sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CICLO TRIENAL (e 2 vídeos) - SEDRAH 137 (Semana de 17 a 23 de novembro/2013)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 18:1-20:9
Tema: Os falsos profetas; A lei de Talião; Leis e ordenanças em caso de guerra
Haftarah: Sh'muel Beit/2 Samuel 4, 13 e 20; Yirmiyahu/Jeremias 8
Tema(s):  O assassinato de Ish'bhoshet; Amnon, Tamar e Av'Shalom/Absalão; A rebelião de Sheba; A falsidade dos líderes e a enfermidade do povo
Shirim U’Chochmah: Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 6:4-12
Tema: Poema à Amada
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 137
Tema: Lamento por Yerushalayim

TORAH
Devarim/Deuteronômio 18:
1Os kohanim/sacerdotes levi'im/levitas e todo o restante da Tribo de Levi não receberão a posse de terras em Yisra'El: eles viverão das ofertas sacrificadas ao Eterno, preparadas no fogo, pois essa é a sua herança. 2Essa tribo não terá uma herança no meio dos seus irmãos: O Eterno é sua herança, conforme lhes prometeu.3Eis os direitos que os kohanim têm sobre o povo, sobre os que oferecem um sacrifício: do novilho ou de uma ovelha do seu rebanho serão dados ao kohen a espádua, as queixadas e o estômago. 4Dar-lhe-ás também as primícias do teu trigo, do vinho novo e do melhor azeite, como também as primícias da tosquia do teu rebanho. 5Pois foi ele que Adonay/o Senhor, o teu Elohim, escolheu entre todas as tuas tribos, ele e seus filhos, para estar diante do Eterno, teu Elohim, todos os dias.6Quando vier um levita de alguma das tuas cidades, onde quer que ele more em Yisra'El, e com todo o desejo do coração vier para o local que o Senhor houver determinado, 7e servir em Nome do Eterno, teu Elohim, como também todos os seus irmãos levitas que assistem ali perante o Senhor, 8igual porção comerá, além do que receber pelas vendas dos bens da sua família.9Quando entrares na terra que o Eterno, teu Elohim, te concede, não aprendas a imitar as abominações praticadas por aquelas nações. 10Que entre o teu povo não se encontre alguém que queime seu filho ou filha, nem que faça presságio, oráculo, adivinhação ou qualquer tipo de magia, 11ou que pratique encantamentos; nem que seja médium, consulte os espíritos ou invoque os mortos. 12O Senhor odeia quem pratica qualquer dessas abominações, e é justamente por causa desses pecados que o Ererno teu Elohim vai expulsar aquelas nações em teu favor. 13Portanto, permanece inculpável perante o Senhor, teu Elohim! 14Eis que as nações que vais conquistar dão ouvidos a oráculos e videntes pagãos. Quanto a ti, isso não é permitido pelo Senhor, teu Elohim.15O Eterno, teu Elohim, suscitará um profeta como eu no meio de ti, dentre teus próprios irmãos; a ele ouvireis! 16Porquanto é o que tinhas rogado ao Eterno, teu Elohim, em Horebe, no dia em que te reuniste, quando suplicaste em assembleia: ‘Não posso continuar ouvindo a voz do Eterno, meu Elohim, nem vendo este fogo maravilhoso, senão morrerei!’ 17Então o Eterno me orientou: ‘Eles falam a verdade!’ 18Portanto, vou suscitar para eles um profeta como tu, no meio dos seus próprios irmãos. Colocarei as minhas palavras em sua boca e ele lhes comunicará tudo o que Eu lhes ordenar. 19E será que qualquer pessoa que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu Nome, Eu mesmo lhe pedirei contas. 20Todavia, o profeta que ousar dizer em meu Nome alguma palavra que não lhe ordenei, ou que falar em nome de outros elohim, terá de ser morto. 21Talvez venhas a questionar em teu coração: ‘Como vamos saber se tal palavra não é uma Palavra de Adonay?’ 22Se o profeta fala em o Nome do Eterno, mas a palavra não se cumpre, não se torna realidade, trata-se então de uma palavra falsa, que o Senhor jamais pronunciou. Tal profeta falou com arrogância. Não o temas!

