quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 124 (Semana de 18 a 24 de agosto/2013)

(Shabat Shalom)
Torah: D'varim/Deuteronômio 2:1-37
Tema: Conquistas diversas
Haftarah: Yeshaiyahu/Isaías 20; Yeshaiyahu/Isaías 31; Yeshaiyahu/Isaías 37
Tema(s): A tomada de Ashdod; Apoio do Egito e contra a Assíria; O pedido de Chizkiyahu. 
Shirim U’Chochmah: Kohelet/Eclesiastes 10:12-21
Tema(s): A insensatez e a sabedoria (I)
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 124

Tema: A confiança em YHWH

TORAH
D'varim/Deuteronômio 2:
1 Nós então voltamos e rumamos para o deserto, na direção do Mar Sul, como o Eterno me tinha dito. Nós contornamos a montanha de Se'ir[1] por um longo tempo. 2 O Eterno disse-me: 3 “Vocês já contornaram esta montanha bastante tempo. Voltem e rumem para o norte. 4 Dá ao povo as seguintes instruções: Vocês estão passando pelas fronteiras de seus irmãos, os descendentes de Essav, que vivem em Se'ir[2]. Embora eles temam a vocês, sejam cuidadosos 5 em não os provocarem. Eu não lhes darei até o que a planta de um pé pisar da terra deles, desde que Eu dei o Monte Se'ir como uma herança a Essav. 6 Vocês podem comprar deles, com dinheiro, alimento para comer e água para beber”. 7 ‘O Eterno, teu Elohim, está abençoando-te em tudo que tu fazes. Ele conhece o teu caminho neste grande deserto e por esses quarenta anos, o Eterno, teu Elohim, tem estado contigo, de modo que nada te faltou’. 8 Nós passamos por nossos irmãos, os descendentes de Essav, que viviam em Se'ir e rumamos através do Aravah[3], de Eilat e Etsion Gever[4]. Nós voltamos[5] e passamos através do Deserto de Moav[6]9 O Eterno disse-me: “Não ataques Moav e não os provoques para a luta. Eu não te darei a terra deles como uma herança, desde que Eu já dei Ar[7] aos descendentes de Lot[8] como herança deles”. 10 “Os eymim[9] viveram aqui originalmente, uma raça numerosa e poderosa, altos como gigantes[10]11 Como gigantes, eles podiam ser considerados Refaiy, mas os moabitas os chamavam emim[11]12 Era como Se'ir, onde os horiy[12] viveram originalmente, mas foram expulsos pelos descentes de Essav, que os aniquilou e viveram lá em seu lugar. Isto é o que Yisra'El tem de fazer também na terra hereditária que o Eterno lhes deu. 13 “Agora levantem-se e cruzem o Riacho Zered[13]”!  Nós assim cruzamos o Riacho Zered. 14 Desde a época em que deixamos Kadesh Barnea até que cruzamos o Riacho Zered, trinta e oito anos tinham se passado, durante os quais a geração de guerreiros foi extinta do acampamento, conforme o Eterno havia jurado. 15 A mão do Eterno tinha sido dirigida especificamente contra eles, esmagando-os[14] de modo que eles foram extintos. 16 Foi nessa época que todos os homens de guerra no meio do povo terminaram morrendo. 17 O Eterno então[15] falou-me dizendo: 18 “Tu estás agora prestes a passar por Ar, que é território moaviy. 19 Tu estás chegando perto dos amoniy[16] , mas não os ataques nem os provoques. Eu não permitirei que tu ocupes a terra dos amoniy, uma vez que Eu a dei como uma herança aos descentes de Lot[17]20 Ela também pode ser considerada o território dos Refaim[18], uma vez que eles viveram aqui originalmente. Os amonitas referem-se a eles como zamzumim[19]21 Os Refaim eram uma raça numerosa e poderosa, altos como gigantes, mas o Eterno os aniquilou diante dos amoniy que os expulsaram e viveram em seu lugar. 22 “Isto foi o mesmo que o Eterno havia feito com os descendentes de Essav que viveram em Se'ir, quando Ele aniquilou os horiy[20] diante deles, permitindo aos descendentes de Essav expulsá-los e viver em seu lugar até o dia de hoje. 23 Isto foi verdade também para os aviym[21] que viveram em Chatserim[22] até Gaza[23]; os Kaftorim[24] vieram de Kaftor e os derrotaram,  ocupando seus territórios. 24 “Agora apressem-se e cruzem o Riacho Arnon[25]. Vê! Entreguei em tuas mãos Sichon, o rei emoriy de Cheshbon[26] e sua terra. Começa a ocupação! Provoque-o para a guerra! 25 Hoje Eu estou começando a meter o terror e o medo de ti em todas as nações debaixo dos céus. Quem quer que ouça de tua reputação tremerá[27] e ficará ansioso[28] por tua causa”. 26 Eu enviei emissários do Deserto de Kedemot[29] a Sichon, rei de Cheshbon, com uma mensagem pacífica, dizendo: 27 ‘Nós desejamos passar através de tua terra. Viajaremos ao longo da estrada principal, não virando para a esquerda ou a direita. 28 Nós compraremos à vista a comida que comermos e pagaremos pela água que tu nos deres. Nós somente desejamos passar ao pé, 29 assim como nós passamos pelo território de Essav, em Se'ir[30] e Moav em Ar. Nós somente desejamos cruzar o Yarden para a terra que o Eterno, nosso Elohim, está nos dando. 30 Mas Sichon, rei de Cheshbon, não nos deixou passar através de sua terra. O Eterno tinha endurecido seu espírito e feito seu coração firme, de modo que Ele pudesse entregar sua terra em nossas mãos, como é hoje’. 31 O Eterno disse-me: “Vê! Eu comecei a colocar Sichon e sua terra diante de ti. Começa a ocupação e toma posse de sua terra”. 32 ‘Sichon e todas as suas tropas saíram para nos encontrar em batalha em Yahtsah. 33 O Eterno nosso Elohim entregou-o a nós, de modo que nós o matamos junto com seus filhos e todas as suas tropas. 34 Nós então capturamos todas as suas cidades e aniquilamos[31] cada cidade, incluindo homens, mulheres e crianças, não deixando nenhum sobrevivente. 35 Tudo que tomamos como nossa pilhagem foram os animais e os bens das cidades que capturamos. 36 Assim, em todo o território de Aro'er[32] no limite da Garganta Arnon e a cidade no próprio vale, até Gilad[33], não houve cidade que pudesse defender-se[34] contra nós, desde que o Eterno tinha colocado tudo à nossa disposição. 37 A única terra de que não nos aproximamos foi o território amoniy, que incluía a área em torno do Yabok[35], as cidades das terras altas e todas as outras áreas que o Eterno nosso Elohim tinha nos ordenado evitar.

