

Encerrar a Torah falando acerca do temor que as obras de Mosheh representaram para aquela porção de mundo é sim tentar demonstrar que isto só poderia ter sido feito “através de” e não “por”, um homem, assim definido pela Torah.

Devarim/Deuteronômio 34:10-11, “Em Israel, todavia, nunca mais se levantou um profeta como Moisés, com quem YHWH houvesse dialogado face a face. Também jamais surgiu alguém que realizasse milagres, sinais portentosos e maravilhas semelhantes àquelas que Moisés, em obediência às ordens do SENHOR, fez no Egito contra o Faraó, contra todos os seus servos e exércitos, e contra a terra dos egípcios”.

O temor, a reverência e a obediência faziam parte do caráter de Mosheh/Moisés... Estudar sua história nos leva a recebermos um verdadeiro balde de água fria, pois percebemos nossa pequenez diante do Criador... Percebemos o quão irrelevante somos e o quanto é estúpida nossa cadeia de valores!!!

Mal’achi/Malaquias fala da aliança... Uma aliança estabelecida pelo Criador com apenas um povo, Yisra’El... Que o ensino das palavras de Sua Torah caberia exclusivamente a uma de Suas tribos, a de Levi, por conta do temor e da forma como haviam agido em situações extremas de idolatria... Sim, a tribo de Levi foi “a” escolhida... Mosheh/Moisés foi “o” maior profeta de todos os tempos e jamais se levantará outro como ele...

Esta aliança tem como base a obediência e o temor... Não um temor infundado, mas um temor à Sua Presença... Sabemos que Ele nos vê, que perscruta nossos corações e mentes a cada segundo, buscando incessantemente um espelho para Suas Palavras, buscando em nossos egoístas corações uma centelha daquela confiança que transpirava Mosheh/Moisés... Para que, a partir disto, possa fazer aquilo que Lhe é mais comum... Perdoar-nos!!! Agir com Sua incomensurável Misericórdia e Seu incompreensível e irrestrito Amor!!! Isto é Elohim... Misericórdia e Amor!!!

Somos dignos ou merecedores de tudo isto??? Claro que não... Mosheh/Moisés morreu sem entrar na Terra Prometida... O que se diria de nós, cujos umbigos estão acima de todas as coisas???

A realidade é dura... A verdade é uma só... Dependemos unicamente de Sua Misericórdia... Temos de aproveitar que Ele é Fiel e Sua Palavra jamais passa... Se não fosse isto, já estaríamos condenados... Não a um “inferno” como na teologia cristã, algo que absolutamente não existe, mas a uma vida sem sentido... Não termos uma direção, não sabermos o caminho, não podermos partilhar desta esperança seria como termos nossos corações atravessados por uma adaga... É este o sentimento que me vem à cabeça ao ler as últimas palavras da Torah...

Estamos em uma caminhada que NÃO nos levará ao céu... Uma caminhada cheia de dificuldades, sofrimento e tristeza... Uma caminhada cujo único propósito é O temermos e a Ele obedecermos, da melhor forma que nos é possível e para que este exemplo seja compreendido por nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos... O resto é estultícia!!!

Que, no auge de Sua Misericórdia, Ele nos ajude a não nos deixarmos levar pela sedução do mundo a praticar a idolatria, seja ela declarada como o fazem as religiões ou mesmo a velada, que brota no mais profundo canto de nossos corações, quando a partir de uma simples ação, deixamos transparecer aquilo que lá habita em lugar de Sua Torah...

Que possamos amar a nossos filhos, como Mosheh/Moisés amou Seu povo... Que possamos nos entregar e nos dedicar à prática de Sua Torah, como Mosheh/Moisés se entregou... Que possamos honra-lO com nossos lábios, como somente um bnei/filho Levi pode fazê-lo...

Temível talvez seja o futuro daqueles que se recusam a andar por Seus Caminhos, mesmo conhecendo Sua Verdade, por rebeldia e por darem ouvidos a ensinamentos humanos e doutrinários que buscam sobreporem-se à Torah!!!


Que o Eterno, Bendito Seja, tenha misericórdia de quem Lhe aprouver...
Shabat Shalom!!!
Chazak, Chazak Venit Chazek!
(Força, força e que sejamos fortalecidos!)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MUSEUS JUDAICOS - UM MERGULHO NA HISTÓRIA: (2) PRAGA

Praga, na República Tcheca, mistura charme medieval à efervescência cultural
Arte UOL
Sobrevivente de guerras e conflitos políticos, a cidade de Praga foi chamada por Goethe de "a jóia de pedra" e é considerada até hoje uma das capitais mais bonitas do leste europeu. Não é necessário muito tempo de caminhada pelas ruelas e pontes sobre o rio Vltava, que corta o local, para entender porque ele figura na lista de patrimônios históricos da humanidade da UNESCO. Mansões e palácios renascentistas, catedrais e rotundas góticas, conventos barrocos e pontes medievais dividem espaço, representando uma arquitetura riquíssima e que deve ser apreciada aos poucos, a pé.

A Praça Central, ou Staromestke námesti como é chamada por lá, é o ponto de partida ideal para conhecer a cidade. Nela, uma multidão de turistas se aglomera em seu amplo espaço para assistir aos pequenos shows de artistas de rua que se apresentam no local, observar as igrejas de diferentes estilos, ou simplesmente esperar o tempo passar em um dos agradáveis cafés. Lá também fica o relógio astronômico, que de hora em hora atrai a atenção dos transeuntes, que param para observar um boneco que representa a morte acionando um carrilhão por onde desfilam bonecos de 12 apóstolos seguindo São Pedro.

A oeste da praça fica a Ponte Charles, ou Karluv Most. Com sua arquitetura gótica, é exclusiva para pedestres e é a melhor forma de atravessar para o outro lado da cidade, em direção a colina de Hradycani. Lá fica o Castelo de Praga, que começou a ser construído no século 9 e abriga o governo da República Checa e a residência oficial do presidente.

Ao norte da praça fica o bairro judeu Josefov, com seis das mais antigas sinagogas do continente, um dos cemitérios mais tumultuados do mundo, com 12 mil lápides aglomeradas e sobrepostas, tudo com uma arquitetura predominantemente em art noveau.

