sábado, 31 de agosto de 2013

REFLEXÃO SEDRAH 125 - DANY'EL 1 (A KASH'RUT/LEIS DIETÉTICAS DE DANI'EL)

por Yossef Michael


A reflexão desta semana está baseada na Haftarah, no passuk 1 do Sefer Dani'El .


Uma das coisas mais maravilhosas que acontecem em nossas vidas reside, justamente , no fato de que pouco - quase nada mesmo - compreendemos acerca da Vontade do Criador. 

Sim é isto mesmo! Só conseguimos alcançar aquilo que Ele nos permite.

Acaso seria isto um problema? Em minha modesta opinião não! 

Vamos a um caso prático, para ilustrar o pensamento de nossa Sedrah semanal.
Qual é a primeira mitsvah/mandamento que um pequeno israelita (uma criança) acaba por cumprir de forma “consciente”? A Kashrut/As leis dietéticas! 

Começamos com aquela série de pequenas recomendações, do tipo, “Filho, isto não pode porque tem bichinho” (no que se refere, por exemplo, à cochonilha inserida em diversos alimentos infantís), ou então, “Filha, se comermos isto ou aquilo, o Eterno ficará triste” (em em se tratanto, por exemnplo, a certos embutidos tão comuns nos lanches de cantinas escolares), e assim por diante...

O que a criança faz diante desta situação? “Conscientemente” ela, sem compreender absolutamente nada e pela maior demonstração do Amor que o Eterno tem para com Sua criação, “acredita” em nós e não come alimentos impuros.

A passagem desta semana, do Livro de Dani’El, nos ajuda a compreender um pouco, pela Misericórdia do Eterno, a relevância e importância da atitude de uma criança que, sem qualquer conhecimento ou estudo mais aprofundados, confia em “nós” e pratica esta mitsvah/mandamento.

Dani’El 7:8, “E Dani’El propôs no seu coração não se contaminar (it’gaal) com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar (it’gaal)”.

A Concordância Strong #01351 nos traz várias possíveis traduções para o radical "gaal" que dá entendimento para esta palavra, aqui traduzida por “contaminar-se”. Entre elas, temos:
  • sujar, poluir, profanar
  •  ser impuro, ser poluído
  • poluir, profanar
  • ser profanado (referindo-se à remoção da função sacerdotal)
  • poluir, macular
  • tornar-se impuro

Será que isto já explicaria o que ocorre com uma criança quando cumpre esta mitsvah? A resposta é sim, pois a pureza de nosso corpo é algo que devemos buscar de forma contínua.

Mas, o interessante é que encontrei apenas nesta passagem de Dani’El o radical "ga'al" referindo-se a pureza. Em todas as outras vezes a associação é outra... 

Ainda, segundo a Concordância Strong #01352, o radical "go'el" possui significados similares, sendo comumente traduzido como contaminação e impureza.

O mesmo radical, segundo a Concordância Strong #01350, pode ser traduzido como:
  1. redimir, agir como parente resgatador, vingar, reivindicar, resgatar, fazer a parte de um parente.

        1a) (Qal)
            1a1) agir como parente, cumprir a parte de parente mais próximo, agir como parente                           resgatador
                   1a1a) casando com a viúva do irmão a fim de lhe conceber um filho para ele, redimir                             da escravidão, resgatar terra, realizar vingança
            1a2) redimir (através de pagamento)
            1a3) redimir (tendo o Eterno como sujeito)
                   1a3a) indivíduos da morte
                   1a3b) Israel da escravidão egípcia
                   1a3c) Israel do exílio
       1b) (Nifal)
             1b1) redimir-se
             1b2) ser remido

Não faltam passagens no Tanach onde o radical "ga'al" ou mesmo "go'el" referem-se à redenção, remissão, resgate e vingança.
Vejamos algumas passagens:
  • “Saí de babilônia, fugi de entre os caldeus. E anunciai com voz de júbilo, fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; dizei: YHWH remiu (gaal) a seu servo Jacó”.  (Yeshayahu 48:20) 
  • “Então as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja YHWH, que não deixou hoje de te dar remidor (goel), e seja o seu nome afamado em Yisra’El”. (Rute 4:14)
  • “E se alguém não tiver resgatador (goel), porém conseguir o suficiente para o seu resgate”. (Vaiykrah/Levítico 25:26)
  • “O vingador (goel) do sangue matará o homicida; encontrando-o, matá-lo-á”. (Devarim/Números 35:19)

A palavra hebraica "geulah", também, deriva deste radical, como particípio passado de #01350, com a adição de um "hei" em seu final e, segundo a Concordância Strong #01353, pode significar, entre outras coisas:
  1. parentesco, redenção, direito de redenção, preço de redençãoparente, parentesco

  •  redenção
  •  direito de redenção
  • preço de redenção

Como fica, agora, a passagem de Dani’El 1:8? Com certeza, a passagem ganha um novo significado...

Obviamente, no campo da especulação, podemos também dizer que Dani’El ao buscar obedecer as instruções do Eterno, Sua Torah, no que se refere às leis dietéticas, a Kashrut, estava naquele momento garantindo sua condição de povo. 

A "geulah" nos dá justamente esta dimensão... Enquanto nos colocarmos na condição de Seus filhos (parentes de “sangue”) teremos direito de redenção. 

Porém, há um preço a ser pago por isto que é a obediência. Se assim agirmos, Ele será nosso “resgatador” e acrescentará o necessário e suficiente para alcançarmos a condição de filhos. Sem isto, estaremos fadados a nos desviarmos de Seus Caminhos e assim sujeitos à “matança espiritual” promovida pelo mundo e por aqueles que se recusam a reconhecer o Elohim/Eterno de Yisra’El como Echad/Único!

Mais maravilhoso do que tudo que vimos acima é compreender que nossos filhos já nascem com esta certeza arraigada em seus corações... 

Não é à toa que, tão facilmente, conseguem cumprir esta tão importante e fundamental mitsvah/mandamento, garantindo assim, desde cedo, sua condição de filhos do Elohim Avinu/Eterno, nosso Pai.

O único risco que correm, com toda a franqueza e honestidade que me são possíveis, somos nós, aqueles que por eles respondem, não sermos dignos de conduzi-los nesta jornada, tornando-nos pedra de tropeço...

Que o Eterno, Bendito Seja Ele, no auge de Sua mais incompreensível e absoluta Misericórdia, possa agir para nos impedir de os atrapalharmos!!!
Chazak, Chazak Venit Chazek!!!
Força, força e que sejamos fortalecidos!!!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 125 (Semana de 25 a 31 de agosto/2013)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 3:1-29
Tema: A conquista de Bashan; As últimas instruções de Mosheh
Haftarah: Yechesk'el/Ezequiel 10; Amós 7; Dani'el 1
Tema(s): A visão do livro; As três visões de Amós; A kash'rut de Dani'el
Shirim U’Chochmah: Kohelet/Eclesiastes 11:1-10
Tema(s): A prudência
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 125
Tema: A proteção de YHWH