[1] D'varim/Deuteronômio 2:1 – Montanha de Se'ir. Conforme Bereshit/Gênesis 14:“6 E os horiy, em sua montanha de Se’ir até El-Pa’ran, cerca do deserto.” e 36:“8 Essav estabeleceu-se na montanha de Se’ir. Essav chamava-se também Edom.”
[2] D'varim/Deuteronômio 2:1 – Descendentes de Essav, que vivem em Se'ir. Diz Bereshit/Gênesis 36:“8 Essav estabeleceu-se na montanha de Se’ir. Essav chamava-se também Edom”. Isto é o encontro com Edom descrito em Bamidbar/Números 20:14-21.
[3] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Aravah. O vale profundo ao sul do Mar Morto. Considerar que Aravah é o vale profundo que corre para o norte e o sul do Mar Morto. Ele denota o vale, usualmente, o vale para o sul, que conduz ao Golfo de Ákaba. Ou 'Estrada de Aravah'.
[4] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Eilat e Etsion Gever. Em Bamidbar/Números 33:35 temos uma Nota de Rodapé: 'Etsion Gever. 'Canto do galo'. Em aramaico é 'k'rach tarnego'. Ou 'cidade do galo'. É uma cidade no golfo de Ákaba conforme indica Melachim Alef/1ºReis 22:“49 O rei Yehoshafat mandou construiu grandes navios para irem a Ofir buscar ouro; mas nunca lá chegaram porque naufragaram em Etsion-Gever”.  Situada a cerca de três quilômetros e leste de Eilat. Portanto os Yisre’eliym dirigiram-se para o sul de Kadesh Barnea, para a praia do golfo de Ákaba'.
[5] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Voltamos. Em direção ao leste, para circundar o território moaviy.
[6] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Deserto de Moab. Para o leste de Moab. Verificar Bamidbar/Números 21:“11. De Ovot eles partiram e acamparam em passagens desoladas, junto à fronteira oriental de Moab.”. 'Passagens desoladas' ou 'passagens de viajantes' ou 'ruínas de Avarim', falando da área do Monte Nebo. A Septuaginta afirma que é 'Achal Ai'. Já 'Ovot' é identificado como 'el-Welba', quarenta e oito quilômetros ao sul do Mar Morto ou 'Ein Hosob', vinte e quatro quilômetros ao sul do Mar Morto.
[7] D'varim/Deuteronômio 2:9 – Ar. Esse é o nome da área onde Moav vivia. Diz Bamidbar/Números 21:“15 Assim como as correntezas dos vales que abraçam os limites de Moav, desviando-se na fortaleza assentada”. As 'correntezas de Arnon' ou 'correntes do Vale de Arnon' alguns identificam como Almon Divlataima. O rio Arnon tem um enorme corte que atravessa o planalto de Moav, com cerca de quinhentos e dez metros de profundidade e três quilômetros de largura. Alguns dizem que Arnon aqui é uma cidade, possivelmente identificada como Almon Divlataima. Alguns dizem que Arnon é o mesmo que Nachali’El que alguns comentaristas consideram um nome próprio, a exemplo do que faz a Septuaginta. Realmente alguns dizem que é Arnon. Outras fontes identificam o lugar como Divon Gad ou Alomon Divlataima. De acordo com outros ele é  a área das correntes e leito do rio na margem leste do Yarden. Outros consideram Nachali’El como um nome comum significando 'fluxo poderoso'. Outros há que traduzem Nachaliel como 'herança do Eterno'. Geograficamente, Nachaliel parece ser uma grande corrente a 17 quilômetros ao norte de Arnon. Isto indica que os Israelitas estavam prosseguindo ao longo da praia oriental do Mar Morto.
[8] D'varim/Deuteronômio 2:9 – Descendentes de Lot. Moab foi um filho incestuoso de Lot, com uma de suas filhas conforme Bereshit/Gênesis 19:“36 Assim, as duas filhas de Lot conceberam de seu pai. 37 A mais velha deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Mo’av: este é o pai dos moaviy, que vivem ainda hoje. 38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: Este é o pai dos amoniy, que vivem ainda hoje”.