Mesmo com as principais atrações na cabeça, a graça da cidade é caminhar mesmo sem rumo. Ao final de cada viela, sempre surge uma construção, parque e, por vezes, o turista se depara com a margem do rio, que sozinha faz o passeio valer a pena.

Para quem não se encanta pela arquitetura, não faltam atrações culturais. Por toda a cidade, cartazes divulgam espetáculos de ópera e jazz. Para os amantes da literatura, é possível seguir os passos de Franz Kafka, que passou boa parte de sua vida na cidade, visitando a casa onde morou ou o museu em sua homenagem.

O clima não costuma ser um grande obstáculo para os turistas. Apesar de a neve cair forte durante parte do inverno, o frio não chega a ser insuportável, atingindo -5°C. No verão a temperatura é amena, ficando entre 
15°C e 25°C.

fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/praga.jhtm

O museu de Praga

O Museu Judaico em Praga possui uma das maiores coleções de objetos rituais e religiosos - ou Judaica, como são tratadas estas coleções - de todo o mundo, cobrindo principalmente os séculos XVI a XIX. Seu acervo reflete a trajetória e o destino dos judeus da Boêmia e da Morávia, cuja presença na Checoslováquia vem desde o século X. Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus foram deportados para os campos de morte nazistas e suas coleções enviadas para Praga, onde foram cuidadosamente catalogados por curadores e historiadores de arte, também judeus, sob a supervisão dos alemães. Manuscritos raros, livros antigos em hebraico, rolos da Torá, ornamentos de prata, quadros e outros objetos foram gradativamente transferidos para os cofres nazistas.

Parte dessas coleções integra o atual acervo do Museu Judaico, permitindo aos visitantes conhecerem um pouco mais sobre as comunidades judaicas da região. Um manuscrito em hebraico, do século XIV, um livro em hebraico impresso em Praga em 1526, estão expostos ao lado de objetos de prata dos séculos XVIII e XIX, como castiçais, rimonim, chanuquiot.

O Museu Judaico de Praga possui, também, uma das maiores coleções do mundo de adornos em tecido, incluindo capas para chalot e matzot, sacolas para tefilin e talitim. Especialistas afirmam que o estilo destes ornamentos revela um intercâmbio entre os artistas judeus de Praga e de outros centros da Europa, seguindo certas tendências da época.

Estes mesmos especialistas afirmam ainda que o acervo deste museu, centrado principalmente em objetos religiosos, revela a importância da espiritualidade, dos simbolismos e da tradições para os judeus. A coleção de Judaica, como as pessoas que criaram os objetos e também as que os utilizavam, possui elementos que refletem a influência das comunidades vizinhas. São testemunhas silenciosas de um estilo de vida e das experiências de seus criadores.


http://www.jewishmuseum.cz/

fonte:  http://www.morasha.com.br/conteudo/ed26/museus.htm

INFORMAÇÕES E SERVIÇO


Site do país - www.czechtourism.com

Site da cidade - www.praguewelcome.cz

Embaixada brasileira na cidade - Praha Panská 5 - Praga. Tel: 224.324.965, chebrem@mbox.vol.cz

Idioma - Tcheco. Não dá pra se arriscar na língua local, que tem base em línguas eslavas. É praticamente impronunciável sem um bom tempo de estudo. Entretanto, para quem tem um domínio mínimo de inglês fica fácil de se virar. Com o crescimento do turismo, em todo canto a língua é compreendida.

Fuso horário: 4 horas a mais em relação a Brasília.

DDI - 00420. Código de acesso da cidade - Incluso no número de telefone.

Telefone de emergência - Polícia: 158.

Informações turísticas - São cinco espalhados pela cidade. Estão localizados na rua Staromestské namesti - Old Town Hall, Rytirska street 31, Aeroporto de Praga (Letiste Praha, Terminal 2), Lesser Town Bridge Tower (aberto somente no verão), e no lobby da Estação ferroviária. Também é possível obter informações em tcheco, inglês e alemão pelo telefone +420 221 714 444 ou pelo e-mailtourinfo@pis.cz.

Moeda - Coroa tcheca. Para saber mais sobre a cotação da moeda, acesse:economia.uol.com.br/cotacoes

Câmbio - Geralmente é mais vantajoso trocar o dinheiro estando em Praga do que antes de sair para viajar. Só é preciso ficar atento às pequenas agências de câmbio, que usam ofertas de não cobrarem comissão para esconderem péssimas taxas de câmbio. Os bancos, na maioria concentrados em Wenceslas Square, oferecem boas taxas, mas cobram comissões que variam de um para outro. É bom ficar atento. Algumas grandes agências, como a internacional eXchange, oferecem boas taxas e sem comissão. Há uma na Kaprova 15, próxima a Old Town Square.

Telefone - Os telefones públicos funcionam a cartão, que são vendidos em postos do correio ou em quiosques na rua. Os números já incluem DDD (420), que deve ser usado mesmo quando se liga para um número na cidade. Ligando do Brasil, basta discar 00 + o número da operadora + 420 + os outros nove dígitos do número.

Correio - Uma carta e cartão postal para o Brasil custa 20 Kc em média.

Internet - É fácil de encontrar cyber cafés em Praga. Os preços ficam em torno de 20 Kc a hora utilizada.

Segurança - A cidade é segura, sendo necessários apenas os cuidados habituais. Também é preciso ficar atento com aproveitadores, principalmente taxistas, que adoram passar a perna em turistas.

Assistência médica - American Medical Center, Janovckého 48, fone420 220 807 756, metrô Vltavská; Na Homolce Hospital, Roentgenova 2, Foreigner Pavilion, 5° andar, fone 420 252 922 191; Polyclinic at Národní, Národní 9, fone 420 222.075.120, metrô Národní. O atendimento é feito em inglês e, ocasionalmente, espanhol ou alemão. O sistema público garante atendimento de emergência e primeiros socorros gratuitamente a todos que visitam a cidade.

Gorjeta - Não são obrigatórias, mas muito bem-vindas. Média é de 5% a 10% do serviço.