Devarim/Deuteronômio 19:
1Quando o Senhor, teu Elohim, tiver eliminado as nações pagãs cuja terra te dá, e as conquistares e estiveres habitando em suas cidades e casas, 2separarás três cidades no meio da terra cuja posse O Eterno, teu Elohim, te concede. 3Estabelecerás o caminho, medirás as distâncias e dividirás em três partes o território da terra que o Eterno, o teu Elohim, te dará como herança; isso para que nela possa se abrigar todo aquele que houver sido acusado de homicídio. 4Se um homem, sem querer ou por acidente, matar alguém que não era seu inimigo, poderá ir para uma daquelas cidades, e ali ninguém poderá executá-lo. 5Por exemplo, certo homem vai com seu amigo cortar lenha na floresta e, ao levantar o machado para golpear a árvore, o ferro escapa e atinge seu amigo e o fere de morte; nesse caso ele poderá fugir para uma daquelas cidades para evitar a vingança da família do amigo e salvar sua vida. 6Do contrário, o vingador da vítima poderia persegui-lo enfurecido e alcançá-lo, ainda que a distância fosse longa demais, e teria o direito de matá-lo, muito embora, de fato, não merecesse pena de morte, porquanto não havia inimizade entre ele e seu próximo. 7É por esse motivo que eu te ordeno: ‘Separa três cidades!’ 8E quando o Eterno, teu Elohim, fizer que tuas fronteiras se alarguem, como prometeu a teus antepassados, e te der toda a terra que jurou dar a teus pais, 9com a condição de que cuides de colocar em prática todos estes decretos que hoje te ordeno, amando ao Senhor, teu Elohim, e andando sem parar em seus caminhos, acrescentarás, então, mais três cidades de refúgio às três primeiras, 10a fim de que não se derrame sangue inocente na terra que o Eterno teu Elohim te concede como herança e, portanto, não haja culpa de sangue sobre ti. 11Contudo, se alguém é inimigo do seu próximo e lhe arma uma cilada, levantando-se e ferindo-o de morte, e a seguir se abriga numa daquelas cidades, 12as autoridades da sua cidade enviarão pessoas para buscá-lo na cidade de refúgio, e o entregarão nas mãos do vingador da vítima, para que o homicida seja devidamente executado. 13Portanto, que teu olho não tenha misericórdia do homicida. Desse modo extirparás de Yisra'El o derramamento de sangue inocente, para que vivas bem e em paz. 14Não deslocarás os marcos de divisa da propriedade do teu vizinho, que os teus antecessores estabeleceram na herança que vais receber na terra cuja posse o Eterno, teu Elohim, te concede. 15Uma só testemunha não é suficiente para condenar uma pessoa de algum crime ou delito. Qualquer acusação necessita ser confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas idôneas. 16Quando uma falsa testemunha se levantar contra alguém, acusando-o de alguma rebelião, 17as duas partes em litígio se apresentarão diante do Eterno, na presença dos sacerdotes e dos juízes que estiverem em função naqueles dias. 18Os juízes investigarão minuciosamente o caso e, se ficar provado que a testemunha mentiu e deu falso testemunho contra o seu próximo, 19então vós a tratareis da mesma maneira como ela própria planejava punir o seu próximo. Eliminarás, pois, o mal do meio de Yisra'El. 20Todo o povo saberá do ocorrido e ficará apavorado, e nunca mais se cometerá um crime desses no meio de ti. 21Portanto, não considerarás com piedade esses casos: alma por alma, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé!