[9] D'varim/Deuteronômio 2:10 – Eymim. Em hebraico é: אימים Eymim, plural de [אימה eymah ou אמה emah, na forma contraída, procedente do mesmo que (אים ayom, significando ‘amedrontrar’. É um adjetivo que pode significar: ‘Terrível, temeroso’). É um nome feminino que pode significar: ‘Terror ou pavor’]. É um nome próprio masculino plural que significa 'terrores'. Refere-se aos antigos habitantes de Moav. Eles viveram em Shaveh Kiriataim, mas foram mortos pelos quatro reis, conforme Bereshit/Gênesis 14:“5 No décimo quarto ano, Kedarlaomer pôs-se em marcha com os reis que se tinham  aliado a ele e feriram os Refaim em Asht’rot-Carnayim e igualmente os zusim em  Ham, os emim em Shave-Kiriatayim. A LXX interpreta 'Refaim' como 'gigantes' e a Peshitta como 'poderosos'. O Targum Onkelos concorda com a LXX.  A LXX traz apenas 'as nações fortes'. A Peshitta traz 'os valentes em Ham' e o Targum Onkelos traz 'os poderosos em Ham'. A LXX traz 'cidade de Shaveh'. As demais versões concordam entre elas.
[10] D'varim/Deuteronômio 2:10 – Gigantes. Em hebraico é 'anakim', ים ענק.
[11] D'varim/Deuteronômio 2:11 – Emim. Também referido em Bereshit/Gênesis 14:5. Literalmente: ‘formosos’. Um nome dado aos ‘refaim’/gigantes pelos moabitas. Eles viveram no que foi mais tarde o território de Moab.
[12] D'varim/Deuteronômio 2:12 – Horiy. Conforme Bereshit/Gênesis 14:“6 E os horiy, em sua montanha de Se’ir até El-Pa’ran, cerca do deserto.” e 36:“20 Eis os filhos de Se’ir, o horiy, que habitava naquela terra: Lotan, Shoval, Tsiv’on, Anah,”.
[13] D'varim/Deuteronômio 2:13 – Riacho Zered. Diz Bamidbar/Números 21:“12 Eles então continuaram e acamparam junto ao Riacho Zered”. Este é o rio que flui na ponta sul-este do Mar Morto. Ele forma a fronteira sul de Moav. A área de Zered foi, mais provavelmente conquistada por Edom anteriormente e tomada por Moav (Bereshit/Gênesis 36:“35  Morto Husham, Hadad Ben Bedad, reinou em seu lugar; ele derrotou Midian, nas terras de Moav; sua cidade chamava-se Avit”.). Do contexto, parece que os Yisre’eliym estiveram no extremo oriental de Zered. Alguns dizem que o cruzamento de Zered não é registrado em Bamidbar/Números 33. Mas o Ribeiro Zered é onde chegou ao fim o decreto de que os Yisre’eliym morreriam no deserto por quarenta anos, conforme D'varim/Deuteronômio 2:“14 Foi desta forma que levamos trinta e oito anos para chegar finalmente a atravessar o Ribeiro de Zered, vindos de Kadesh! 15 Pois que o Eterno tinha estipulado que isto não haveria de acontecer antes que todos os homens,16 que trinta e oito anos antes tinham idade de combater, tivessem morrido”. 17 E por fim o Eterno disse-me: “Provavelmente isto ocorreu duas semanas após a morte Aharon, conforme perek/capítulo 33, passuk/versículo 38. Alguns identificam Divon Gad com Vahev ou Matanah. Outros que é Nachali’El, uma corrente cerca de dezessete quilômetros ao norte de Arnon. 
[14] D'varim/Deuteronômio 2:14 – Esmagando-os. Em hebraico é 'hamam'. Diz Ester 9:“24 Haman, filho de Hamedata, descendente de Agag e inimigo dos Yehudim, tinha planejado acabar com eles e tinha mandado tirar a sorte (chama-se isso de 'purim') para resolver em que dia ia matá-los”.
[15] D'varim/Deuteronômio 2:17 – O Eterno então. Somente depois que a geração anterior tinha morrido.
[16] D'varim/Deuteronômio 2:19 – Amoniy. Diz Bereshit/Gênesis 19:“38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: este é o pai dos amonitas, que vivem ainda hoje.”. O território deles ficava a leste da terra de Sichon, começando cerca de trinta e dois quilômetros a leste do Yarden. Amon e Moav eram primos e irmãos por parte de pai. Eis porque suas terras são próximas uma da outra.  Alguns dizem que os amoniy também tinham terras ao norte do Yabok. A moderna cidade de Aman, na Jordânia, deriva seu nome de Amon.
[17] D'varim/Deuteronômio 2:19 – Descendentes de Lot. Moav foi um filho incestuoso de Lot, (irmão de Amon por parte de pai e seu primo em relação de sua mãe ser irmã da mãe de Amon) com uma de suas filhas conforme Bereshit/Gênesis 19:“36 Assim, as duas filhas de Lot conceberam de seu pai. 37 A mais velha deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Mo’av: este é o pai dos moaviy, que vivem ainda hoje. 38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: este é o pai dos amoniy, que vivem ainda hoje”.