TORAH
Devarim/Deuteronômio 3:
Conquista do reino de Og — 1Voltamo-nos então e subimos em direção a Bashan/Basã. Og, rei de Bashan, juntamente com o seu povo, saiu ao nosso encontro para guerrear em Edrai. 2Disse-me Iahweh: "Não o temas, pois entreguei em tua mão tanto a ele como todo o seu povo e a sua terra. Tratá-lo-ás como trataste a Seon, o rei dos amorreus que habitava em Hesebon." 3Iahweh nosso Elohim entregou em nossa mão também a Og, rei de Bashan, juntamente com todo o seu povo. Nós o combatemos até que nenhum sobrevivente lhe restasse. 4Apossamo-nos então de todas as suas cidades; não houve povoado que não tomássemos: sessenta cidades, toda a região de Argob, o reino de Og em Bashan. 5Todas essas cidades eram fortificadas com altas muralhas, providas de portas e ferrolhos; sem contar as cidades dos ferezeus, em grande quantidade. 6Sacrificamo-las como anátema, como havíamos feito a Seon, rei de Hesebon, destruindo cada cidade, homens, mulheres e crianças. 7Contudo, tomamos todo o gado e o despojo das cidades como presa. 8Foi assim que, naquele tempo, tomamos a terra dos dois reis amorreus, no outro lado do Yarden/Jordão, desde o ribeiro Arnon até ao monte Hermon, (os sidônios chamam o Hermon de Sarion; os amorreus, porém, chamam- no de Sanir), 10todas as cidades do planalto, todo Galaad e todo Bashan, até Selca e Edrai, cidades do reino de Og em Bashan. 11(Pois somente Og rei de Bashan, sobrevivera dos remanescentes dos refaim; seu leito é o leito de ferro que está em Rabah dos filhos de Amon: tem nove côvados de comprimento e quatro côvados de largura, em côvado comum).
Partilha da Transjordânia — 12Ocupamos então aquela terra, desde Aroer, que está à margem do ribeiro Arnon. Dei aos rubenitas e aos gaditas a metade da montanha de Galaad, com suas cidades. 13À meia tribo de Menasheh dei o resto de Galaad e todo Bashan, o reino de Og. (Toda aquela região de Argob, todo Bashan, se chamava terra dos refaim. 14Yair/Jair, filho de Menasheh, tomou a região de Argob, até às fronteiras dos gessuritas e dos maacatitas. Em vez de Bashan, foi dado a esses lugares o nome de Havot-Yair, que permanece até o dia de hoje.) 15A Maquir dei Galaad. 16Aos rubenitas e aos gaditas dei o território que vai de Galaad até o ribeiro Arnon — o meio do ribeiro serve de fronteira —, e até ao ribeiro Yaboc/Jaboc, que é fronteira dos filhos de Amon. 17A Aravah/Arabá e o Yarden/Jordão servem de fronteira, desde K'neret/Quineret até ao mar da Aravah (o mar salgado), aos pés do declive oriental do Fasga.
Ultimas ordens de Mosheh — 18Foi então que eu vos dei esta ordem: "Iahweh vosso Elohim entregou-vos esta terra como propriedade. Vós, combatentes, homens fortes, marchareis à frente dos vossos irmãos, os filhos de Israel; 19somente vossas mulheres, vossas crianças e vosso gado (sei que tendes muito gado) permanecerão nas cidades que vos dei, 20até que Iahweh tenha dado repouso aos vossos irmãos como a vós, e que também eles tenham conquistado a terra que Iahweh vosso Elohim lhes dará, no outro lado do Yarden. Voltareis então, cada um para a propriedade que vos dei." 21Nessa mesma ocasião ordenei a Yehoshua/Josué: "Teus olhos foram testemunhas de tudo o que Iahweh nosso Elohim fez a esses dois reis. Pois assim fará Iahweh a todos os reinos por onde passares. 22Não tenhais medo deles, pois quem combate por vós é Iahweh vosso Elohim!" 23Implorei então a Iahweh: 24"Iahweh, meu Senhor! Começaste a mostrar ao teu servo tua grandeza e a força da tua mão. Qual é o deus no céu e na terra que pode realizar obras e feitos poderosos como os teus? 25Deixa- me passar! Deixa-me ver a boa terra que está do outro lado do Yarden, esta boa montanha e o Líbano!" 26Por vossa causa, porém, Iahweh irritou-se contra mim e não me atendeu; Iahweh disse-me apenas: "Basta! Não me fales mais nada a este respeito! 27Sobe ao topo do Fasga, levanta teus olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para o oriente, e contempla com os teus olhos, pois não vais atravessar este Yarden! 28Passa tuas ordens a Yehoshua. Encoraja-o e fortifica-o, pois é ele quem vai atravessar à frente deste povo, fazendo-o tomar posse da terra que estás contemplando!" 29Permanecemos então no vale, diante de Bet-Fegor. 

HAFTARAH

Yechesk'el/Ezequiel 10:
1Olhei e eis sobre a abóbada que estava por cima da cabeça dos querubins, sim, por cima deles surgiu algo semelhante a uma pedra de safira, que tinha a aparência de um trono. 2Disse ele então ao homem vestido de linho: "Põe-te no meio das rodas, sob o querubim, enche a mão de brasas apanhadas dentre os querubins e espalha-as por sobre a cidade". Ele assim fez sob a minha vista. 3Ora, os keruvim/querubins estavam em pé do lado direito do Beit HaMikdash/Templo quando o homem entrou, e a nuvem enchia o átrio interior. 4A Glória de Iahweh ergueu-se de sobre o querubim, movendo-se em direção ao limiar do Beit HaMikdash.  Ao que o Beit HaMikdash se encheu com a nuvem e o átrio ficou cheio do resplendor da Glória de Iahweh. 5O ruído das asas dos keruvim podia ser ouvido desde o átrio exterior, como a voz de El Shaddai quando ele fala. 6Ao dar ordem ao homem vestido de linho, dizendo: "Toma fogo de entre as rodas, de entre os keruvim", este foi e se postou junto às rodas. 7O keruv estendeu a mão dentre os keruvim para o que ficava entre eles, tomou- o e o colocou nas mãos do homem vestido de linho. Este tomou-o e saiu. 8Então apareceu, sob as asas dos keruvim, algo que tinha a forma de uma mão humana. 9Enquanto eu olhava, vi ali quatro rodas junto aos keruvim, uma roda junto a cada um deles. O aspecto das rodas lembrava o brilho do Crisólito. 10As quatro tinham o mesmo aspecto, como se uma estivesse no meio da outra. 11Ao se moverem, caminhavam nas quatro direções, não se voltavam; antes, moviam-se na direção para a qual estava voltada a cabeça: não se voltavam enquanto caminhavam. 12O seu corpo todo, o dorso, as mãos, as asas, bem como as rodas, estavam cheias de olhos em torno (as quatro rodas). 13A estas rodas se deu o nome de "galgai", conforme eu entendi. 14Cada uma tinha quatro faces, a primeira era uma face de keruv; a segunda, uma face de homem; a terceira, uma face de leão; e a quarta, uma face de águia. 15Os querubins se erguiam: eram os mesmos animais que eu vira junto ao rio Cobar. 16Quando os keruvim se moviam, as rodas moviam-se ao lado deles; quando os keruvim levantavam as asas para se erguerem do solo, as rodas não se afastavam de junto deles. 17Quando paravam, elas paravam; quando se erguiam, elas se erguiam com eles, porque o espírito do animal estava nelas.
A Glória de Iahweh deixa o Beit Hamikdash — 18Em seguida a Glória de Iahweh saiu de sobre o limiar do Beit Hamikdash e pousou sobre os keruvim. 19Os keruvim levantaram as asas e se ergueram do solo, à minha vista. Ao saírem, as rodas estavam com eles. Detiveram-se junto à porta oriental do Beit Hamikdash de Iahweh, e a Glória do Elohim de Israel pousou sobre eles. 20Este era o animal que eu vira sob o Elohim de Israel, junto ao rio Cobar e conheci que eram keruvim. 21Cada um tinha quatro faces e quatro asas, com formas semelhantes a mãos humanas sob as asas. 22A forma das suas faces era semelhante às que eu vira junto ao rio Cobar Cada um deles se movia na direção da sua face. 