Devarim/Deuteronômio 20:
1Quando tiveres de sair à guerra contra teus inimigos, se vires cavalos e carros e um povo mais numeroso do que tu, não te entregues ao medo, pois contigo está o Eterno, o teu Elohim, que te libertou e fez sair da terra de Mitzrayim/Egito. 2Quando estiveres para iniciar a batalha, o sacerdote se aproximará para falar ao povo, 3e proclamará: ‘Ouve, ó Yisra'El! Estais hoje prestes a guerrear contra os vossos inimigos. Não vos acovardeis, nem vos deixeis intimidar; não vos aterrorizeis, tampouco tenhais medo por causa deles, 4pois o Senhor, o vosso Elohim, vos acompanhará e lutará por vós contra todos os vossos inimigos a fim de vos dar a vitória!’5Os escribas também falarão ao povo, exclamando: ‘Quem construiu uma casa nova e ainda não a consagrou? Que se retire e volte para casa, para que não morra na peleja e outro a consagre em seu lugar.6Quem plantou uma vinha e ainda não colheu seus primeiros frutos? Que se retire e volte para casa, para que não corra o risco de morrer em batalha e outro colha os primeiros frutos que lhe pertencem. 7Há alguém comprometido para casar-se que ainda não recebeu sua mulher? Que se retire e volte para sua casa, para que também não corra o risco de morrer em luta e outro se case com sua esposa!’ 8E os escribas continuarão a proclamar ao povo: ‘Quem está apavorado e não tem coragem para prosseguir? Que se retire agora e volte para casa, para que sua covardia não desanime seus irmãos!’ 9Então, quando terminarem de encorajar o povo, os escribas designarão os chefes das tropas para o comando do povo.

Sh'muel Beit/2 Samuel 4:
1Assim que Ish-Boshet/Is-Bosete, filho de Shaul, ficou sabendo que Abner havia sido assassinado na cidade de Hebrom, seus braços decaíram, abateu-lhe todo o ânimo, e todo o Yisra'El se apavorou. 2Ish-Boshet, filho de Shaul, contava com dois chefes de guerrilha; um deles se chamava Baaná, e o outro, Recabe, filhos de Rimom, o beerotita, da tribo de BenyiamBenjamim; porquanto a cidade de Beerote era considerada parte do território de Benjamim. 3O povo de Beerote fugiu Gitaim e até nossos dias vive ali como forasteiro. 4Jônatas, filho de Shaul, tinha um filho aleijado dos pés. Esse menino tinha cinco anos de idade quando se ouviu a notícia de que Jezreel de que Shaul e Yonathan/Jônatas haviam tombado em combate. Sua ama o apanhou e fugiu, todavia, na pressa, ela o deixou cair, e ele ficou manco. Seu nome era Mefibosete. 5Os filhos de Rimom de Beerote, Recabe e Baaná, estavam a caminho e chegaram à propriedade de Ish-Boshet na hora mais quente do dia, na hora do costumeiro descanso do meio-dia. 6Os dois entraram na residência como se fossem buscar trigo, mas o feriram de morte, transpassado-lhe o estômago, e, em seguida, fugiram. 7Eles haviam entrado na casa quando Ish-Boshet estava deitado na cama, no seu quarto de dormir. Depois de o transpassarem e o matarem, deceparam-lhe a cabeça. E, levando-a, viajaram durante toda a noite pelo vale do Yarden/rio Jordão, a rota de Arabá. 8Assim que chegaram a Hebrom, mostraram a cabeça de Ish-Boshet a David e declararam perante o rei: “Aqui tens a cabeça de Ish-Boshet, filho de Shaul, teu inimigo que queria tirar-te a vida. O Senhor entregou hoje ao senhor, meu rei, a vingança sobre o crime de Shaul e sua descendência!” 9Então David respondeu a Recabe e Baaná, seu irmão, filhos de Rimom, o beerotita: “Juro pelo Nome do Eterno, que me tem livrado de todas as aflições: 10Se, ao que veio me comunicar a notícia da morte de Shaul, imaginando que trazia notícias que me alegrariam, eu logo o apanhei e o mandei executar em Ziclague, como recompensa pela sua mensagem, 11como muito mais razão, quando homens cruéis mataram um homem justo em sua casa, repousando sobre sua própria cama, não deveria eu requerer o seu sangue de vossas mãos criminosas e vos exterminar da terra?” 12Então David ordenou aos seus filhos mais novos que os matassem. Cortaram-lhes as mãos e os pés e os penduraram perto do açude de Hebrom. Tomaram, entretanto, a cabeça de Ish-Boshet e a sepultaram no túmulo de Abner, em Hebrom.