[18] D'varim/Deuteronômio 2:20 – Refaim. Os quais viveram em Ashterot-Karnaim segundo Bereshit/Gênesis 14:“5 No décimo quarto ano, Kedarlaomer pôs-se em marcha com os reis que se tinham  aliado a ele e feriram os Refaim em Asht’rot-Carnayim e igualmente os zusim em  Ham, os emim em Shave-Kiriatayim”. A LXX interpreta 'Refaim' como 'gigantes' e a Peshitta como 'poderosos'. O Targum Onkelos concorda com a LXX.  A LXX traz apenas 'as nações fortes'. A Peshitta traz 'os valentes em Ham' e o Targum Onkelos traz 'os poderosos em Ham'. A LXX traz 'cidade de Shave'. As demais versões concordam entre elas.
Em hebraico é: רפא refa ou רפה rafah ou no plural רפאים refaim. Procedente de (רפא rafa ou רפה rafah, uma raiz que pode significar: ‘Curar, tornar saudável, curar referindo-se ao Eterno, curandeiro, médico referindo-se aos homens ou, no sentido figurado, referindo-se às feridas das nações ou referindo-se às aflições individuais, ser curado literalmente referindo-se a pessoas, referindo-se à água, à cerâmica, sarar literalmente referindo-se a problemas ou feridas da nação, a fim de ser curado no infinitivo). Também no sentido de ‘revigorar’. É um nome próprio gentílico que pode significar: ‘Gigantes’, ‘antiga tribo de gigantes’.
[19] D'varim/Deuteronômio 2:20 – Zamzumim. Alguns dizem que esses eram os zusim descritos em Bereshit/Gênesis 14:5, acima. Outros traduzem 'zamzumim' como 'conspiradores' ou 'nações fortes' segundo a Septuaginta. Em árabe, 'zamzam' significa 'inarticulada', de modo que 'zamzumim' pode ser o equivalente grego 'bárbaro', que significa 'aquele que fala de maneira inarticulada'.
[20] D'varim/Deuteronômio 2:22 – Horiy. Alguns dizem que eles eram descendentes de Refaim. Verificar perek/capítulo 2, passuk/versículo 12 acima.
[21] D'varim/Deuteronômio 2:23 –  Aviym. Alguns dizem que eles eram uma tribo Kana'aniy e daí os identificam com os Chiviy. São vistos como relacionados com os Refaim, que por seu lado podem ter sido descendentes dos nefilim. Outros, no entanto, mantêm que os aviym eram uma tribo dos filishtim, uma vez que depois se descobriu que os aviym eram uma das divisões dos filishtim, como vemos em Yehoshua/Josué 13:“3 (Essa terra, que vai desde o riacho de Sior, na divisa do Egito, até a divisa de Ecrom, no Norte, pertencia aos Kana’aniy; os governadores dos filishtim viviam nas cidades de Gaza, Ashdod, Asquelom, Gat e Ecrom).  Falta conquistar a terra de Aviym,”. No entanto, se os Kaftorim eram uma tribo dos filishtim eles devem ter tomado o nome de aviym de sua localidade geográfica. Realmente há uma cidade em Benyamin cujo nome é Aviym, conforme Yehoshua/Josué 18:“23 Aviym, Pará, Ofra,...”, possivelmente identificada como Ai. Também havia Avit em Edom, conforme Bereshit/Gênesis 36:“35 Morto Husham, Hadad Ben Bedad, reinou em seu lugar; ele derrotou Midian, nas terras de Moav; sua cidade chamava-se Avit”. Há ainda Avá em Melachim Beit/2ºReis 17:“24 O rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos b’nei Yisra'El; tomaram posse de Samaria e habitaram nas suas cidades”. Aviym em hebraico significa: עוים Aviym, plural de [עוי Aviy, um gentílico procedente de (עוה Ivah ou עוא Ava citado em Melachim Beit/2ºReis 17:24.  Um nome próprio de localidade. Ava ou Iva = 'ruína'. Refere-se a  uma cidade conquistada pelos Assírios). Aveus = 'pervertedores'. São os habitantes de   Ava ou Iva). עוי Aviy  é um nome próprio masculino. Aviym ou Aveus, que significa 'ruínas' . Refere-se a um povo dentre os primeiros habitantes da Filishtim localizados no extremo sudoeste do costa marítima. Também pode ser usado como um nome próprio de localidade podendo referir-se a uma cidade em Benyamin.
[22] D'varim/Deuteronômio 2:23 – Chatserim. 'Asedot' na Septuaginta. Localidade também identificada como Daliach ou Raliach, o a moderna Rafah, cerca de vinte e seis quilômetros a sudoeste de Gaza, na costa do Mediterrâneo. Esta era a cidade extrema da fronteira sul da Terra Santa. No entanto, havia também Raliach ao sul do Mar Morto. Outras fontes, contudo, traduzem Chatserim como 'pátios' ou 'aldeias abertas'.
[23] D'varim/Deuteronômio 2:23 – Gaza. Em hebraico é 'Azza'. Este foi originalmente território Kana’aniy como diz Bereshit/Gênesis 10:“19 e o território dos Kana’aniy era desde Tsidon, na direção de G’rar, até Gaza; e na direção de S’dom, Amorah, Ad’mah e Ts’voyim, até Lesha”. Nos dias de Avraham, Gever, que estava entre Rafah/Chatserim e Gaza, era uma capital filishtiy.