Se estiver programando, não só para desfrutar das belezas milenares dessa parte do mundo mas, com a intenção de resgatar sua identidade judaica, o Museu de Praga é uma visita obrigatória. Então, tire o máximo proveito e "Boa viagem"!
por Ya'el bat Yossef

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CICLO TRIENAL - SEDRAH 148 (Semana de 26 de janeiro a 1 de fevereiro/2014)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 34:1 - 12
Tema: Mosheh/Moisés morre
Haftarah: Shmuel Alef/1 Samuel 31; Iyov/Jó 7; Yonah/Jonas 1 e 3
Tema(s): A morte de Shaul e dos filhos; A vida humana é cheia de lutas; Jonas foge do Eterno; Jonas vai à Nínive
Haftarah (complemento): Ester 10
Tema(s): O prestígio de Mordechay/Mardoqueu
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 148
Tema: Am'Yisra'El/Povo de Israel louve Adonay/Senhor

TORAH
Devarim/Deuteronômio 34:
1Então, vindo Mosheh/Moisés das planícies de Moabe subiu o monte Nebo, ao topo de Pisga, em frente de Jericó. Dali do alto o SENHOR Elohim lhe mostrou toda a terra de Canaã: de Gileade até a cidade de Dã, no Norte; 2e toda a região de Naftali, o território de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar do Oeste, o Mediterrâneo; 3o Neguebe, as terras do sul, e toda a região que vai do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. 4E falou YHWH a Moisés: “Esta é a terra que prometi sob juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, quando lhes afirmei: à tua descendência darei esta terra. Portanto, eis que te faço vê-la com teus próprios olhos; contudo, não atravessarás o rio, não poderás adentrá-la! 5Sendo assim, Moisés, o servo do SENHOR, morreu ali, em Moabe, como YHWH ordenara. 6Elohim mesmo o sepultou em Moabe, em um vale que fica em frente à cidade de Bete-Peor, mas até estes dias ninguém sabe onde está localizada sua sepultura. 7Moisés tinha cento e vinte anos de idade quando morreu; no entanto, nem seus olhos nem seu vigor físico haviam desvanecido. 8Os filhos de Israel prantearam a morte de Moisés ali mesmo, nas planícies de Moabe, durante trinta dias, até passar o período tradicionalmente dedicado ao luto. 9Contudo, Yehoshua/Josué, filho de Num, estava cheio da Ruach/Espírito de sabedoria, porque Moisés havia imposto suas mãos sobre ele; e, portanto, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram tudo conforme o SENHOR ordenara a Moisés. 10Em Israel, todavia, nunca mais se levantou um profeta como Moisés, com quem YHWH houvesse dialogado face a face. 11Também jamais surgiu alguém que realizasse milagres, sinais portentosos e maravilhas semelhantes àquelas que Moisés, em obediência às ordens do SENHOR, fez no Egito contra o Faraó, contra todos os seus servos e exércitos, e contra a terra dos egípcios. 12Porquanto em momento algum houve uma pessoa que demonstrasse tamanho poder como Moisés, tampouco realizasse as obras temíveis que Moisés ministrou à vista de todo o povo de Israel.

HAFTARAH
Shmuel Alef/1 Samuel 31:
1E aconteceu que, em combate com os filisteus, os soldados de Israel foram postos em fuga e muitos caíram mortos no monte Gilboa. 2Os filisteus pelejaram contra Saul e sua família; e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul. 3A batalha agravou-se contra Saul, e os flecheiros o alcançaram e o feriram gravemente. 4Então Saul ordenou ao seu escudeiro: “Desembainha a tua espada e transpassa-me, para que não venham esses incircuncisos e antes de me matar me humilhem ainda mais!” Mas o seu escudeiro não conseguiu obedecê-lo. Então, imediatamente, Shaul/Saul puxou sua própria espada e atirou-se sobre ela. 5Assim que o escudeiro constatou que Saul estava morto, lançou-se de igual modo sobre a sua espada e também suicidou-se ao lado de seu rei. 6E assim sucedeu que Saul, seus três filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram naquele dia. 7Quando os israelitas que estavam no outro lado do vale e além do Jordão viram que os homens de Israel haviam fugido, e que Saul e seus filhos estavam mortos, abandonaram suas cidades e fugiram; e os filisteus vieram e estabeleceram suas moradias nelas. 8No dia seguinte, quando vieram para despojar os que haviam morrido, os filisteus acharam os corpos de Saul e dos seus três filhos estirados no monte Gilboa. 9Então cortaram a cabeça de Saul e o despojaram das suas armas; e enviaram mensageiros por toda a terra dos filisteus a fim de proclamarem a notícia nos templos de seus ídolos e entre o seu povo. 10Expuseram as armas de Saul no templo de Ashtarot, Astarote e pregaram seu cadáver decepado da cabeça nas muralhas de Beit-Shean, Bete-Seã. 11Quando os habitantes de Iavesh-Guilad, Jabes-Gileade tomaram conhecimento do que os filisteus haviam feito a Saul e aos seus, 12os mais corajosos dentre o povo foram durante a noite a Bete-Seã. Tiraram da muralha os corpos de Saul e dos seus três filhos e os levaram para a cidade de Jabes, onde os cremaram. 13Depois recolheram os seus ossos e os enterraram debaixo da Tamargueira de Jabes, e jejuaram durante sete dias.