Sh'muel Beit/2 Samuel 13:
1Avshalom, Absalão, filho de David, tinha uma irmã muito bonita, que se chamava Tamar. Depois de algum tempo, um outro filho de David, chamado Amnom, apaixonou-se fortemente por ela. 2Amnom a desejou ao ponto de adoecer de tanta opressão. Afinal, Tamar era sua meia-irmã e uma jovem virgem; portanto, pelas leis, impossível de aproximar-se dela como namorado, muito menos para possuí-la. 3Mas Amnom tinha um amigo chamado Jonadabe, filho de Simeia, irmão de David. Jonadabe era muito sagaz. 4Este lhe indagou: “Que acontece contigo, filho do rei, que cada manhã estás mais abatido? Não queres me contar o que há em teu coração?” Então Amnom lhe revelou: “É que eu amo Tamar, a irmã de meu irmão Av'Shalom!” 5Então Jonadabe lhe aconselhou: “Deita-te na tua cama e finge estar muito doente; quando teu pai vier te visitar, diz-lhe: ‘Rogo-te que minha irmã Tamar venha me servir algo para comer, mas que prepare o alimento na minha presença, a fim de que eu possa também conversar um pouco com ela e coma da sua mão!’ 6Amnom gostou da ideia e logo em seguida deitou-se e fingiu-se doente. O rei veio vê-lo, e Amnom disse ao rei: “Concede que minha irmã Tamar venha e prepare aqui mesmo dois bolos, para que eu fale com ela e coma da sua mão.” 7David mandou uma mensagem a Tamar no palácio: “Vá à casa de teu irmão Amnom e prepare algo para que ele se alimente.” 8Tamar foi à casa de seu irmão Amnom, e ele estava deitado. Ela pegou e amassou a farinha, fez os bolos e os assou na presença dele. 9Pegou a forma e tirou os bolos diante dele, entretanto, ele se recusou a comer. Então Amnom ordenou: “Manda embora toda essa gente para longe de mim!” E, imediatamente, todos saíram dos seus aposentos. 10Então Amnom pediu a Tamar: “Traze o prato com os bolos até meu quarto para que eu possa me alimentar da tua mão!” Prontamente Tamar levou os bolos que havia assado ao quarto de seu irmão. 11Todavia, quando ela se aproximou para começar a servir-lhe o alimento na boca, ele a agarrou e rogou-lhe: “Deita-te comigo minha irmã!” 12Diante do que ela reagiu exclamando: “Não, meu irmão! Não me forces, porque não se procede assim em Yisra'El, não cometas essa loucura e infâmia! 13Aonde iria esconder-me por causa de tamanha desonra? E tu serias como um infame e cairia em desgraça perante todo o povo de Yisra'El! No entanto, fala ao rei, e ele haverá de permitir que eu me case contigo!” 14Mas Amnom, não quis lhe dar ouvidos; dominou-a e com violência forçou-a a ter relações sexuais com ele. 15Logo em seguida, entretanto, Amnom sentiu uma forte rejeição por ela, muito mais intensa do que paixão que alimentara em seu interior há tempos. E lhe ordenou: “Levanta-te! Vai-te embora depressa!” 16Contudo, ela lhe replicou: “Não, meu irmão, expulsar-me será ainda pior do que o mal que já me fizeste!” Entretanto, novamente, ele não quis atendê-la. 17Gritou pelo criado e ordenou-lhe: “Livra-me desta mulher! Põe-na fora daqui imediatamente e tranque a porta!” 18Prontamente o servo a pôs para fora e fechou a porta. Ela trajava uma túnica especial, longa e colorida, um tipo tradicional de roupa que as filhas virgens dos reis costumavam usar desde a puberdade. 19Assim que Tamar saiu da casa de Amnom, apanhou cinza com o pó da terra e jogou sobre a cabeça, rasgou sua túnica que estava vestindo e se pôs a caminho, com as mãos sobre a cabeça, chorando em desespero e alta voz. 20Assim que Av'Shalom, seu irmão, a viu lhe perguntou: “Teu irmão, Amnom, te ofendeu de alguma maneira? Ora, minha irmã, acalma-te e não lamentes desta maneira; afinal, ele é teu irmão! Cala-te e não te angusties tanto assim!” E Tamar, arrasada, ficou sozinha na casa do seu irmão Av'Shalom. 