[24] D'varim/Deuteronômio 2:23 – Kaftorim. Este era um povo filisteu, como indica Bereshit/Gênesis 10:“14 os patrusim, os casluhim, de onde saíram os filishtim e os kaftorim”. Alguns deles podem ter tomado o nome aviym dos moradores anteriores de sua área, conforme indica Yehoshua/Josué 13:“3 (Essa terra, que vai desde o riacho de Sior, na divisa do Egito, até a divisa de Ecrom, no norte, pertencia aos Kana’aniy; os governadores dos filishtiy viviam nas cidades de Gaza, Asdode, Asquelom, Gat e Ecrom). Falta conquistar a terra de Aviym,”. Alguns identificam os kaftorim como os capcodianos. Há quem os identifique com 'demiatim', o grupo que vivia em 'Demat', no delta oriental do Nilo, perto de 'El Arich' e oeste do moderno Port Said. Ainda há outras fontes que indicam que seu lugar de origem foi Chipre ou Creta.
[25] D'varim/Deuteronômio 2:24 – Riacho Arnon. Ou 'Baalei Tossafot'. O Riacho Arnon tem um enorme corte que atravessa o planalto de Moav, com cerca de quinhentos e dez metros de profundidade e três quilômetros de largura. Alguns dizem que Arnon aqui é uma cidade, possivelmente identificada como Almon Divlataima. Alguns dizem que Arnon é o mesmo que Nachaliel que alguns comentaristas consideram um nome próprio, a exemplo do que faz a Septuaginta. Realmente alguns dizem que é Arnon. Outras fontes identificam o lugar como Divon Gad ou Almon Divlataima. De acordo com outros ele é  a área das correntes e leito do rio na margem leste do Yarden. Outros consideram Nachaliel como um nome comum significando 'fluxo poderoso'. Outros há que traduzem Nachaliel como 'herança do Eterno'. Geograficamente, Nachaliel parece ser uma grande corrente a dezessete quilômetros ao norte de Arnon. Isto indica que os Israelitas estavam prosseguindo ao longo da praia oriental do Mar Morto. O Arnon é fronteira moaviy, separando Moav dos emoriy.
[26] D'varim/Deuteronômio 2:24 – Sichon. Verificar perek/capítulo 1, passuk/versículo 4. De acordo com a antiga tradição Sichon e Og eram irmãos e tinham oitocentos anos de idade na ocasião descrita em Bamidbar/Números 21:“21 Yisra'El enviou emissários a Sichon, rei dos emoriy, com a seguinte mensagem: 22 Deixa-nos passar através de tua terra...”. Ambos eram gigantes, mas Og era maior”.
[27] D'varim/Deuteronômio 2:25 – Tremerá. Em hebraico é "ragaz" רגז, uma raiz que pode significar: ‘Tremer, estremecer, enfurecer-se, tiritar, estar agitado, estar perturbado, estar inquieto, fazer estremecer, inquietar, enraivecer, incomodar, agitar-se’.
[28] D'varim/Deuteronômio 2:25 – Ficará ansioso. Como em Shemot/Êxodo 15:14 "Ao ouvir isso, estremeceram os povos. Um pavor imenso apoderou-se dos filisteus; 15 os chefes de Edom ficaram aterrados; a angústia tomou conta dos valentes de Moav; tremeram de medo todos os habitantes de Kena'an. 16 Caíram sobre eles o terror e a angústia, o poder do Teu braço os petrificou, até que tivesse passado o Teu povo, YHWH, até que tivesse passado o povo que adquiristes para Ti”. Em hebraico é 'chul'.
[29] D'varim/Deuteronômio 2:26 – Deserto de Kedemot. Kedemot foi uma cidade oriental dada a Reu'ven, como esclarece Yehoshua/Josué 13:“15. Moisés tinha dado uma parte da terra às famílias da tribo de Reu'ven, para ser propriedade delas. 16. Essas terras iam desde Aroer, na beira do vale do Arnom e desde a cidade que ficava no meio do vale, até Medeba e todo o planalto ao seu redor. 17. Incluíam Cheshbon e todas as cidades do planalto, isto é, Divon, Bamot-Baal, Bete-Baal-Meom, 18 Jasa, Kedemot, Mefaate,”. Kedemot foi designada uma cidade leviy, como indica Yehoshua/Josué 21:“36 Da tribo de Reu'ven eles receberam quatro cidades: Bezer, Yasa, 37Kedemot e Mefaate, com os seus pastos”.
[30] D'varim/Deuteronômio 2:29 – Assim como nós passamos pelo...Isto é, sem lutar e eles nos vendendo alimento. Literalmente, 'como eles fizeram'. No entanto, é sabido que Essav realmente não permitiu aos Yisre’eliym passarem através de sua terra, conforme Bamidbar/Números 21:“21 Yisra'El enviou emissários a Sichon, rei dos emoriy, com a seguinte mensagem: 22 Deixa-nos passar através de tua terra. Nós não nos desviaremos para os campos e vinhedos e não beberemos de qualquer poço de  água. Nós seguiremos Estrada do Rei até passarmos através de teus territórios”.
[31] D'varim/Deuteronômio 2:33 – Aniquilamos. Em hebraico é 'charam'. Ou 'declaramos tabu'. Tabu também é 'cherem' em hebraico. Temos em Vaiykrá/Levítico 27: “21. Quando então o campo é liberado pelo Yovel, ele se torna consagrado ao Eterno, como um campo que foi declarado cherem e ele se torna propriedade hereditária do Kohen”. Tal propriedade tabu é a propriedade dos kohanim, por força de Bamidbar/Números 18:“14 Toda a coisa consagrada em Yisra'El será tua” enquanto ela não é dedicada ao Templo especificamente. Do kohen. É dada ao kohen que estiver servindo no ano novo do Yovel.   