Iyóv/Jó 7:
1“Ó Elohim, por acaso o ser humano não trabalha dia após dia, arduamente, sobre a terra? Não são todos os seus dias como os de um assalariado? 2Como o escravo que suspira pelas sombras e o repouso do entardecer, como o assalariado que anseia pelo pagamento, 3assim me ofereceram meses de ilusão, e noites de desgraça me foram destinadas. 4Quando enfim me deito, questionam-me os pensamentos: ‘Quanto tempo terei de repouso? Quando me levantarei?’ Então a noite se arrasta e eu fico me virando na cama até que vejo o romper da aurora. 5Meu corpo está tomado pelos vermes e de crostas de ferida, observo minha pele se rachando e vertendo pus. 6Meus dias passam mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim do mesmo jeito que começaram: sem esperança. 7Lembra-te, ó Elohim, de que a minha vida não representa mais que um sopro; meus olhos jamais tornarão a contemplar a felicidade. 8Os que agora me observam, nunca mais me verão; depositaste teu olhar sobre a minha pessoa, e já deixei de existir. 9Da mesma maneira que a nuvem se esvai e desaparece, aquele que desce ao Sheol, à sepultura, jamais voltará a subir. 10Nunca mais retornará à sua casa; a sua antiga habitação não mais tornará a vê-lo. 11Por este motivo não calarei a boca e falarei da angústia do meu espírito; eu me queixarei da amargura da minha alma. 12Acaso sou eu o mar, ou o monstro das profundezas para que cerques com guardas? 13Quando penso: ‘meu leito haverá de consolar-me e minha cama aliviará meu sofrimento!’ 14Eis que me assustas com sonhos, e me atemorizas com visões. 15Prefiro ser estrangulado e sofrer a morte em lugar de ver meus ossos sendo fustigados dia após dia; 16sinto desprezo pela minha vida! Sei que não viverei nesta terra para sempre; portanto, deixa-me, porquanto os meus dias não têm o menor sentido. 17Afinal, quem é o ser humano para que lhe dês grande importância e coloque sobre ele os teus olhos, 18para que o examines a cada nova aurora e o proves a cada momento? 19Nunca desviarás de mim o teu olhar misericordioso? Jamais me abandonarás, nem por um instante? 20Se errei e pequei, que mal te causei, ó tu que vigias todos os seres humanos? Por qual razão me tornaste teu alvo? Porventura me transformei num fardo pesado e inútil para ti? 21Por que não perdoas as minhas ofensas e não apagas de vez os meus pecados? Porquanto em breve me deitarei no pó; tu me procurarás, contudo, eu já não mais existirei

Yonah/Jonas 1:
1A Palavra de YHWH veio a Yonáh ben‘Amittay, Jonas filho de Amitai, com esta ordem:2“Dispõe-te e vai à grande cidade de Niynveh, Nínive, quer dizer, Morada de Ninus, e prega contra ela, porque a sua malignidade subiu até a minha presença!” 3Entretanto, Jonas decidiu fugir da presença de YHWH, o SENHOR, e partiu na direção de Tarshish,Társis, isto é, Jaspe Amarelo. Descendo para a cidade de Yâphô, Jope, ou seja, Formosa, encontrou um navio pronto à zarpar para Társis, pagou a passagem e embarcou nele, a fim de ir para a cidade de Társis, tentando escapar da presença de YHWH4Contudo, YHWH, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu uma tempestade tão devastadora que o barco ameaçava arrebentar-se. 5Todos os marinheiros foram tomados de grande pânico, e cada um daqueles homens passou a clamar ao seu próprio deus. Em seguida lançaram ao mar a carga do navio, com o propósito de deixar a embarcação mais leve. Jonas, no entanto, havia se refugiado no porão do navio; e, tendo-se deitado, dormia profundamente.6O capitão dirigiu-se a ele e indagou: “Como consegues ficar dormindo numa hora dessas? Levanta-te agora mesmo e começa a clamar também ao teu deus! Talvez assim ele se lembre de nós para que não venhamos todos a perecer! 7Então os marinheiros chegaram a uma conclusão entre si: “Vinde e lancemos sortes, para saber quem é o responsável por essa desgraça que se abateu sobre nós!” E, de fato, jogaram as sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 8Imediatamente lhe perguntaram: “Declara-nos, pois, neste momento, por culpa de quem nos sobreveio esta tragédia? Quem és tu e qual a tua ocupação? De onde vens e qual a tua terra? A que povo pertences tu? 9E Jonas passou a responder-lhes: “Eu sou hebreu, e temo a YHWH, Adonay, o Elohim dos céus, que fez o mar e a terra!” 10Então aqueles homens ficaram horrorizados e lhe repreenderam: “Que é isso que fizeste?” Porquanto os homens sabiam que ele fugia do SENHOR, pois ele já lhes havia contato tudo. 11Considerando que o mar estava cada vez mais revoltoso, os marinheiros lhe inquiriram: “O que devemos fazer contigo, a fim de acalmar este mar?” 12Diante do que Jonas lhes aconselhou: “Pegai-me e lançai-me ao mar, e ele haverá de se aquietar; pois sei que esta violenta tempestade caiu sobre vós por minha causa!” 13Contudo, os homens ainda se esforçavam ao máximo para remar de volta à terra; todavia sem sucesso, e o mar ficava cada vez mais tempestuoso. 14Por isso suplicaram a YHWH nestes termos: “Ó SENHOR! Eis que nós te rogamos, ó YHWH! Não nos deixe morrer por conta da vida deste homem, e que não nos culpes pelo sangue inocente; porque tu, ó YHWH, fizeste como te aprouve fazer!” 15Então agarraram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido; e logo este se acalmou. 16Assim que notaram que o mar se aquietara, todos os homens adoraram e louvaram a YHWH com grande temor, oferecendo-lhe sacrifícios e fazendo-lhe votos. 17Entrementes, YHWH, o SENHOR, fez com que um grande peixe engolisse Jonas, e ele ficou dentro desse peixe durante três dias e três noites.

Yonah/Jonas 3
1Então a Palavra de YHWH, o SENHOR, veio a Jonas pela segunda vez com esta orientação: 2“Levanta-te e vai agora mesmo à grande cidade de Nínive. E assim que lá chegar prega contra ela a mensagem que Eu mesmo haverei de te entregar!” 3Jonas, sem demora, obedeceu à Palavra do SENHOR e partiu para Nínive. E Elohim tinha um propósito para aquela grande cidade, cuja extensão levava-se três dias para percorrer. 4Jonas entrou na cidade e caminhou por ela por um dia inteiro proclamando: “Eis que daqui a quarenta dias Nínive será destruída!” 5Então os ninivitas creram em Elohim. Combinaram um jejum geral, e todo o povo, dos mais importantes e ricos aos mais simples e pobres, se vestiram com uma roupa feita de pano grosseiro a fim de demonstrar publicamente que reconheciam seus pecados e estavam arrependidos. 6Quando o rei de Nínive tomou conhecimento da pregação e de tudo que ocorria na cidade, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se também de pano de saco e sentou-se sobre cinzas. 7E então proclamou em Nínive: “Eis que por decreto do rei e de seus nobres; fica proibido a todo homem ou animal, bois ou ovelhas, provar de qualquer alimento! Portanto, não havereis de comer nem beber nada! 8Cobri-vos de vestes de arrependimento e lamento, tanto as pessoas como os animais. E todos os cidadãos orem a Elohim com todas as suas forças. Cada pessoa abandone seu mau caminho e toda atitude violenta. 9Talvez Elohim volte sua face para nós, se arrependa, e acalme o furor da sua ira, de modo que não sejamos destruídos!” 10Elohim observou tudo quanto fizeram: como se converteram do seu mau caminho e abandonaram a violência. E atendeu as orações do povo, voltou atrás e não destruiu a cidade como havia ameaçado.