Amós 7:

Primeira visão: os gafanhotos 1Assim me fez ver o Senhor Iahweh: Havia uma eclosão de gafanhotos, quando começava a crescer o feno serôdio, gafanhotos adultos, depois da ceifa do rei. 2E quando acabaram de devorar toda a erva da terra, eu disse: "Senhor Iahweh, perdoa, eu te peço! Como poderá Jacó subsistir? Ele é tão pequeno!" 3Então Iahweh compadeceu-se:"Isto não acontecerá", disse Iahweh. 
Segunda visão: a seca 4Assim me fez ver o Senhor Iahweh: Eis que o Senhor Iahweh convocou o fogo para castigar, e ele devorou o grande abismo, depois devorou o campo.5Eu disse: "Senhor Iahweh, para, eu te peço! Como poderá Ya'akov/Jacó subsistir? Ele é tão pequeno!" 6Iahweh compadeceu-se: "Também isto não acontecerá", disse o Senhor Iahweh. 
Terceira visão: o fio de prumo 7Assim me fez ver: Eis que o Senhor estava de pé sobre um muro e tinha em sua mão um fio de prumo. 8E Iahweh me disse: "Que vês, Amós?" Eu disse: "Um fio de prumo". O Senhor disse: "Eis que vou pôr um fio de prumo no meio do meu povo, Yisra'el/Israel, não tornarei a perdoá-lo. 9Os lugares altos de Yitzchak/Isaque serão devastados, os santuários de Israel serão arrasados e eu me levantarei com a espada contra a casa de Yerovan/Jeroboão".
Conflito com Amasias. Amós expulso de Bet'El — 10Então Amasias, sacerdote de Bet'El, mandou dizer a Yerovan, rei de Yerovan: "Amós conspira contra ti, no seio da casa de Yisra'El: a terra não pode mais suportar todas as suas palavras. 11Porque assim disse Amós: 'Yerovan morrerá pela espada e Yisra'El será deportado para longe de sua terra'. 12Amasias disse então a Amós: "Vidente, vai, foge para a terra de Yehudah/Judá; come lá o teu pão e profetiza lá. 13Mas em Bet'El não podes mais profetizar, porque é um santuário do rei, um templo do reino". 14Amós respondeu e disse a Amasias: "Não sou um profeta, nem filho de profeta; eu sou um vaqueiro e um cultivador de sicômoros. 15Mas Iahweh tirou-me de junto do rebanho e Iahweh me disse: 'Vai, profetiza a meu povo, Israel!' 16E agora ouve a palavra de Iahweh: Tu dizes: 'Não profetizarás contra Yisra'El, e não vaticinarás contra a casa de Yitzchak.' 17Por isso, assim disse Iahweh: 'Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e tuas filhas cairão pela espada, a tua terra será dividida com a trena e tu morrerás em uma terra impura, Israel será deportado para longe de sua terra'." 

Daniel/Dany'El 1:

1No terceiro ano do reinado de Yoachim/Joaquim, rei de Yehudah/Judá, o rei de Bavel/Babilônia, Nabucodonosor, marchou contra Yerushalayim e pôs-lhe cerco. 2O Senhor entregou-lhe nas mãos Yoachim  rei de Yehudah, assim como boa parte dos utensílios do Beit Hamikdash/Templo de Elohim. Ele os transportou à terra de Senaar, depositando esses utensílios na sala do tesouro de seus deuses. 3Depois, o rei ordenou a Asfenez, chefe dos seus eunucos, que escolhesse dentre os filhos de Yisra'El alguns moços, quer de sangue real, quer de famílias nobres, 4nos quais não devia haver defeito algum: deviam ter boa aparência, ser instruídos em toda sabedoria, conhecedores da ciência e subtis no entendimento, tendo também o vigor físico necessário para servirem no palácio do rei. Asfenez lhes ensinaria a escrita e a língua dos caldeus. 5O rei lhes destinava uma parte diária das iguarias reais e do vinho de sua mesa. Eles seriam educados durante três anos, depois dos quais deveriam tomar lugar no serviço do rei. 6Entre eles encontravam-se Dany'El, Ananyah, Misael e Azarias, que eram yehudim/judeus. 7O chefe dos eunucos deu-lhes outros nomes: Dany'El se chamaria Baltasar; Ananias, Sedraque; Misael, Mesaque; e Azarias, Abdênago. 8Ora, Dany'El havia resolvido em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei nem com o vinho de sua mesa. Por isso pediu ao chefe dos eunucos para deles se abster.9E O Eterno permitiu que Dany'El alcançasse a benevolência e a simpatia do chefe dos eunucos. 10Este, porém, disse a Dany'El: "Eu temo o rei, meu senhor, que determinou vossa comida e vossa bebida. Se ele vier a notar vossas fisionomias mais abatidas que as dos outros jovens de vossa idade, poreis em perigo minha cabeça diante do rei". 11Então Dany'El disse ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia confiado Dany'El, Ananias, Misael e Azarias: 12"Por favor, põe os teus servos à prova durante dez dias: sejam-nos dados apenas legumes para comermos e água para bebermos. 13Comparem-se depois, na tua presença, o nosso aspecto e o dos jovens que comem das iguarias do rei: conforme o que notares, assim procederás com os teus servos". 14Ele atendeu-os nesse pedido e os submeteu à prova durante dez dias. 15Depois dos dez dias, o aspecto deles parecia melhor e eles se apresentavam mais bem nutridos que todos os jovens que se alimentavam das iguarias do rei. 16Desde então, o despenseiro passou a retirar os alimentos e o vinho que lhes eram destinados, fornecendo-lhes só legumes. 17A esses quatro jovens O Eterno concedeu a ciência e a instrução nos domínios da literatura e da sabedoria. Além disso, Dany'El era capaz de interpretar qualquer sonho ou visão. 18Passado o tempo fixado pelo rei para a sua apresentação, o chefe dos eunucos os introduziu à presença de Nabucodonosor, 19o qual se entreteve com eles. Entre todos os jovens não houve outros que se comparassem a DanyÉl, Ananias, Misael e Azarias. Estes, pois, entraram para o serviço do rei. 20Ora, em todas as questões de sabedoria e discernimento sobre as quais os consultava, o rei os achava dez vezes superiores a todos os magos e adivinhos do seu reino inteiro. 21Dany'El permaneceu assim até o primeiro ano do rei Ciro. 

SHIRIM U'CHOCHMAH 
Kohelet/Eclesiastes 11:
1Joga teu pão sobre a água porque após muitos dias o encontrarás.2Reparte com sete e mesmo com oito, pois não sabes que desgraça pode vir sobre a terra. 3Quando as nuvens estão cheias derramam chuva sobre a terra; e quando uma árvore cai, tanto ao sul como ao norte, no lugar onde cair, aí ficará. 4Quem fica olhando o vento jamais semeará, quem fica olhando as nuvens jamais ceifará. 5Assim como não conheces o caminho do vento ou o do embrião no seio da mulher, também não conheces a obra de Deus, que faz todas as coisas. 6De manhã semeia tua semente, e à tarde não repouses a mão, pois não sabes qual delas irá prosperar: se esta ou aquela, ou se ambas serão boas.
A idade - 7Doce é a luz, e agradável aos olhos ver o sol; 8ainda que o homem viva muitos anos, alegre-se com eles todos, mas lembre-se de que os dias de trevas serão muitos. Tudo o que acontece é vaidade. 9Alegra-te, jovem, com tua juventude, sê feliz nos dias da tua mocidade, segue os caminhos do teu coração e os desejos dos teus olhos,saibas, porém, que sobre estas coisa todas Deus te pedirá contas. 10Afasta do teu coração o desgosto, e o sofrimento do teu corpo, pois juventude e cabelos negros são vaidade. 

SHIR MIZMOR

Tehilim/Salmos 124:
Um cântico de ascensão. Os que depositam sua confiança no Eterno serão firmes como o monte de Tsiyon, que permanecerá inabalável para todo o sempre.  Assim como um colar de montanhas contorna Yerushalayim, a proteção do Eterno envolve Seu povo perpetuamente. Não permanecerá o cetro dos ímpios com poder sobre a terra dos justos, para que não sejam tentados a se deixar seduzir pela iniquidade. Faze o bem, ó Eterno, aos justos e aos retos de coração. Quanto aos que se desviam para caminhos tortuosos, que o Eterno os conduza junto com todos os malévolos à destruição. E que haja paz sobre Yisra'El.
transcrito por Ya'el bat Yossef

sábado, 24 de agosto de 2013

REFLEXÃO SEDRAH 124 - YESHAYAHU/ISAIAS 31(SOB AS ASAS DO ALTÍSSIMO)

por Yossef Michael


A reflexão da Sedrah desta semana está na Haftarah, em Yeshayahu/Isaias 31 e acredito que continuará sendo estudada e não deixará de abordar questões muito pertinentes como a confiança no Eterno x a confiança no homem, entre outros maravilhosos aspectos. Porém, algo que me chamou a atenção e que gostaria de abordar nesta reflexão, está contido no passuk/versículo 5, senão vejamos:

Yeshayahu/Isaías 31:5“Como pássaros que chegam voando sem que se saiba de onde, assim YHWH Tseva’ot virá proteger Yerushalayim, não somente protegendo, mas trazendo Sua salvação e resgatando-a”.