21Logo que o rei David tomou conhecimento de toda essa história, ficou profundamente indignado, todavia, não quis castigar o seu filho Amnom, porquanto o amava muito por ser o seu primogênito. 22Quanto a Av'Shalom, não falou mais com Amnom, porque Abv'Shalom estava revoltado, e grande quantidade ódio fermentava em seu coração contra ele, por causa da violência covarde e humilhante que fizera contra sua irmã Tamar. 23Passaram-se dois anos depois deste desonroso evento. E os tosquiadores de ovelhas de Absalão estava em Baal-Hazor, perto da fronteira de Efrayim. Av'Shalom convidou todos os filhos do rei para se reunirem com ele. 24Av'Shalom veio à presença do rei e o convidou: “Eu, teu servo, estou tosquiando ovelhas e gostaria que o rei e os seus anciãos e conselheiros se dignem aceitar este convite para irem até lá estar comigo e meus amigos!” 25Então ponderou-lhe o rei: “Não, meu filho. Não devemos ir todos juntos a fim de não te gerarmos uma pesada despesa.” Embora Av'Shalom insistisse no convite a todos, o rei se recusou a ir, mas agradeceu muito e o abençoou. 26Av'Shalom rogou-lhe então: “Permite, ao menos, que meu irmão Amnom esteja conosco?” Ao que o rei questionou: “Mas por que iria ele contigo?” 27No entanto, Av'Shalom explicou que fazia questão da reunião fraternal, e o rei acabou por consentir que Amnom e seus outros filhos partissem em sua companhia. 28Av'Shalom ordenou aos seus homens: “Prestai atenção! Quando o coração de Amnom estiver alegre por causa do vinho e eu vos ordenar: ‘Feri Amnom!’, então imediatamente o matareis. Não tenhais medo! Ora, não sou eu quem vos estou ordenando fazê-lo? A responsabilidade é toda minha. Tende coragem e não vacileis!” 29Os servos de Av'Shalom cumpriram exatamente as suas ordens e mataram Amnom. Então todos os demais filhos do rei montaram em suas mulas e fugiram. 30Estando eles ainda a caminho, este rumor chegou aos ouvidos do rei David: “Av'Shalom matou todos os filhos do rei, nenhum sobreviveu à sua ira!” 31O rei se levantou, rasgou as suas vestes e se lançou por terra. Do mesmo modo, os seus anciãos e oficiais, mantendo-se de pé, rasgaram as suas vestes. 32Mas Jonadabe, filho de Simeia, irmão de David, esclareceu o ocorrido: “Não acrediteis o meu senhor que todos os jovens filhos do rei morreram, porquanto somente Amnom está, de fato, morto! Av'Shalom prometeu vingar-se de morte desde o dia em que Amnom ultrajou a sua irmã Tamar. 33Agora, pois, o senhor meu rei não fiques com seu coração pesaroso, pensando na morte de todos os filhos do rei. Não é verdade! Apenas Amnom está morto.” 34Enquanto isso, Av'Shalom fugiu. Enquanto se desenrolavam todos esses fatos, o soldado que fica de sentinela observou muita gente que vinha pela estrada de Horonaim, descendo pela encosta da colina.” 35E Jonadabe alertou David: “São os filhos do rei! Eis que realmente aconteceu como teu servo disse!” 36Assim que acabara de dar a notícia a David, os filhos do rei chegaram, pranteando em alta voz. E o próprio rei e seus servos e conselheiros, todos choravam copiosamente. 37Av'Shalom fugiu para as terras de Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur. E o rei David muito lamentava por seu filho todos os dias. 38Depois que Av'Shalom refugiou-se em Gesur e lá permaneceu três anos, 39a revolta do rei contra Av'Shalom abrandou-se e deu lugar à saudade, porquanto seu coração já se sentia consolado da morte de seu filho Amnom.