[32] D'varim/Deuteronômio 2:36 – Aro'er. Uma importante cidade em Ar, o território moaviy, conforme perek/capítulo 2, passuk/versículo 9, acima. Ela é justamente ao norte de Arnon, cerca de vinte e três quilômetros a leste do Mar Morto. Em hebraico temos: ערוער  Aro'er ou ערער  Aro'er ou ערעור  Ar'or.   Aroer significa 'ruínas'.  Uma cidade à margem norte do rio Arnom, o extremo sul do território de Sichon, rei dos emoriy e mais tarde de Reu'ven; a moderna 'Arair' ou uma cidade em Amon próxima ao Yabok  pertencente a Gad ou  uma vila no sul de Yehudah.
[33] D'varim/Deuteronômio 2:36 – Gilad. Em hebraico é: "Gil'ad" ou "giladiy" significando 'região rochosa'.  Uma região montanhosa limitada a oeste pelo Yarden, ao norte por Bashan, ao leste pelo planalto árabe e ao sul por Moav e Amom; algumas vezes chamado de ’monte Gil'ad’ ou ’terra de Gilad’ ou somente ’Gilad’. Dividida em Gilad do norte e do sul. É citada em Bereshit/Gênesis 31:“21 Fugindo pois, com tudo o que era seu, atravessou o rio e dirigiu-se para a montanha  de Gil’ad.” e em Bamidbar/Números 32:“1 Os descendentes de Reu'ven e Gad tinham um  número extremamente grande de animais e eles viram que a área de Ya'azer e Gil'ad eram boas para gado”.
[34] D'varim/Deuteronômio 2:36 – Defender. Em hebraico é
שגב sagav, uma raiz que pode significar: ‘Estar elevado, estar inacessivelmente alto, estar muito alto para captura, ser alto referindo-se à prosperidade, ser alto, ser colocado no alto, estar posto seguramente no alto,
ser exaltado referindo-se ao Eterno, pôr em lugar alto, pôr seguramente em lugar alto, exaltar, exaltar em hostilidade efetiva, agir exaltadamente
Quando mal traduzida lê-se “sagab (שגב), pois a letra 'ב' deve ser escrita com a nikudot dagueish levando a sua pronúncia a 'v' e não 'b'. O sentido correto aqui é o de indicar que as cidades atacadas pelos Yisre’eliym não puderam defender-se.
[35] D'varim/Deuteronômio 2:37 – Yabok. Diz Bereshit/Gênesis 32:“22 Naquela mesma noite ele se levantou com suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e cruzou a passagem do rio Yavok”. Em hebraico encontramos יבק Yaboq.  Em português é grafado como Jaboque significando: “desembocador”. Um ribeiro que cruza a cadeia de montanhas de Gilad e deságua no lado leste do Yarden, aproximadamente a meio caminho entre o mar de Galil e o mar Morto. O Yabok corre paralelo ao Arnon, cerca de oitenta quilômetros ao norte dele.

HAFTARAH
Yeshaiyahu/Isaías 20:
1 No ano em que, enviado por Sargon[36], o rei da Assíria, Tartan[37] veio a Ashdod e contra ela lutou e a conquistou, 2 o Eterno falou a Yeshayahu ben Amots, dizendo: “Anda, despe a vestimenta de teu corpo e tira as sandálias de teus pés”. E ele assim fez, passando a caminhar desnudo e descalço. 3 E o Eterno disse: “Assim como, por três anos, andou Meu servo Yeshayahu desnudo e descalço, para servir de exemplo ao Egito e à Etiópia, 4 assim conduzirá o rei da Assíria aos cativos do Egito e aos deportados da Etiópia – jovens e velhos, desnudos e descalços, com seus lombos expostos – para vergonha do Egito. 5 E desfalecidos e envergonhados ficarão os que confiavam na Etiópia e se glorificavam no Egito. 6 E, antes disto, dirá o morador das plagas costeiras: ‘Se assim foram derrotados aqueles de quem esperávamos auxílio para nos resgatar do rei da Assíria, como poderemos ter esperança de escapar’?      

Yeshaiyahu/Isaías 31:
1 Ai daqueles que descem ao Egito buscando sua ajuda e confiando em seus cavalos; depositam sua confiança em suas carruagens porque são numerosas; em seus cavaleiros porque são poderosos e não se voltam para o Santíssimo de Yisra’El; não buscam o Eterno. 2 Sua sabedoria, porém, Ele lhes trouxe calamidades e não cancelou Sua Palavra; há de erguer-Se contra a casa dos malévolos e contra os que dão ajuda à consumação do pecado. 3 O Egito é um ser humano e não um elohim e seus cavalos são de carne e osso, não de força espiritual. O Eterno estenderá Sua mão e tropeçará o que ajuda e cairá o que pretende ser ajudado; juntos perecerão. 4 Pois assim me falou o Eterno: “Como o leão e seu filhote rugem sobre sua presa e mesmo que uma multidão de pastores se reuna contra eles, não se assustam com seu vozerio nem recuam ante o barulho que fazem, virá YHWH Tseva’ot batalhar sobre o monte Tsiyon e seus contrafortes. 5 Como pássaros que chegam voando sem que se saiba de onde, assim YHWH Tseva’ot virá proteger Yerushalayim, não somente protegendo, mas trazendo Sua salvação e resgatando-a. 6 Voltai para aqu’Ele contra Quem vos revoltastes, ó b’nei Yisra’El! 7 Porque naquele dia cada um desprezará seus falsos elohim de prata e ouro, em pecado moldados por suas próprias mãos. 8 E cairá a Assíria, não pela espada de um homem, mas por aquela que não é de um ser de carne e osso e por ela será destruído. Da espada fugirá e escravos se tornarão seus jovens. 9 Sua rocha será despedaçada pelo terror e seus príncipes desfalecerão como por milagre, afirma o Eterno, cuja chama vem de Tsyion e cuja fornalha está em Yerushalayim.