Yeshayahu/Isaías 31:5“Como pairam as aves, assim YHWH Tseva’ot amparará a Yerushalayim; protegê-la-á e salvá-la-á, poupá-la-á e livrá-la-á”.

Ao lermos estas duas possibilidades de tradução, podemos até chegar a compreendê-las de formas distintas, mas, creio que haja como harmoniza-las com base no hebraico e, a partir daí, extrairmos valiosíssima lição.

A segunda parte do passuk/versículo, aparentemente, possui o mesmo significado e, por isto, vamos nos ater à comparação da primeira porção. Lembrando que a língua hebraica procura associar ações à experiências e sensações palpáveis e baseadas na natureza, analisemos a palavra que descreve a ação dos pássaros, no hebraico "aphot" que, segundo a Concordância Strong #05774, vem da raiz antiga "uph" que, entre outras coisas, pode significar:
  • voar, voar ao redor de, voar para longe
  • voar, pairar
  • voar para longe
  • voar ao redor ou para lá e para cá
  • fazer voar para cá e para lá, brandir
  • cobrir, ser escuro n f
  • escuridão

Na primeira tradução, "aphot" aparece como “chegam voando sem que se saiba de onde”. É uma tradução possível? Claro que sim, já que há suporte para tal. Talvez, a alusão a um desconhecimento de onde vem possa ser compreendida a partir da possibilidade de associar este radical "uph" à "escuridão", também. 

Outra argumentação para sustentar esta tradução vem do fato de existirem inúmeras passagens no Tanach que fazem referência a ataques de aves dos céus, geralmente, associadas à consequência de transgressões e desvios dos propósitos do Criador.

Desta forma, o Eterno enquanto uma “força devastadora” viria e arrasaria aqueles que tentassem destruir a Yerushalayim/Jerusalém, o local que escolhera para ali fazer habitar o Seu Nome. Impressionante não?

Vamos agora analisar a segunda possibilidade, que intitulou esta reflexão.

Como vemos na Concordância Strong, a tradução de "aphot" como “pairam”, também, é perfeitamente possível. Temos bastante conhecimento e estudos acerca do efeito de “sustentação” que o ar oferece quando superfícies planas e extensas como as asas sobre ele se movimentam, quando em voo.

Mas e naquela época? Os únicos seres conhecidos por nossos pais a voarem e “pairarem” eram os pássaros, insetos e morcegos. Estes estudos eram totalmente desconhecidos para eles. Ou seja, não havia uma “explicação” para tal fenômeno. Nossos pais eram obrigados a acreditar que aquele milagre tinha uma única fonte, o Criador... Estavam errados? Claro que não, afinal, Ele é o Criador de todas as coisas, inclusive do “fenômeno” de sustentação pelo ar.

A partir desta compreensão, podemos vislumbrar quão maravilhoso é estudarmos as Escrituras a partir de conceitos tão simples e cotidianos para aquela sociedade - para nossos pais.

A passagem de Yeshayahu/Isaías nos convida a acreditarmos que o Eterno é esta “força invisível” capaz de sustentar o voo dos pássaros. É algo que não podem ver, mas seu efeito, o vôo, sim.

O que este passuk/versículo nos traz é isto. O Eterno, YHWH Tseva’ot, Aquele que luta por nós todos os dias de nossas vidas, age ao Seu modo, sem que possamos enxergar Sua ação. Simples desta forma, como o voo de um pássaro. Não é através de pirotecnia ou algum tipo de show que isto ocorre, mas, na simplicidade de algo natural .

Ainda que outros estejam estudando a questão da confiança no Eterno x confiança no homem, este passuk/versículo coroa o entendimento dos quatros primeiros passukim/versículos de forma realmente impressionante.

Nós, enquanto povo do Eterno, devemos confiar nas Suas ações sem que possamos vê-lO! Devemos pautar nossas vidas unicamente na Torah e aceitar que os sobressaltos virão, mas Ele, assim como faz com os pássaros, nos dará essa sustentação, para que possamos continuar nossa jornada. Suave como a brisa é o Seu agir e, reconfortante é sabermos que Ele nos ama de uma forma tão intensa que não poderemos jamais retribuir-lhe uma simples fagulha de tudo isto...

Yerushalayim/Jerusalém, Sua morada, apesar de ainda viver tempos de caos, onde a Palavra do Criador parece estar esquecida, será palco desse “agir”. Para aqueles que se recusam a conhecer e seguir a Verdade o que ocorrerá será incompreensível, mas para nós, Seu povo, apenas motivo de alegria e regozijo!

Somos capazes de nos lançarmos em meio ao nada como um pássaro em seu primeiro voo, sabendo que algo que não pode ser visto está pronto para nos sustentar?


Reflitamos sobre isto e saberemos se Aquele em quem confiamos tem ou não poder...
Chazak, Chazak Venit Chazek!!!
Força, força e que sejamos fortalecidos!!!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 124 (Semana de 18 a 24 de agosto/2013)

(Shabat Shalom)
Torah: D'varim/Deuteronômio 2:1-37
Tema: Conquistas diversas
Haftarah: Yeshaiyahu/Isaías 20; Yeshaiyahu/Isaías 31; Yeshaiyahu/Isaías 37
Tema(s): A tomada de Ashdod; Apoio do Egito e contra a Assíria; O pedido de Chizkiyahu. 
Shirim U’Chochmah: Kohelet/Eclesiastes 10:12-21
Tema(s): A insensatez e a sabedoria (I)
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 124