HAFTARAH (complemento)
Ester/Ester 10:
1Passados esses acontecimentos, o rei Assuero, Xerxes, impôs tributos a todo o império, até sobre as distantes regiões costeiras. 2Todos os seus atos de majestade, força e poder, bem como o relato completo da grandeza com que honrou e exaltou Mardoqueu, estão registrados no Livro de Crônicas dos reis da Média e da Pérsia. 3O judeu Mardoqueu foi o segundo na hierarquia do império, logo depois do rei Assuero, Xerxes. Era um homem notável, ilustre e de grande influência entre todos os judeus e amado pela multidão de seus irmãos, porquanto trabalhava sempre para o bem de seu povo, promovendo a justiça e o bem-estar entre todos de seu tempo.

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 148:
Louvado seja o Eterno! Louvai-O nas alturas dos céus, os anjos e todas as legiões que Ele criou. Que O louvem o sol, a lua e todas as estrelas resplandecentes. Que O Louvem os mais elevados céus e as águas que estão ainda acima deles, porque por Sua palavra foram criados. Determinou-lhes seu lugar no universo e decretou-lhes leis que cumprirão eternamente. Louvai o Eterno, ó monstros marinhos e habitantes dos abismos, fogo e granizo, neve, vapores e ventos tempestuosos, todos obedientes à Sua lei; montanhas e outeiros, frutos das árvores e todos os troncos, animais selvagens e todo o gado, répteis e seres emplumados; reis e todos os governantes, príncipes e todos os juízes. Moços e moças, anciãos e crianças, louvem todos o Nome do Eterno, cuja glória é exaltada acima das maiores alturas. Sua glória se estende além dos céus e da terra. Ele elevará a glória de Seu povo e o louvor de Seus devotados servidores, os filhos de Yisra'El, O exaltarão, dizendo: Louvado seja o Eterno! Haleluiyah!
por Ya'el bat Yossef

http://www.youtube.com/watch?v=zsC25Bc3gYw


CICLO TRIENAL - SEDRAH 147 (Semana de 26 de janeiro a 1 de fevereiro/2014)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 33:1 - 29
Tema: Mosheh/Moisés abençoa as tribos
Haftarah: Yeshaiyahu/Isaias 24 e 35
Tema(s): A devastação da terra; A alegria dos redimidos
Haftarah (complemento): Ester 8 e 9
Tema(s): O édito do rei a favor dos yehudim/judeus; A celebração de Purim
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 147
Tema: Bom é cantar louvores ao Eterno

TORAH
Devarim/Deuteronômio 33:
1Mosheh/Moisés, homem de Elohim, antes de morrer, transmitiu esta bênção ao povo de Israel. 2Assim proclamou Moisés: 3Na verdade, amas os povos; todos os teus santos estão sob tua proteção; eles se prostram a teus pés e aprendem as tuas palavras. 4A Torá, Lei que Moisés nos comunicou, é uma herança para a congregação de Ya'akov/Jacó. 5YHWH foi rei em Ieshurun, Israel, sempre que se congregaram as cabeças do povo em paz, junto com as tribos de Yisra'El/Israel. 6Viva Reuven/Rúben e não morra; ainda que sejam poucos os seus homens!” 7E afirmou a Yehudah/Judá esta palavra de bênção: 8E esta bênção declarou a Levi: 9Levi afirmou em relação a seu pai e sua mãe: ‘Não vos conheço, sois idólatras!’, e não reconheceu seus irmãos e não condescendeu com os filhos que preferiram a idolatria, porém soube guardar a tua Palavra e observar a tua Aliança. 10Portanto, os levitas são merecedores de ensinar os teus juízos a Jacó e a tua Torá, Lei, a Israel. Eles te oferecem o melhor incenso e holocaustos perfeitos ao teu altar! 11Abençoa, ó SENHOR, todos os esforços da tribo de Levi e faze que ele seja cada vez mais forte. Que todas as obras de suas mãos sejam agradáveis a ti, e fere os ombros dos que se levantam contra os levitas para os afligirem, a fim de que nunca mais se levantem, sejam quem forem!” 12E sobre Benjamim derramou sua bênção, declarando: 13De Yosef/José, afirmou: 14com os bons frutos que o sol amadurece e o melhor que a lua e suas estações possam dar; 15com as colheitas mais abundantes dos montes antigos, e com a generosidade dos outeiros eternos; 16com os frutos excelentes da terra e a sua plenitude, e com o favor daquele que apareceu na sarça ardente. Que todas essas bênçãos venham sobre a cabeça de José, sobre a fronte do escolhido entre seus irmãos! 17Ele tem a força e a galhardia do primogênito de um touro; seus sinais de glória são como os chifres poderosos de um boi selvagem, com os quais ferirá as nações pagãs até os confins da terra. Assim são as dezenas de milhares de Efraim; assim são os milhares de Menasheh/Manassés!” 18E quanto a Zevulun/Zebulom, assegurou: 19Eles convocarão povos para o monte e ali oferecerão sacrifícios legítimos; farão um banquete com a riqueza dos mares, com os tesouros ocultos das praias!” 20Em relação a Gad/Gade, declarou: 21Escolheu para si a melhor parte: a porção do líder lhe foi reservada. Tornou-se o chefe do povo e executou a justa vontade de YHWH e os seus decretos sobre Israel!” 22A respeito de Dan/Dã, disse: 23Quanto a Naftali, determinou: 24Com relação a Asher/Aser, afirmou: 25Sejam de ferro e bronze as trancas das tuas portas, e permaneça a tua força e paz com os teus muitos dias. 26Não existe ninguém como o Elohim de Ieshurun, Israel, que cavalga majestoso os céus para cooperar com ele, e monta garboso sobre as nuvens do seu reino! 27O Elohim Eterno é o teu refúgio e, para sustentá-lo estão os braços do SENHOR. Ele expulsará todos os adversários da tua presença, determinando: ‘Destrói-os!’ 28Somente Israel viverá para sempre seguro e em paz; a fonte de Jacó estará segura numa terra que produz trigo e vinho novo, e onde o orvalho rega o chão. 29Como tu és bem-aventurado, ó Israel! Quem é como tu, ó povo cuja Salvação vem do SENHOR? Ele é o teu abrigo, o teu socorro e a tua espada vencedora e gloriosa. Os teus adversários se ajoelharão diante de ti e suplicarão por misericórdia, e tu tomarás das suas terras!”