Yeshaiyahu/Isaías 37:
1 Quando Chizkiyahu ouviu, ele rasgou suas vestes, cobriu-se com sacos e dirigiu-se à Casa do Eterno. 2 E enviou Eliyakim, que era o responsável pelo palácio, Shevnah, o escrivão, os anciãos dos cohanim/sacerdotes, também cobertos com saco, a Yeshayahu ben Amots, o profeta. 3 E assim lhe falaram: ‘Assim disse Chizkiyahu: Este é um dia de tribulação, repreensão e ultraje, pois chegaram as crianças até o ponto de nascer, mas as parturientes estão sem forças. 4 Talvez, tendo ouvido o Eterno, vosso Elohim, as palavras de Ravshake, que foi enviado pelo seu senhor, o rei da Assíria, para desafiar o Elohim vivo, Ele decida castiga-los pelas palavras que o Eterno ouviu. Por isto te pedimos que erga tuas preces em prol dos remanescentes que ainda temos’. 5 Vieram, pois, os servos de Chizkiyahu a Yeshayahu 6 e Yeshayahu lhes disse: ‘Eis o que deveis dizer a vosso senhor: Assim disse o Eterno: Não temas pelas palavras que ouviste, pois os servos do rei da Assíria blasfemaram contra Mim. 7 Eis que porei sobre ele um espírito que o fará ouvir um rumor que o fará voltar à sua própria terra; e farei com que lá, em sua própria terra, ele tombe pela espada’. 8 Retornou então Ravshake e foi encontrar o rei da Assíria guerreando contra Livnah, pois soubera que ele partira de Lachish.  9 E ouviu Tirhakah, o rei da Etiópia: ‘Ele partiu para lutar contra ti’. 10 Ao ouvi-lo, enviou mensageiros a Chizkiyahu, dizendo: ‘Assim falai a Chizkiyahu, o rei de Yehudah: Não permitas que o Eterno em Quem confias te engane dizendo que Yerushalayim não será entregue nas mãos do rei da Assíria. 11 Ouviste o que fizeram os reis da Assíria com todas as nações, conquistando-as e destruindo-as totalmente e pensas que serás poupado? 12 Os deuses das nações as salvaram da destruição trazida pelos meus ancestrais a Gozan, Haran, Retsef e aos filhos de Eden que estavam em Telassar? 13 Onde está o rei de Chamat e o rei de Arpad e os reis das cidades de Sefarvaim, Hena e Ivah’? 14 E Chizkiyahu recebeu da mão dos mensageiros a carta que lhe fora enviada e a leu; dirigiu-se à Casa do Eterno, abrindo-a perante o Eterno. 15 E Chizkiyahu rezou perante o Eterno, dizendo: 16 ‘Ó YHWH Tseva’ot, Elohim de Yisra’El que Te assentas sobre K’ruvim! Somente Tu és o Elohim de todos os reinos da terra, pois fizeste os céus e a terra! 17 Inclina agora Teu ouvido e escuta, ó Eterno! Abre Teus olhos e vê, ó Eterno e atenta às palavras que Sancheriv mandou para desafiar o Elohim vivo. 18 É verdade, ó Eterno, que os reis da Assíria devastaram todas as nações da terra que os rodeavam 19 e jogaram no fogo seus elohim; mas estes não eram elohim, em verdade, mas, sim, o produto do trabalho de mãos humana, madeira e pedra e, por isto, foram destruídos. 20 Agora, porém, ó Eterno, nosso Elohim, salva-nos de suas mãos, para que saibam todos os reinos da terra que Tu e somente Tu, és verdadeiramente o Eterno’. 21 Então Yeshaiyahu bem Amots mandou a Chizkiyahu esta resposta: ‘Assim disse o Eterno, Elohim de Yisra’El: Como oraste a Mim contra Sancheriv, o rei da Assíria, 22 eis a Palavra que falou o Eterno, concernente a Sancheriv. A virgem filha de Tsiyon te desprezou e escarneceu de ti. A filha de Yerushalayim meneou sua cabeça rindo de ti. 23 A Quem insultaste, contra Quem blasfemaste e contra Quem levantaste tua voz? Sim, para o alto ergueste teu olhar, contra o Santíssimo de Yisra’El! 24 Por meio de teus servos provocaste o Eterno e disseste: Com a imensa quantidade de meus carros de combate alcancei o cume das montanhas e os lugares mais remotos e os lugares mais remotos do Líbano. E aí cortei os altos cedros e os mais belos ciprestes e galguei alturas inacessíveis, as matas de seus campos frutíferos. 25 Cavei e bebi água e com a sola de meus pés sequei todos os rios dos lugares fortes. 26 Acaso não ouviste sobre tudo que fiz há muito tempo, no passado? Eu assim dispus e agora o cumpro. De fato, assim está feito. Cidades fortificadas foram reduzidas a montões de ruínas. 27 E seus habitantes foram impotentes, ficando acovardados e confusos. Pareciam com erva do campo, como a erva ainda verde, como a erva ainda verde, como a grama dos terraços, como um campo de trigo antes de seu amadurecimento. 28 Eu sei quando sentas, quando sais e quando voltas e sei de teu irar-te contra Mim. 29 E porque teu rugido chegou a Meus ouvidos, colocarei Meu anzol em tuas narinas e Minha brida em tua boca e te farei voltar pelo caminho por que vieste. 