Tema: A confiança em YHWH

TORAH
D'varim/Deuteronômio 2:
1 Nós então voltamos e rumamos para o deserto, na direção do Mar Sul, como o Eterno me tinha dito. Nós contornamos a montanha de Se'ir[1] por um longo tempo. 2 O Eterno disse-me: 3 “Vocês já contornaram esta montanha bastante tempo. Voltem e rumem para o norte. 4 Dá ao povo as seguintes instruções: Vocês estão passando pelas fronteiras de seus irmãos, os descendentes de Essav, que vivem em Se'ir[2]. Embora eles temam a vocês, sejam cuidadosos 5 em não os provocarem. Eu não lhes darei até o que a planta de um pé pisar da terra deles, desde que Eu dei o Monte Se'ir como uma herança a Essav. 6 Vocês podem comprar deles, com dinheiro, alimento para comer e água para beber”. 7 ‘O Eterno, teu Elohim, está abençoando-te em tudo que tu fazes. Ele conhece o teu caminho neste grande deserto e por esses quarenta anos, o Eterno, teu Elohim, tem estado contigo, de modo que nada te faltou’. 8 Nós passamos por nossos irmãos, os descendentes de Essav, que viviam em Se'ir e rumamos através do Aravah[3], de Eilat e Etsion Gever[4]. Nós voltamos[5] e passamos através do Deserto de Moav[6]9 O Eterno disse-me: “Não ataques Moav e não os provoques para a luta. Eu não te darei a terra deles como uma herança, desde que Eu já dei Ar[7] aos descendentes de Lot[8] como herança deles”. 10 “Os eymim[9] viveram aqui originalmente, uma raça numerosa e poderosa, altos como gigantes[10]11 Como gigantes, eles podiam ser considerados Refaiy, mas os moabitas os chamavam emim[11]12 Era como Se'ir, onde os horiy[12] viveram originalmente, mas foram expulsos pelos descentes de Essav, que os aniquilou e viveram lá em seu lugar. Isto é o que Yisra'El tem de fazer também na terra hereditária que o Eterno lhes deu. 13 “Agora levantem-se e cruzem o Riacho Zered[13]”!  Nós assim cruzamos o Riacho Zered. 14 Desde a época em que deixamos Kadesh Barnea até que cruzamos o Riacho Zered, trinta e oito anos tinham se passado, durante os quais a geração de guerreiros foi extinta do acampamento, conforme o Eterno havia jurado. 15 A mão do Eterno tinha sido dirigida especificamente contra eles, esmagando-os[14] de modo que eles foram extintos. 16 Foi nessa época que todos os homens de guerra no meio do povo terminaram morrendo. 17 O Eterno então[15] falou-me dizendo: 18 “Tu estás agora prestes a passar por Ar, que é território moaviy. 19 Tu estás chegando perto dos amoniy[16] , mas não os ataques nem os provoques. Eu não permitirei que tu ocupes a terra dos amoniy, uma vez que Eu a dei como uma herança aos descentes de Lot[17]20 Ela também pode ser considerada o território dos Refaim[18], uma vez que eles viveram aqui originalmente. Os amonitas referem-se a eles como zamzumim[19]21 Os Refaim eram uma raça numerosa e poderosa, altos como gigantes, mas o Eterno os aniquilou diante dos amoniy que os expulsaram e viveram em seu lugar. 22 “Isto foi o mesmo que o Eterno havia feito com os descendentes de Essav que viveram em Se'ir, quando Ele aniquilou os horiy[20] diante deles, permitindo aos descendentes de Essav expulsá-los e viver em seu lugar até o dia de hoje. 23 Isto foi verdade também para os aviym[21] que viveram em Chatserim[22] até Gaza[23]; os Kaftorim[24] vieram de Kaftor e os derrotaram,  ocupando seus territórios. 24 “Agora apressem-se e cruzem o Riacho Arnon[25]. Vê! Entreguei em tuas mãos Sichon, o rei emoriy de Cheshbon[26] e sua terra. Começa a ocupação! Provoque-o para a guerra! 25 Hoje Eu estou começando a meter o terror e o medo de ti em todas as nações debaixo dos céus. Quem quer que ouça de tua reputação tremerá[27] e ficará ansioso[28] por tua causa”. 26 Eu enviei emissários do Deserto de Kedemot[29] a Sichon, rei de Cheshbon, com uma mensagem pacífica, dizendo: 27 ‘Nós desejamos passar através de tua terra. Viajaremos ao longo da estrada principal, não virando para a esquerda ou a direita. 28 Nós compraremos à vista a comida que comermos e pagaremos pela água que tu nos deres. Nós somente desejamos passar ao pé, 29 assim como nós passamos pelo território de Essav, em Se'ir[30] e Moav em Ar. Nós somente desejamos cruzar o Yarden para a terra que o Eterno, nosso Elohim, está nos dando. 30 Mas Sichon, rei de Cheshbon, não nos deixou passar através de sua terra. O Eterno tinha endurecido seu espírito e feito seu coração firme, de modo que Ele pudesse entregar sua terra em nossas mãos, como é hoje’. 31 O Eterno disse-me: “Vê! Eu comecei a colocar Sichon e sua terra diante de ti. Começa a ocupação e toma posse de sua terra”. 32 ‘Sichon e todas as suas tropas saíram para nos encontrar em batalha em Yahtsah. 33 O Eterno nosso Elohim entregou-o a nós, de modo que nós o matamos junto com seus filhos e todas as suas tropas. 34 Nós então capturamos todas as suas cidades e aniquilamos[31] cada cidade, incluindo homens, mulheres e crianças, não deixando nenhum sobrevivente. 35 Tudo que tomamos como nossa pilhagem foram os animais e os bens das cidades que capturamos. 36 Assim, em todo o território de Aro'er[32] no limite da Garganta Arnon e a cidade no próprio vale, até Gilad[33], não houve cidade que pudesse defender-se[34] contra nós, desde que o Eterno tinha colocado tudo à nossa disposição. 37 A única terra de que não nos aproximamos foi o território amoniy, que incluía a área em torno do Yabok[35], as cidades das terras altas e todas as outras áreas que o Eterno nosso Elohim tinha nos ordenado evitar.