Sh'muel Beit/2 Samuel 20:
1Aconteceu também que estava ali um desordeiro chamado Shéva ben Bihri, Seba filho de Bicri, um benjamita. Ele fez soar o Shofar, a trombeta, e bradou: “Não temos parte alguma com David, nenhuma herança com o filho de Yishay/Jessé! Retorne, pois, cada um para sua tenda, ó filhos de Yisra'El! 2Então todos os homens de Yisra'El se separaram de David e seguiram Seba, filho de Bicri; mas os homens de Judá acompanharam o seu rei desde o Yarden até Yerushalayim. 3Quando David chegou ao seu palácio em Yerushalayim, tomou as dez concubinas que deixara zelando do palácio e as colocou numa casa, sob guarda, e passou a sustentá-las, mas não coabitou com elas. Sendo assim, elas ficaram enclausuradas até o final de seus dias, vivendo como viúvas. 4Então o rei ordenou a Amasa: “Dentro de três dias, convoca-me os homens de Yehudah/Judá e apresenta-te aqui com eles. 5Entretanto, Amasa levou mais tempo para reunir Yehudah do que o prazo estabelecido pelo rei.6David disse então a Av'Shay/Abisai: “Agora, Seba, filho de Bicri, será pior para nós do que Av'Shalom. Convoca os meus soldados e persegue-os, antes que ele encontre alguma cidade fortificada e, depois, nos arranque os olhos!” 7Assim, os soldados de Yiov/Joabe, os queretitas, os peletitas e todos os guerreiros saíram em sua captura; saíram de Yerushalayim para perseguirem Seba, filho de Bicri. 8Quando chegaram à grande rocha que está em Gibeom, Amasa veio ao encontro deles. Joabe estava vestindo seu traje de guerra e trazia um cinto com um punhal na bainha. Ao aproximar-se de Amasa, deixou cair a adaga. 9Então Yioav/Joabe cumprimentou Amasa dizendo: “Vens em paz, meu irmão? E, com a mão direita, pegou na barba de Amasa, para beijá-lo. 10Porém, Amasa não reparou no punhal que estava na mão esquerda de Joabe, de modo que este foi fortemente golpeado por Joabe no estômago. As entranhas de Amasa se esparramaram no chão, e ele morreu ali mesmo, sem a necessidade de um segundo golpe. Em seguida Yioav e Av'Shay, seu irmão, perseguiram Seba, filho de Bicri. 11Um dos soldados de Yioav ficou ao lado do corpo de Amasa e exclamou: “Quem está ao lado de Yioav e é por David, siga Yioav!” 12Amasa jazia numa poça de sangue no meio da estrada. Quando o homem viu que todos os que se aproximavam do corpo de Amasa paravam, arrastou-o para fora da estrada e o cobriu com uma coberta. 13Mas, quando Amasa foi removido do caminho, todos os soldados seguiram Yioav para perseguirem Seba, filho de Bicri. 14Então Seba passou por todas as tribos de Yisra'El até Abel de Bete-Maaca e todos os bicritas se juntaram a fim de segui-lo. 15O exército de Yioav veio, cercou Seba em Abel de Bete-Maaca e levantaram contra a cidade uma rampa que chegou até o alto da muralha externa. Assim que o exército de Yioav estava para derrubar o grande muro, 16uma mulher sábia bradou da cidade: “Ouvi! Ouvi! Dizei a Yioav: ‘Vem aqui para eu conversar contigo!’” 17Ele se aproximou dela, e a mulher indagou: “És tu Yioav?” Ao que ele replicou: “Sou.” Ela acrescentou: “Escuta, pois, as palavras da tua serva!” E ele assentiu, dizendo: “Estou ouvindo!”18Então ela falou: “Antigamente costumava-se dizer: ‘Peça-se conselho na cidade de Abel’, e era desta maneira que se encontrava solução para os grandes impasses. 1 19Somos um povo de pessoas pacíficas e fiéis em Yisra'El, assim como eu. Estás tentando destruir uma cidade que é mãe em Yisra'El. Por que desejas arruinar e herança do Eterno?” 20Respondeu Yioav: “Não é este meu desejo! Longe de mim querer destruir ou arruinar esta cidade! 21Não é disso que se trata, mas um homem chamado Seba, filho de Bicri, dos montes de Efrayim, rebelou-se contra o rei David. Basta que o entregueis, e eu suspenderei o cerco da cidade!” Diante disto a mulher replicou a Yioav: “Pois bem! Jogaremos a cabeça dele do alto da muralha!”22Então a mulher se retirou e foi falar com todo o povo da cidade, como lhe instruía seu bom senso. Em seguida, degolaram a Seba, filho de Bicri, e arremessaram sua cabeça para Yioav. Imediatamente ele fez soar o Shofar, a trombeta, e seus soldados se dispersaram, abandonaram o cerco da cidade e cada um voltou para sua tenda. E Yioav retornou à presença do rei, em Yerushalayim. 23Yioav era o comandante supremo do exército; Benaia, filho de Joiada, comandava os queretitas e os peletitas; 24Adonirão era chefe dos homens condenados a trabalhos forçados; Josafá, filho de Ailude, era o arauto e conselheiro do rei; 25Seva era escrivão e secretário; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes; 26e Ira, da cidade de Yiar/Jair, também ministrava como um dos sacerdotes na corte de David.