HAFTARAH
Yeshaiyahu/Isaias 24:
1Eis que YHWH vai arrasar toda a terra e a devastará, arruinará sua superfície e espalhará seus habitantes. 2O mesmo sucederá ao sacerdote e ao povo, ao servo e ao seu senhor, à serva e à sua senhora, ao comprador e ao vendedor, ao que empresta e ao que toma emprestado, ao devedor e ao credor. 3Certamente a terra será totalmente saqueada e destruída, porquanto foi YHWH, o SENHOR, quem proferiu esta sentença. 4A terra seca e cobre-se de luto, ela perece; o mundo definha e murcha, os nobres da terra consomem-se. 5A terra está contaminada pelos seus próprios habitantes; afinal, a humanidade desobedeceu às leis, violou os decretos e quebrou a aliança eterna. 6Por este motivo a maldição consome a terra e seu povo é culpado. Por isso os habitantes da terra serão extinguidos pelo fogo, até que restem apenas alguns poucos seres humanos. 7O vinho novo se vai, e a videira definha; todos os que se divertiam, agora lamentam e gemem. 8O som festivo e alegre dos tamborins calou-se, o barulho dos que festejavam cessou, a harpa que tocava cheia de júbilo não tange mais. 9Já não se bebe vinho ao som do cântico, a bebida forte tem um sabor amargo para os que a bebem. 10A cidade da destruição está desolada, todas as suas casas estão fechadas, ninguém pode entrar nelas. 11Nas ruas clama-se por um pouco de vinho, toda a alegria se esgotou: o júbilo foi extinto da terra. 12Na cidade só restou desolação, a porta ficou reduzida a ruínas. 13Assim será na terra, entre todas as nações, como quando se usa a vara na oliveira ou se buscam os restos das uvas após a colheita. 14Erguem as vozes, cantam de júbilo; desde o Ocidente aclamam a majestade de YHWH15Deem glória, porquanto, a YHWH, o SENHOR, no Oriente, e nas ilhas do mar exaltem o Nome do SENHOR: YHWH, o Elohim de Israel. 16Desde os confins da terra ouvimos ressoar o cântico: “Glória seja dada ao Justo!” Contudo eu clamei: “Ai de mim! Que desgraça! Não aguento mais! Porquanto os traidores continuam agindo traiçoeiramente; há falsidade por toda parte!” 17Pavor, cova e ciladas os aguardam, ó habitantes da terra! 18Quem fugir ao grito de terror cairá na cova; quem sair da cova será pego pelas armadilhas. Abertas estão as comportas dos céus. Eis que os alicerces da terra tremem! 19A terra foi despedaçada, está destruída, totalmente abalada! 20A terra cambaleará como embriagado, ela oscilará como uma cabana ao vento; tão pesada sobre ela é a culpa da rebeldia das nações que jamais se levantará de sua queda. 21E acontecerá naquele grande Dia: YHWH castigará os poderes em cima nos céus, e os reis e governantes embaixo na terra. 22Eles serão reunidos, tal qual um bando de prisioneiros condenados à mesma masmorra, trancafiados numa prisão onde aguardarão a punição final depois de muito tempo. 23A lua, pois, ficará humilhada, e o sol, confuso e envergonhado, porquanto YHWH, o SENHOR dos Exércitos reina no monte Tzion/Sião e em Yerushalayim/Jerusalém: absoluto e glorioso diante dos seus líderes e anciãos!

Yeshaiyahu/Isaias 35:
1O deserto e a terra ressequida se rejubilarão; o ermo se encherá de felicidade e florescerá como a tulipa. 2Cubra-se de flores, sim, rejubile-se com grande alegria e exulte. A glória do Líbano lhe será transferida, bem como o resplendor do Carmel, Carmelo e de Sharon, Sarom. Eles verão a glória de YHWH, o SENHOR, o esplendor do nosso Elohim. 3Fortalecei, pois, as mãos abatidas, revigorai os joelhos cambaleantes. 4Dizei aos corações perturbados: “Sede fortes, não temais. Eis que o vosso Elohim vem para vingar-vos, trazendo a recompensa divina. Ele vem para salvar-vos!” 5Então se abrirão os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos se desobstruirão. 6Então o coxo saltará como o cervo e a língua do mudo cantará louvores de gratidão e felicidade, porquanto a água jorrará do deserto, e muitos riachos da estepe. 7A terra seca se transformará em brejo, e a terra árida em mananciais de água. Onde repousavam os chacais surgirá um campo de juncos e de papiros. 8Ali haverá uma estrada, um caminho que será conhecido por Caminho de Santidade. Os impuros não passarão por ele; servirá tão somente aos que são do Caminho; os ímpios e insensatos escolherão não seguir por ele. 9Ali não haverá leão algum e nenhum animal feroz passará por ele; nenhum deles se verá por ali. Só os redimidos andarão por ele, 10e todos quantos YHWH resgatou voltarão. Entrarão em Tzión, Sião com hinos de júbilo; duradoura felicidade coroará sua cabeça. Gozo e alegria se apoderarão deles, e a tristeza e o lamento cessarão completamente.