[1] D'varim/Deuteronômio 2:1 – Montanha de Se'ir. Conforme Bereshit/Gênesis 14:“6 E os horiy, em sua montanha de Se’ir até El-Pa’ran, cerca do deserto.” e 36:“8 Essav estabeleceu-se na montanha de Se’ir. Essav chamava-se também Edom.”
[2] D'varim/Deuteronômio 2:1 – Descendentes de Essav, que vivem em Se'ir. Diz Bereshit/Gênesis 36:“8 Essav estabeleceu-se na montanha de Se’ir. Essav chamava-se também Edom”. Isto é o encontro com Edom descrito em Bamidbar/Números 20:14-21.
[3] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Aravah. O vale profundo ao sul do Mar Morto. Considerar que Aravah é o vale profundo que corre para o norte e o sul do Mar Morto. Ele denota o vale, usualmente, o vale para o sul, que conduz ao Golfo de Ákaba. Ou 'Estrada de Aravah'.
[4] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Eilat e Etsion Gever. Em Bamidbar/Números 33:35 temos uma Nota de Rodapé: 'Etsion Gever. 'Canto do galo'. Em aramaico é 'k'rach tarnego'. Ou 'cidade do galo'. É uma cidade no golfo de Ákaba conforme indica Melachim Alef/1ºReis 22:“49 O rei Yehoshafat mandou construiu grandes navios para irem a Ofir buscar ouro; mas nunca lá chegaram porque naufragaram em Etsion-Gever”.  Situada a cerca de três quilômetros e leste de Eilat. Portanto os Yisre’eliym dirigiram-se para o sul de Kadesh Barnea, para a praia do golfo de Ákaba'.
[5] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Voltamos. Em direção ao leste, para circundar o território moaviy.
[6] D'varim/Deuteronômio 2:8 – Deserto de Moab. Para o leste de Moab. Verificar Bamidbar/Números 21:“11. De Ovot eles partiram e acamparam em passagens desoladas, junto à fronteira oriental de Moab.”. 'Passagens desoladas' ou 'passagens de viajantes' ou 'ruínas de Avarim', falando da área do Monte Nebo. A Septuaginta afirma que é 'Achal Ai'. Já 'Ovot' é identificado como 'el-Welba', quarenta e oito quilômetros ao sul do Mar Morto ou 'Ein Hosob', vinte e quatro quilômetros ao sul do Mar Morto.
[7] D'varim/Deuteronômio 2:9 – Ar. Esse é o nome da área onde Moav vivia. Diz Bamidbar/Números 21:“15 Assim como as correntezas dos vales que abraçam os limites de Moav, desviando-se na fortaleza assentada”. As 'correntezas de Arnon' ou 'correntes do Vale de Arnon' alguns identificam como Almon Divlataima. O rio Arnon tem um enorme corte que atravessa o planalto de Moav, com cerca de quinhentos e dez metros de profundidade e três quilômetros de largura. Alguns dizem que Arnon aqui é uma cidade, possivelmente identificada como Almon Divlataima. Alguns dizem que Arnon é o mesmo que Nachali’El que alguns comentaristas consideram um nome próprio, a exemplo do que faz a Septuaginta. Realmente alguns dizem que é Arnon. Outras fontes identificam o lugar como Divon Gad ou Alomon Divlataima. De acordo com outros ele é  a área das correntes e leito do rio na margem leste do Yarden. Outros consideram Nachali’El como um nome comum significando 'fluxo poderoso'. Outros há que traduzem Nachaliel como 'herança do Eterno'. Geograficamente, Nachaliel parece ser uma grande corrente a 17 quilômetros ao norte de Arnon. Isto indica que os Israelitas estavam prosseguindo ao longo da praia oriental do Mar Morto.
[8] D'varim/Deuteronômio 2:9 – Descendentes de Lot. Moab foi um filho incestuoso de Lot, com uma de suas filhas conforme Bereshit/Gênesis 19:“36 Assim, as duas filhas de Lot conceberam de seu pai. 37 A mais velha deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Mo’av: este é o pai dos moaviy, que vivem ainda hoje. 38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: Este é o pai dos amoniy, que vivem ainda hoje”.
[9] D'varim/Deuteronômio 2:10 – Eymim. Em hebraico é: אימים Eymim, plural de [אימה eymah ou אמה emah, na forma contraída, procedente do mesmo que (אים ayom, significando ‘amedrontrar’. É um adjetivo que pode significar: ‘Terrível, temeroso’). É um nome feminino que pode significar: ‘Terror ou pavor’]. É um nome próprio masculino plural que significa 'terrores'. Refere-se aos antigos habitantes de Moav. Eles viveram em Shaveh Kiriataim, mas foram mortos pelos quatro reis, conforme Bereshit/Gênesis 14:“5 No décimo quarto ano, Kedarlaomer pôs-se em marcha com os reis que se tinham  aliado a ele e feriram os Refaim em Asht’rot-Carnayim e igualmente os zusim em  Ham, os emim em Shave-Kiriatayim. A LXX interpreta 'Refaim' como 'gigantes' e a Peshitta como 'poderosos'. O Targum Onkelos concorda com a LXX.  A LXX traz apenas 'as nações fortes'. A Peshitta traz 'os valentes em Ham' e o Targum Onkelos traz 'os poderosos em Ham'. A LXX traz 'cidade de Shaveh'. As demais versões concordam entre elas.
[10] D'varim/Deuteronômio 2:10 – Gigantes. Em hebraico é 'anakim', ים ענק.
[11] D'varim/Deuteronômio 2:11 – Emim. Também referido em Bereshit/Gênesis 14:5. Literalmente: ‘formosos’. Um nome dado aos ‘refaim’/gigantes pelos moabitas. Eles viveram no que foi mais tarde o território de Moab.
[12] D'varim/Deuteronômio 2:12 – Horiy. Conforme Bereshit/Gênesis 14:“6 E os horiy, em sua montanha de Se’ir até El-Pa’ran, cerca do deserto.” e 36:“20 Eis os filhos de Se’ir, o horiy, que habitava naquela terra: Lotan, Shoval, Tsiv’on, Anah,”.
[13] D'varim/Deuteronômio 2:13 – Riacho Zered. Diz Bamidbar/Números 21:“12 Eles então continuaram e acamparam junto ao Riacho Zered”. Este é o rio que flui na ponta sul-este do Mar Morto. Ele forma a fronteira sul de Moav. A área de Zered foi, mais provavelmente conquistada por Edom anteriormente e tomada por Moav (Bereshit/Gênesis 36:“35  Morto Husham, Hadad Ben Bedad, reinou em seu lugar; ele derrotou Midian, nas terras de Moav; sua cidade chamava-se Avit”.). Do contexto, parece que os Yisre’eliym estiveram no extremo oriental de Zered. Alguns dizem que o cruzamento de Zered não é registrado em Bamidbar/Números 33. Mas o Ribeiro Zered é onde chegou ao fim o decreto de que os Yisre’eliym morreriam no deserto por quarenta anos, conforme D'varim/Deuteronômio 2:“14 Foi desta forma que levamos trinta e oito anos para chegar finalmente a atravessar o Ribeiro de Zered, vindos de Kadesh! 15 Pois que o Eterno tinha estipulado que isto não haveria de acontecer antes que todos os homens,16 que trinta e oito anos antes tinham idade de combater, tivessem morrido”. 17 E por fim o Eterno disse-me: “Provavelmente isto ocorreu duas semanas após a morte Aharon, conforme perek/capítulo 33, passuk/versículo 38. Alguns identificam Divon Gad com Vahev ou Matanah. Outros que é Nachali’El, uma corrente cerca de dezessete quilômetros ao norte de Arnon. 
[14] D'varim/Deuteronômio 2:14 – Esmagando-os. Em hebraico é 'hamam'. Diz Ester 9:“24 Haman, filho de Hamedata, descendente de Agag e inimigo dos Yehudim, tinha planejado acabar com eles e tinha mandado tirar a sorte (chama-se isso de 'purim') para resolver em que dia ia matá-los”.
[15] D'varim/Deuteronômio 2:17 – O Eterno então. Somente depois que a geração anterior tinha morrido.
[16] D'varim/Deuteronômio 2:19 – Amoniy. Diz Bereshit/Gênesis 19:“38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: este é o pai dos amonitas, que vivem ainda hoje.”. O território deles ficava a leste da terra de Sichon, começando cerca de trinta e dois quilômetros a leste do Yarden. Amon e Moav eram primos e irmãos por parte de pai. Eis porque suas terras são próximas uma da outra.  Alguns dizem que os amoniy também tinham terras ao norte do Yabok. A moderna cidade de Aman, na Jordânia, deriva seu nome de Amon.
[17] D'varim/Deuteronômio 2:19 – Descendentes de Lot. Moav foi um filho incestuoso de Lot, (irmão de Amon por parte de pai e seu primo em relação de sua mãe ser irmã da mãe de Amon) com uma de suas filhas conforme Bereshit/Gênesis 19:“36 Assim, as duas filhas de Lot conceberam de seu pai. 37 A mais velha deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Mo’av: este é o pai dos moaviy, que vivem ainda hoje. 38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: este é o pai dos amoniy, que vivem ainda hoje”.
[18] D'varim/Deuteronômio 2:20 – Refaim. Os quais viveram em Ashterot-Karnaim segundo Bereshit/Gênesis 14:“5 No décimo quarto ano, Kedarlaomer pôs-se em marcha com os reis que se tinham  aliado a ele e feriram os Refaim em Asht’rot-Carnayim e igualmente os zusim em  Ham, os emim em Shave-Kiriatayim”. A LXX interpreta 'Refaim' como 'gigantes' e a Peshitta como 'poderosos'. O Targum Onkelos concorda com a LXX.  A LXX traz apenas 'as nações fortes'. A Peshitta traz 'os valentes em Ham' e o Targum Onkelos traz 'os poderosos em Ham'. A LXX traz 'cidade de Shave'. As demais versões concordam entre elas.
Em hebraico é: רפא refa ou רפה rafah ou no plural רפאים refaim. Procedente de (רפא rafa ou רפה rafah, uma raiz que pode significar: ‘Curar, tornar saudável, curar referindo-se ao Eterno, curandeiro, médico referindo-se aos homens ou, no sentido figurado, referindo-se às feridas das nações ou referindo-se às aflições individuais, ser curado literalmente referindo-se a pessoas, referindo-se à água, à cerâmica, sarar literalmente referindo-se a problemas ou feridas da nação, a fim de ser curado no infinitivo). Também no sentido de ‘revigorar’. É um nome próprio gentílico que pode significar: ‘Gigantes’, ‘antiga tribo de gigantes’.
[19] D'varim/Deuteronômio 2:20 – Zamzumim. Alguns dizem que esses eram os zusim descritos em Bereshit/Gênesis 14:5, acima. Outros traduzem 'zamzumim' como 'conspiradores' ou 'nações fortes' segundo a Septuaginta. Em árabe, 'zamzam' significa 'inarticulada', de modo que 'zamzumim' pode ser o equivalente grego 'bárbaro', que significa 'aquele que fala de maneira inarticulada'.
[20] D'varim/Deuteronômio 2:22 – Horiy. Alguns dizem que eles eram descendentes de Refaim. Verificar perek/capítulo 2, passuk/versículo 12 acima.