Yirmiyahu/Jeremias 8:
1“Naquela época”, assegura o Eterno, “os ossos dos reis e dos líderes de Yehudah, os dos kohanim e dos nevi'im/profetas e os ossos do povo de Yerushalayim serão retirados dos seus túmulos. 2E mais, serão expostos ao sol e à lua e a todos os astros do céu, que eles tanto amaram e seguiram, aos quais atribuíram poder divino, consultaram, adoraram e prestaram culto. Eis, portanto, que seus restos mortais não serão ajuntados nem enterrados, antes se tornarão esterco sobre o solo. 3E a morte será preferida à vida por todos os que restarem desta nação perversa, em todos os lugares para onde Eu os expulsar!” Oráculo do Eterno Todo-Poderoso. 4Tu lhes dirás: ‘Assim diz o Eterno: Quando os homens caem, porventura não se erguem mais? Quando uma pessoa se desvia do Caminho não lhe é possível retornar a ele?
5Por que será, então, que este povo se tornou rebelde a ponto de se afastar de mim? Por que Yerushalayim persiste em desviar-se? Eles amam ardentemente o engano e se recusam a voltar para mim. 6Prestei atenção e ouvi; contudo, eles não falam o que é verdadeiro. Ninguém deseja se arrepender da sua impiedade e ainda alegam: ‘O que foi que eu fiz?’ Cada um se desvia e segue seu próprio e costumeiro caminho, como um cavalo que se lança com ímpeto na batalha. 7Até a cegonha no céu compreende as estações que lhe são determinadas, e a pomba, a andorinha e o grou observam com atenção a época de sua migração. No entanto, o meu povo não conhece a vontade e as ordens do Eterno, o Senhor. 8Como podeis afirmar: ‘Nós somos sábios e conhecemos bem toda a Torah, Lei do Eterno!’, quando na realidade a pena fraudulenta dos escribas a transformou em mentira? 9Portanto, os entendidos e sábios serão envergonhados; ficarão atemorizados e serão capturados pelas armadilhas. Porque desprezaram a Palavra do Eterno. Ora, que sabedoria é essa que eles alegam dominar? 10Sendo assim, entregarei as suas esposas a outros homens e darei os seus campos a outros proprietários. Desde o menor até o maior, todos são ávidos de lucro e mesquinhos; tanto os kohanim como os profetas, todos praticam a falsidade. 11Eles tratam da enfermidade do meu povo como se ela não fosse grave. E ainda afirmam: ‘Shalom! Paz! Paz!’ Quando não há paz e tudo vai mal. 12Contudo, ficaram eles envergonhados quanto à maneira impiedosa e abominável com que agiram? Não, essa gente não sente vergonha, nem sabe o que é ruborizar-se diante do erro. Portanto, só lhes resta cair entre os que caem; serão devidamente humilhados quando Eu os castigar!” Assevera o Eterno13“Eu quis recolher a colheita deles e conferir os frutos”, afirma o Senhor. “Entretanto, não existem mais uvas na videira, nem mais figos na figueira; a folhagem perdeu o viço e se deixou secar. O que lhes concedi será retirado deles!” 14Agora, por que estamos sentados aqui? Reunamo-nos! Vamos para as cidades fortificadas para sermos ali reduzidos ao silêncio da morte. Porquanto o Eterno, o nosso Elohim, condenou-nos a perecer e nos deu água envenenada para beber, pois temos pecado contra ele. 15Aguardávamos a paz, mas não veio bem algum; esperávamos um tempo de cura, mas tudo o que presenciamos é terror sobre terror. 16De Dan ouve-se o fungar de seus cavalos galopando; pelo relinchar de seus garanhões a terra toda treme. Eles chegaram para devorar esta terra e tudo o que nela existe, a cidade e todos os que nela vivem. 17“Sim, eis que Eu envio contra vós serpentes venenosas, que ninguém consegue encantar; elas vos alcançarão, morderão e não haverá remédio!” Oráculo do Eterno. 18Eis que a tristeza tomou conta de mim; o meu coração adoece! 19Ouvi o grito de agonia da minha Filha, do meu povo, clamor que se estende por toda a terra. “Não se encontra mais o Eterno em Tzión, Sião? Não se acha mais ali o seu Rei? Ora, por que me provocaram a ira cultuando seus ídolos e seus inúteis deuses estrangeiros?” 20Assim, passou o tempo da colheita, acabou o verão e não estamos salvos. 21Estou destruído com a devastação que se abateu sobre todo o meu povo. Choro e lamento ao extremo do meu ser. O pavor e a tristeza se apoderaram de mim. 22Não há bálsamo em Gileade? Não há médico? Por que será, então, que não há sinal de melhora e cura para a enfermidade de meu povo?