HAFTARAH (complemento)
Ester/Ester 8:
1Naquele mesmo dia o rei transferiu para a rainha a casa e todos os bens de Hamã, o inimigo dos judeus. E Mardoqueu apresentou-se diante do rei, pois Ester tinha revelado quem ele era.2Então, o rei tirou o seu anel-selo que havia tomado de volta de Hamã, e o entregou a Mardoqueu; e Ester o nomeou administrador dos bens que pertenceram a Hamã. 3Todavia Ester voltou a rogar ao rei e, lançando-se aos pés dele, implorou-lhe em meio a muitas lágrimas que revogasse o plano maligno que Hamã, o descendente de Agague, tinha engendrado contra os judeus. 4Diante do gesto de Ester o rei prontamente lhe estendeu o cetro real em sinal de aprovação, e ela se levantou diante dele. 5E confirmou sua súplica, dizendo: “Se for do agrado do rei, e se hoje alcanço o seu favor, e se ele considerar justo, e se eu mesma for agradável a seus olhos, que ele revogue expressamente todas as cartas que Hamã, filho do agagita Hamedata, descendente de Agague, escreveu e endereçou a todas as províncias do rei determinando o extermínio de todos os judeus. 6Porquanto, como me será possível suportar a dor de ver a desgraça que se abaterá sobre todo o meu povo? Como resistirei à destruição da minha própria família?” 7Em seguida o rei Xerxes respondeu à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: “Mandei enforcar Hamã e passei todos os seus bens para Ester porquanto ele atentou contra os judeus. 8Escrevei, pois, agora mesmo, novo decreto a respeito dos judeus, o que bem vos parecer, em nome do rei, e selai-o com o meu anel real. Porque todo edito redigido em nome do rei e selado por meio do seu anel é irrevogável!” 9Imediatamente foram convocados os escribas reais, e essa fato ocorreu no vigésimo dia do terceiro mês, o mês de Sivan, isto é, entre maio e junho. Os secretários do rei escreveram todas as ordens ditadas por Mardoqueu aos judeus, aos sátrapas, aos governadores e aos nobres das cento e vinte e sete províncias que se estendiam da Índia até Cuxe, Etiópia. Essas determinações foram redigidas na língua de cada povo e segundo a escrita de cada província, como também aos judeus, na sua própria escrita e linguagem. 10Mardoqueu escreveu cartas em nome do rei Xerxes, selou-as com o anel do rei e as enviou com os mensageiros montados em cavalos fortes e velozes, todos da cavalaria especial do rei. 11E o decreto do rei concedia aos judeus de cada cidade o direito de se reunirem e de se protegerem, de destruir, matar e aniquilar qualquer força armada de qualquer povo ou província que tentasse atacá-los, colocando também em risco suas mulheres e crianças. Resguardava também o direito de saquear os bens dos seus adversários em guerra. 12As determinações do rei entraram em vigor em todas as províncias do rei Assuero, Xerxes, no décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de Adar, isto é, entre fevereiro e março. 13Uma cópia desse decreto foi publicada como lei em cada província e levada ao conhecimento do povo de cada nação, a fim de que naquele dia os judeus estivessem prontos para vingar-se de todos os seus inimigos.14Os mensageiros montados nos cavalos velozes da cavalaria especial do rei partiram apressadamente por causa da ordem expressa do rei. Esse decreto foi promulgado inclusive na capital, Susã. 15Então Mardoqueu saiu da presença do rei, vestido de um traje real azul celeste e branco, trazendo uma grande coroa de ouro e coberto por um manto de linho fino, vermelho púrpura. E toda a capital, Susã, exultava de júbilo. 16E grande felicidade, alegria, satisfação e honra tomou conta dos corações de todos os judeus. 17Em cada província e em cada cidade, onde quer que se anunciasse as ordens do decreto real, explodia entre os judeus grandes manifestações de contentamento, seguidas de animados banquetes e festas. Muitos gentios, pessoas que pertenciam a outros povos do reino, se tornaram judeus, pois o temor dos judeus tinha se apoderado deles.