[21] D'varim/Deuteronômio 2:23 –  Aviym. Alguns dizem que eles eram uma tribo Kana'aniy e daí os identificam com os Chiviy. São vistos como relacionados com os Refaim, que por seu lado podem ter sido descendentes dos nefilim. Outros, no entanto, mantêm que os aviym eram uma tribo dos filishtim, uma vez que depois se descobriu que os aviym eram uma das divisões dos filishtim, como vemos em Yehoshua/Josué 13:“3 (Essa terra, que vai desde o riacho de Sior, na divisa do Egito, até a divisa de Ecrom, no Norte, pertencia aos Kana’aniy; os governadores dos filishtim viviam nas cidades de Gaza, Ashdod, Asquelom, Gat e Ecrom).  Falta conquistar a terra de Aviym,”. No entanto, se os Kaftorim eram uma tribo dos filishtim eles devem ter tomado o nome de aviym de sua localidade geográfica. Realmente há uma cidade em Benyamin cujo nome é Aviym, conforme Yehoshua/Josué 18:“23 Aviym, Pará, Ofra,...”, possivelmente identificada como Ai. Também havia Avit em Edom, conforme Bereshit/Gênesis 36:“35 Morto Husham, Hadad Ben Bedad, reinou em seu lugar; ele derrotou Midian, nas terras de Moav; sua cidade chamava-se Avit”. Há ainda Avá em Melachim Beit/2ºReis 17:“24 O rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos b’nei Yisra'El; tomaram posse de Samaria e habitaram nas suas cidades”. Aviym em hebraico significa: עוים Aviym, plural de [עוי Aviy, um gentílico procedente de (עוה Ivah ou עוא Ava citado em Melachim Beit/2ºReis 17:24.  Um nome próprio de localidade. Ava ou Iva = 'ruína'. Refere-se a  uma cidade conquistada pelos Assírios). Aveus = 'pervertedores'. São os habitantes de   Ava ou Iva). עוי Aviy  é um nome próprio masculino. Aviym ou Aveus, que significa 'ruínas' . Refere-se a um povo dentre os primeiros habitantes da Filishtim localizados no extremo sudoeste do costa marítima. Também pode ser usado como um nome próprio de localidade podendo referir-se a uma cidade em Benyamin.
[22] D'varim/Deuteronômio 2:23 – Chatserim. 'Asedot' na Septuaginta. Localidade também identificada como Daliach ou Raliach, o a moderna Rafah, cerca de vinte e seis quilômetros a sudoeste de Gaza, na costa do Mediterrâneo. Esta era a cidade extrema da fronteira sul da Terra Santa. No entanto, havia também Raliach ao sul do Mar Morto. Outras fontes, contudo, traduzem Chatserim como 'pátios' ou 'aldeias abertas'.
[23] D'varim/Deuteronômio 2:23 – Gaza. Em hebraico é 'Azza'. Este foi originalmente território Kana’aniy como diz Bereshit/Gênesis 10:“19 e o território dos Kana’aniy era desde Tsidon, na direção de G’rar, até Gaza; e na direção de S’dom, Amorah, Ad’mah e Ts’voyim, até Lesha”. Nos dias de Avraham, Gever, que estava entre Rafah/Chatserim e Gaza, era uma capital filishtiy.
[24] D'varim/Deuteronômio 2:23 – Kaftorim. Este era um povo filisteu, como indica Bereshit/Gênesis 10:“14 os patrusim, os casluhim, de onde saíram os filishtim e os kaftorim”. Alguns deles podem ter tomado o nome aviym dos moradores anteriores de sua área, conforme indica Yehoshua/Josué 13:“3 (Essa terra, que vai desde o riacho de Sior, na divisa do Egito, até a divisa de Ecrom, no norte, pertencia aos Kana’aniy; os governadores dos filishtiy viviam nas cidades de Gaza, Asdode, Asquelom, Gat e Ecrom). Falta conquistar a terra de Aviym,”. Alguns identificam os kaftorim como os capcodianos. Há quem os identifique com 'demiatim', o grupo que vivia em 'Demat', no delta oriental do Nilo, perto de 'El Arich' e oeste do moderno Port Said. Ainda há outras fontes que indicam que seu lugar de origem foi Chipre ou Creta.
[25] D'varim/Deuteronômio 2:24 – Riacho Arnon. Ou 'Baalei Tossafot'. O Riacho Arnon tem um enorme corte que atravessa o planalto de Moav, com cerca de quinhentos e dez metros de profundidade e três quilômetros de largura. Alguns dizem que Arnon aqui é uma cidade, possivelmente identificada como Almon Divlataima. Alguns dizem que Arnon é o mesmo que Nachaliel que alguns comentaristas consideram um nome próprio, a exemplo do que faz a Septuaginta. Realmente alguns dizem que é Arnon. Outras fontes identificam o lugar como Divon Gad ou Almon Divlataima. De acordo com outros ele é  a área das correntes e leito do rio na margem leste do Yarden. Outros consideram Nachaliel como um nome comum significando 'fluxo poderoso'. Outros há que traduzem Nachaliel como 'herança do Eterno'. Geograficamente, Nachaliel parece ser uma grande corrente a dezessete quilômetros ao norte de Arnon. Isto indica que os Israelitas estavam prosseguindo ao longo da praia oriental do Mar Morto. O Arnon é fronteira moaviy, separando Moav dos emoriy.
[26] D'varim/Deuteronômio 2:24 – Sichon. Verificar perek/capítulo 1, passuk/versículo 4. De acordo com a antiga tradição Sichon e Og eram irmãos e tinham oitocentos anos de idade na ocasião descrita em Bamidbar/Números 21:“21 Yisra'El enviou emissários a Sichon, rei dos emoriy, com a seguinte mensagem: 22 Deixa-nos passar através de tua terra...”. Ambos eram gigantes, mas Og era maior”.
[27] D'varim/Deuteronômio 2:25 – Tremerá. Em hebraico é "ragaz" רגז, uma raiz que pode significar: ‘Tremer, estremecer, enfurecer-se, tiritar, estar agitado, estar perturbado, estar inquieto, fazer estremecer, inquietar, enraivecer, incomodar, agitar-se’.
[28] D'varim/Deuteronômio 2:25 – Ficará ansioso. Como em Shemot/Êxodo 15:14 "Ao ouvir isso, estremeceram os povos. Um pavor imenso apoderou-se dos filisteus; 15 os chefes de Edom ficaram aterrados; a angústia tomou conta dos valentes de Moav; tremeram de medo todos os habitantes de Kena'an. 16 Caíram sobre eles o terror e a angústia, o poder do Teu braço os petrificou, até que tivesse passado o Teu povo, YHWH, até que tivesse passado o povo que adquiristes para Ti”. Em hebraico é 'chul'.
[29] D'varim/Deuteronômio 2:26 – Deserto de Kedemot. Kedemot foi uma cidade oriental dada a Reu'ven, como esclarece Yehoshua/Josué 13:“15. Moisés tinha dado uma parte da terra às famílias da tribo de Reu'ven, para ser propriedade delas. 16. Essas terras iam desde Aroer, na beira do vale do Arnom e desde a cidade que ficava no meio do vale, até Medeba e todo o planalto ao seu redor. 17. Incluíam Cheshbon e todas as cidades do planalto, isto é, Divon, Bamot-Baal, Bete-Baal-Meom, 18 Jasa, Kedemot, Mefaate,”. Kedemot foi designada uma cidade leviy, como indica Yehoshua/Josué 21:“36 Da tribo de Reu'ven eles receberam quatro cidades: Bezer, Yasa, 37Kedemot e Mefaate, com os seus pastos”.
[30] D'varim/Deuteronômio 2:29 – Assim como nós passamos pelo...Isto é, sem lutar e eles nos vendendo alimento. Literalmente, 'como eles fizeram'. No entanto, é sabido que Essav realmente não permitiu aos Yisre’eliym passarem através de sua terra, conforme Bamidbar/Números 21:“21 Yisra'El enviou emissários a Sichon, rei dos emoriy, com a seguinte mensagem: 22 Deixa-nos passar através de tua terra. Nós não nos desviaremos para os campos e vinhedos e não beberemos de qualquer poço de  água. Nós seguiremos Estrada do Rei até passarmos através de teus territórios”.
[31] D'varim/Deuteronômio 2:33 – Aniquilamos. Em hebraico é 'charam'. Ou 'declaramos tabu'. Tabu também é 'cherem' em hebraico. Temos em Vaiykrá/Levítico 27: “21. Quando então o campo é liberado pelo Yovel, ele se torna consagrado ao Eterno, como um campo que foi declarado cherem e ele se torna propriedade hereditária do Kohen”. Tal propriedade tabu é a propriedade dos kohanim, por força de Bamidbar/Números 18:“14 Toda a coisa consagrada em Yisra'El será tua” enquanto ela não é dedicada ao Templo especificamente. Do kohen. É dada ao kohen que estiver servindo no ano novo do Yovel.   
[32] D'varim/Deuteronômio 2:36 – Aro'er. Uma importante cidade em Ar, o território moaviy, conforme perek/capítulo 2, passuk/versículo 9, acima. Ela é justamente ao norte de Arnon, cerca de vinte e três quilômetros a leste do Mar Morto. Em hebraico temos: ערוער  Aro'er ou ערער  Aro'er ou ערעור  Ar'or.   Aroer significa 'ruínas'.  Uma cidade à margem norte do rio Arnom, o extremo sul do território de Sichon, rei dos emoriy e mais tarde de Reu'ven; a moderna 'Arair' ou uma cidade em Amon próxima ao Yabok  pertencente a Gad ou  uma vila no sul de Yehudah.
[33] D'varim/Deuteronômio 2:36 – Gilad. Em hebraico é: "Gil'ad" ou "giladiy" significando 'região rochosa'.  Uma região montanhosa limitada a oeste pelo Yarden, ao norte por Bashan, ao leste pelo planalto árabe e ao sul por Moav e Amom; algumas vezes chamado de ’monte Gil'ad’ ou ’terra de Gilad’ ou somente ’Gilad’. Dividida em Gilad do norte e do sul. É citada em Bereshit/Gênesis 31:“21 Fugindo pois, com tudo o que era seu, atravessou o rio e dirigiu-se para a montanha  de Gil’ad.” e em Bamidbar/Números 32:“1 Os descendentes de Reu'ven e Gad tinham um  número extremamente grande de animais e eles viram que a área de Ya'azer e Gil'ad eram boas para gado”.
[34] D'varim/Deuteronômio 2:36 – Defender. Em hebraico é
שגב sagav, uma raiz que pode significar: ‘Estar elevado, estar inacessivelmente alto, estar muito alto para captura, ser alto referindo-se à prosperidade, ser alto, ser colocado no alto, estar posto seguramente no alto,
ser exaltado referindo-se ao Eterno, pôr em lugar alto, pôr seguramente em lugar alto, exaltar, exaltar em hostilidade efetiva, agir exaltadamente
Quando mal traduzida lê-se “sagab (שגב), pois a letra 'ב' deve ser escrita com a nikudot dagueish levando a sua pronúncia a 'v' e não 'b'. O sentido correto aqui é o de indicar que as cidades atacadas pelos Yisre’eliym não puderam defender-se.
[35] D'varim/Deuteronômio 2:37 – Yabok. Diz Bereshit/Gênesis 32:“22 Naquela mesma noite ele se levantou com suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e cruzou a passagem do rio Yavok”. Em hebraico encontramos יבק Yaboq.  Em português é grafado como Jaboque significando: “desembocador”. Um ribeiro que cruza a cadeia de montanhas de Gilad e deságua no lado leste do Yarden, aproximadamente a meio caminho entre o mar de Galil e o mar Morto. O Yabok corre paralelo ao Arnon, cerca de oitenta quilômetros ao norte dele.