30 E este será para ti o sinal. Comerás este ano o que cresce por si mesmo e no segundo ano o que daí brotar e no terceiro ano plantarás e colherás; sim, plantarás vinhedos e comerás de seu fruto. 31 E o remanescente da Casa de Yehudah voltará a criar raízes para baixo e produzir frutos para o alto. 32 Porque de Yerushalayim sairá um grupo remanescente e do monte Tsyion aqueles que sobreviveram; isto será feito pelo zelo de YHWH Tseva’ot. 33 Por isto, assim disse o Eterno em relação ao rei da Assíria: “Ele não chegará a esta cidade, nem contra ela disparará uma flecha, nem se apresentará com seu escudo, nem contra ela construirá uma rampa. 34 Pelo caminho que veio há de retornar e não entrará nesta cidade” – diz o Eterno. 35 porque Eu defenderei esta cidade para salvá-la por Minha própria honra e pela honra de Meu servo David. 36 E o anjo do Eterno veio e feriu cento e oitenta e cinco mil homens no acampamento dos assírios e ao despertarem pela manhã, não passavam de cadáveres. 37 Então Sancheriv, o rei da Assíria, levantou acampamento e retornou para Nínive. 38 E quando ele orava na casa de Nisroch, seu elohim, Adramelech e Sharetser, seus filhos, o mataram à espada e fugiram para a terra de Ararat. E Essar Chadon, seu filho, reinou em seu lugar. 

[36] Yeshaiyahu/Isaías 20:1 – Sargon. Em hebraico encontramos: סרגון Sargon, de derivação estrangeira. É um nome próprio masculino que significa 'príncipe do sol'. Refere-se ao rei da Assíria (אשור Ashur ou na forma contraída אשׂר Ashur, aparentemente procedente de [(אשר ashar ou אשׂר asher, uma raiz; DITAT - 183; v que pode significar: ‘Ir direto, andar, ir em frente, avançar, progredir, seguir diretamente, ir direto para, conduzir no causativo, endireitar, corrigir, declarar feliz, chamar bem-aventurado, ser dirigido, ser guiado, ser feito feliz, ser bem-aventurado, no sentido de bem sucedido)]. Assur ou Assíria significa 'um passo’. É um nome próprio masculino usado para se referir ao segundo filho de Shem, suposto ancestral dos assírios ou o povo da Assíria. É um nome próprio de localidade nesse caso usado para se referir à nação Assíria ou à terra da Assíria ou Assur.), filho de Salmaneser/Salmaneser e pai de Sancheriv/Senaqueribe; governou de 721 - 702 antes da Era Comum; conquistador de Shomron/Samaria.
[37] Yeshaiyahu/Isaías 20:1 – Tartan. Em hebraico temos: תרתן Tartan, de origem estrangeira. É um nome masculino que significa ‘marechal de campo, general ou comandante; ou é um título usado no exército assírio.

SHIRIM U'CHOCHMAH
Kohelet/Eclesiastes 10:
12 Graciosas a todos são as palavras do sábio, porém ao tolo, os próprios lábios destroem. 13 Começam suas palavras com tolices e findam em maligna loucura. 14 Por muito que fale o tolo, desconhece, como todos os homens, o que virá a acontecer e quem lhe poderia dizer o que virá depois dele? 15 A labuta dos tolos os exaure como o caminhar de quem não sabe chegar até a cidade. 16 Ai de ti, ó terra cujo rei age como se fora adolescente e cujos príncipes se banqueteiam logo pela manhã! 17 Ditosa és, ó terra cujo rei é digno e cujos ministros se alimentam no tempo apropriado, em  vigor e não embriaguez! 18 Pela falta de cuidado cede o teto e pela indolência afunda a casa. 19 Para festas fazem pão e vinho para alegrar a vida, mas para tudo é necessário dinheiro. 20 Mesmo em pensamento, não amaldiçoes o rei e mesmo no íntimo de tua casa, não amaldiçoes os poderosos, pois uma ave dos céus pode transportar tua voz e uma criatura alada pode revelar tudo. 

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 124:
1 Um cântico de ascensão David. Se não tivéssemos por nós o Eterno – seja isto proclamado por Yisra’El, 2 se não tivéssemos por nós o Eterno quando malévolos contra nós se levantaram, 3 teríamos sido devorados vivos ao se acender contra nós. 4 seu furor; ondas violentas nos teriam afogado. 5 Torrentes impetuosas teriam submergido nossa alma. 6 Bendito seja o Eterno, que não permitiu sermos nós uma presa para suas garras e dentes. 7 Como uma pássaro que escapa do laço com que o tentam prender caçadores, escapou nossa alma. Rompeu-se o laço e fomos  libertados.   8 Nosso socorro foi e é o Nome do Eterno, o Criador dos céus e da terra.
por Yossef BenYisra'El
Bom estudo e Shabat Shalom!


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