Ester/Ester 9:
1No décimo terceiro dia do décimo segundo mês, que é o mês de Adar, isto é, entre fevereiro e março, quando devia entrar em vigor o decreto do rei. Naquele exato dia os inimigos dos judeus aguardavam o momento de vencê-los no campo de batalha, entretanto aconteceu tudo aconteceu muito diferente dessa expectativa: os judeus dominaram aqueles que os odiavam.2Os judeus se reuniram nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, Xerxes, para erguer a mão contra aqueles que procuravam o seu aniquilamento. E ninguém conseguia resistir-lhes, pois o temor dos judeus havia caído sobre todos os povos. 3E todos os príncipes das províncias, os sátrapas, os governadores e os administradores dos negócios do rei cooperavam com os judeus, porquanto grande era o temor que alimentavam em relação a Mardoqueu. 4Mardoqueu exercia forte influência no palácio real; a sua fama se espalhou por todas as províncias, e ele foi se tornando cada vez mais poderoso e respeitado. 5Os judeus feriram todos os seus inimigos a golpes de espada, matando-os e aniquilando-os, e fizeram o que desejaram com os que os odiavam. 6E os judeus mataram e eliminaram quinhentos homens da capital, Susã. 7Também mataram Parsandata, Dalfom, Aspata, 8Porata, Arisai, Aridai e Vaisata, 9Farmasta, Arisai, Aridai e Vaisata, 10os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o grande inimigo dos judeus. Mas não colocaram a mão nos seus bens. 11Naquele mesmo dia o total na cidadela de Susã foi relatado ao rei, 12que informou à rainha Ester: “Os judeus mataram e liquidaram quinhentos homens e os dez filhos de Hamã na capital , Susã. Que terão feito nas demais províncias do rei? Agora, pois, qual é a tua petição? Pede-me e será igualmente atendida! Qual é o teu desejo? Dize-me e ele te será concedido!” 13Então lhe declarou Ester: “Se for do agrado do rei, que os judeus de Susã tenham autorização para executar também amanhã o mesmo decreto real de hoje, para que os corpos dos dez filhos de Hamã sejam expostos a toda gente pendurados na forca!” 14O rei aquiesceu e imediatamente deu ordens para que assim se procedesse. O decreto foi anunciado publicamente em Susã, e os corpos dos dez filhos de Hamã foram pendurados na forca. 15Os judeus de Susã ajuntaram-se no décimo quarto dia do mês de Adar e mataram trezentos homens de Susã, todavia não tocaram em seus bens. 16Entrementes, os demais judeus que viviam nas províncias do império, da mesma forma se reuniram para se proteger e se livrar dos seus inimigos. E exterminaram setenta e cinco mil homens dos que os odiavam, mas não se apossaram de qualquer dos bens de seus inimigos.17Todos esses fatos ocorreram no décimo terceiro dia do mês da Adar, e no décimo quarto dia descansaram e fizeram dessa data um dia memorável, de festa e júbilo. 18Os judeus da capital, Susã, contudo, tinham se reunido no décimo terceiro e no décimo quarto dias, e no décimo quinto descansaram e dele fizeram um dia memorável, de banquetes e muita alegria. 19Por esse motivo os judeus que vivem em vilas e aldeias comemoram o décimo quarto dia do mês de Adar como um dia de banquetes, honra e júbilo, um dia em que se envia porções de alimento e presentes uns aos outros. 20Mardoqueu registrou por escrito todos esses acontecimentos e enviou cartas a todos os judeus de todas as províncias do rei Assuero, Xerxes, tanto às mais próximas como às mais distantes em todo o reino. 21E ordenou-lhes que todos os anos lembrassem e guardassem o décimo quarto e o décimo quinto dias do mês da Adar, isto é, entre fevereiro e março.22Porquanto nesses dias os judeus livraram-se dos seus inimigos; nesse mês a sua humilhação e tristeza tornou-se em honra e júbilo, e o seu pranto, num dia de festa. Escreveu-lhes recomendando que comemorassem aquelas datas memoráveis como dias de festa e felicidade; de troca de saudações e presentes e de ofertas aos pobres. 23E assim os judeus passaram a observar a tradição de realizar aquela celebração, conforme Mardoqueu lhes havia prescrito. 24Pois Hamã, filho do agagita Hamedata, inimigo de todos os judeus, tinha tramado malignamente contra eles tentando exterminá-los e, para tanto, havia lançado o Pur, isto é, a Sorte, com o objetivo de conhecer a melhor maneira de realizar a destruição total dos judeus. 25No entanto, quando estes sórdidos planos chegaram ao conhecimento do rei por intermédio de Ester, ele deu ordens expressas e por escrito para que a intenção maligna de Hamã para com os judeus se voltasse contra a sua própria cabeça, e para que ele e seus filhos fossem executados e pendurados na forca. 26Por isso aqueles dias ficaram conhecidos na história pelo nome de Purim, por causa da expressão Pur. Considerando tudo o que estava escrito nessa carta, o que tinham visto e o que, de fato, havia acontecido em todo o reino, 27os judeus decidiram estabelecer o costume de que eles e os seus descendentes e todos os que se tornassem judeus não deixariam de celebrar anualmente esses dois dias memoráveis, exatamente na forma estabelecida descrita na carta e em suas datas certas. 28Esses dois dias seriam lembrados e guardados em cada família, em todas as gerações, em todas as províncias e cidades. Esses dias de Purim não seriam revogados jamais entre os judeus, e os seus descendentes os haveriam de lembrar e celebrar para sempre. 29Então a rainha Hadassá bat Avihail, Ester, filha de Abiail, e o judeu Mordehai, Mardoqueu, escreveram com toda a autoridade uma segunda carta a fim de confirmar todas as instruções da primeira, acerca da celebração dos Purim. 30Mardoqueu enviou cartas a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do império de Assuero, Xerxes, desejando-lhes paz, segurança e prosperidade, 31e confirmando que os dias dos Purim deveriam ser comemorados nas datas exatas e determinadas, conforme o judeu Mardoqueu e a rainha Ester haviam estabelecido e decretado para si mesmos, para todos os judeus e para os seus descendentes de todas as gerações, e acrescentou observações sobre tempos de jejum, lamentação e preparação. 32A ordem expressa da rainha Ester confirmou todos os regulamentos para a correta observação dos Purim; e todas essas instruções foram escritas em um livro de registros históricos.


SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 147:
Haleluiyah! Louvado seja o Eterno! Como é bom cantar em louvor de nosso Elohim; uma alegria para o coração é este louvor.  O Eterno reedifica Yerushalayim; Ele congrega os dispersos de Yisra'El.  Ele conforta os que estão com o coração aflito e cuida de seus ferimentos.  Somente Ele conhece todo o incontável número de estrelas e atribui um nome a cada uma delas.  Grande é nosso Elohim, imenso é Seu poder e infinita é Sua sabedoria.  Ampara os humildes e joga por terra os ímpios.  Entoai ao Eterno cantos em ação de graças, melodias ao som de harpas, pois Ele é Quem estende sobre os céus as nuvens; faz descer sobre a terra as chuvas necessárias e brotar a erva sobre os montes.  Provê alimentos para todos os animais e ao corvo e seu filhote quando a Ele clamam.  Não se compraz nos que confiam apenas na força dos cavalos ou na marcha dos guerreiros;  agradam-Lhe, sim, os que O reverenciem e que em Sua misericórdia confiam.  Louva o Eterno, ó Yerushalayim! Louva teu Elohim, ó Tzion! Pois Ele reforçou teus portões e em ti abençoou teus filhos.  Paz estabeleceu em tuas fronteiras e com o melhor dos alimentos te sacia.  Os decretos que estabelece para a terra, logo se espalham por toda parte.  Faz cair neve como lã e asperge geadas como cinzas.  Envia o gelo como bocados de pão e diante de Seu frio, quem poderia subsistir? Diante de Sua palavra, porém, se derretem; é Ele Quem provoca o soprar do vento e o fluir das águas. Anuncia Sua palavra a Ya'akov, Seus estatutos e Suas leis a Yisra'El. Para com nenhuma outra nação agiu assim e Seus preceitos elas desconhecem. Portanto, louvado seja o Eterno! Haleluiyah!
por Ya'el bat Yossef

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