SHIRIM U'CHOCHMAH
Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 6:
6Teus dentes são como um rebanho de ovelhas brancas que sobem do lavadouro. Cada uma tem seu par e não há nenhuma sem crias. 7Tuas faces, por trás do véu suave, são como as metades de uma romã. 8Ainda que sejam sessenta rainhas, oitenta concubinas e um número incontável de donzelas, 9uma só é minha pomba amada e sem mácula. Ela é a filha favorita de sua mãe, a predileta daquela que a gerou. Quando outras jovens a veem, exclamam o quanto ela é feliz; rainhas e concubinas muito a elogiam. 10Que é essa que desponta nas alturas como a luz do alvorecer, linda como a lua, brilhante como o sol, magnífica como um exército desfilando com suas bandeiras? 11Desci ao bosque das nogueiras para constatar o surgimento das novas plantas no vale, para confirmar se as videiras já haviam brotado e se as romãs estavam em flor. 12Entretanto, antes mesmo que me apercebesse, meus pensamentos já haviam me colocado entre os carros do meu nobre povo!

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 137:


Às margens dos rios de Bavel/Babilônia, nos sentávamos e chorávamos, lembrando de Tziyon. Sobre seus salgueiros, penduramos nossas harpas, pois os que nos capturaram nos exigiam canções e nossos atormentadores pretendiam que os alegrássemos, dizendo: ‘Cantai para nós algum dos cânticos de Tziyon’. Como poderíamos entoar o cântico do Eterno em terra estranha? 

Se eu me esquecer de ti, ó Yerushalayim, que perca minha destra a sua destreza!  Que se cole minha língua ao palato, se não me lembrar sempre de ti, se não mantiver a recordação de Yerushalayim acima da minha maior alegria.  Quanto aos filhos de Edom, lembra contra eles o dia da destruição de Yerushalayim, porque diziam:  ‘Arrasai-a, arrasai-a até seus alicerces’. Ó filha de Bavel, destinada estás a ser devastada; bem-aventurado será aquele que retribuir a ti todo o sofrimento que nos infligiste.  Sim, bem-aventurado será aquele que teus filhos esmagar contra uma rocha.

por Ya'el bat Yossef

2 comentários:

  1. Que Sedrah maravilhosa...
    Certamente o Eterno deixa bem claro o quanto Ele deseja que seu povo (israelitas) se arrependam e retornem (teshuvá) para Ele, "seus ensinamentos" (Torah) a fim de praticá-los.
    Percebo que retornar aos princípios não é tão difícil, QUANTO PERMANECER NESSA CAMINHADA DIA-A-DIA. Mas, como foi bem mencionado nos textos e em especial, (Devarim 20) "... não te entregues ao medo, pois contigo está o Eterno, o teu Elohim, que te libertou e fez sair da terra de Mitzrayim/Egito.", certamente o Eterno nos mantém caminhando.

    Todah rabá à todas que colaboram para o nosso aprendizado por meio dessa pág.

    Certamente esse bloge (Toratchayim) tem sido meu "Moreh v'Moreah"

    Shalom, Chayah Tehilah.

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    1. Shalom, Chayah ... Saudades!
      Todah por sua participação.
      Shabat Shalom!

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