HAFTARAH
Yeshaiyahu/Isaías 20:
1 No ano em que, enviado por Sargon[36], o rei da Assíria, Tartan[37] veio a Ashdod e contra ela lutou e a conquistou, 2 o Eterno falou a Yeshayahu ben Amots, dizendo: “Anda, despe a vestimenta de teu corpo e tira as sandálias de teus pés”. E ele assim fez, passando a caminhar desnudo e descalço. 3 E o Eterno disse: “Assim como, por três anos, andou Meu servo Yeshayahu desnudo e descalço, para servir de exemplo ao Egito e à Etiópia, 4 assim conduzirá o rei da Assíria aos cativos do Egito e aos deportados da Etiópia – jovens e velhos, desnudos e descalços, com seus lombos expostos – para vergonha do Egito. 5 E desfalecidos e envergonhados ficarão os que confiavam na Etiópia e se glorificavam no Egito. 6 E, antes disto, dirá o morador das plagas costeiras: ‘Se assim foram derrotados aqueles de quem esperávamos auxílio para nos resgatar do rei da Assíria, como poderemos ter esperança de escapar’?      

Yeshaiyahu/Isaías 31:
1 Ai daqueles que descem ao Egito buscando sua ajuda e confiando em seus cavalos; depositam sua confiança em suas carruagens porque são numerosas; em seus cavaleiros porque são poderosos e não se voltam para o Santíssimo de Yisra’El; não buscam o Eterno. 2 Sua sabedoria, porém, Ele lhes trouxe calamidades e não cancelou Sua Palavra; há de erguer-Se contra a casa dos malévolos e contra os que dão ajuda à consumação do pecado. 3 O Egito é um ser humano e não um elohim e seus cavalos são de carne e osso, não de força espiritual. O Eterno estenderá Sua mão e tropeçará o que ajuda e cairá o que pretende ser ajudado; juntos perecerão. 4 Pois assim me falou o Eterno: “Como o leão e seu filhote rugem sobre sua presa e mesmo que uma multidão de pastores se reuna contra eles, não se assustam com seu vozerio nem recuam ante o barulho que fazem, virá YHWH Tseva’ot batalhar sobre o monte Tsiyon e seus contrafortes. 5 Como pássaros que chegam voando sem que se saiba de onde, assim YHWH Tseva’ot virá proteger Yerushalayim, não somente protegendo, mas trazendo Sua salvação e resgatando-a. 6 Voltai para aqu’Ele contra Quem vos revoltastes, ó b’nei Yisra’El! 7 Porque naquele dia cada um desprezará seus falsos elohim de prata e ouro, em pecado moldados por suas próprias mãos. 8 E cairá a Assíria, não pela espada de um homem, mas por aquela que não é de um ser de carne e osso e por ela será destruído. Da espada fugirá e escravos se tornarão seus jovens. 9 Sua rocha será despedaçada pelo terror e seus príncipes desfalecerão como por milagre, afirma o Eterno, cuja chama vem de Tsyion e cuja fornalha está em Yerushalayim.

Yeshaiyahu/Isaías 37:
1 Quando Chizkiyahu ouviu, ele rasgou suas vestes, cobriu-se com sacos e dirigiu-se à Casa do Eterno. 2 E enviou Eliyakim, que era o responsável pelo palácio, Shevnah, o escrivão, os anciãos dos cohanim/sacerdotes, também cobertos com saco, a Yeshayahu ben Amots, o profeta. 3 E assim lhe falaram: ‘Assim disse Chizkiyahu: Este é um dia de tribulação, repreensão e ultraje, pois chegaram as crianças até o ponto de nascer, mas as parturientes estão sem forças. 4 Talvez, tendo ouvido o Eterno, vosso Elohim, as palavras de Ravshake, que foi enviado pelo seu senhor, o rei da Assíria, para desafiar o Elohim vivo, Ele decida castiga-los pelas palavras que o Eterno ouviu. Por isto te pedimos que erga tuas preces em prol dos remanescentes que ainda temos’. 5 Vieram, pois, os servos de Chizkiyahu a Yeshayahu 6 e Yeshayahu lhes disse: ‘Eis o que deveis dizer a vosso senhor: Assim disse o Eterno: Não temas pelas palavras que ouviste, pois os servos do rei da Assíria blasfemaram contra Mim. 7 Eis que porei sobre ele um espírito que o fará ouvir um rumor que o fará voltar à sua própria terra; e farei com que lá, em sua própria terra, ele tombe pela espada’. 8 Retornou então Ravshake e foi encontrar o rei da Assíria guerreando contra Livnah, pois soubera que ele partira de Lachish.  9 E ouviu Tirhakah, o rei da Etiópia: ‘Ele partiu para lutar contra ti’. 10 Ao ouvi-lo, enviou mensageiros a Chizkiyahu, dizendo: ‘Assim falai a Chizkiyahu, o rei de Yehudah: Não permitas que o Eterno em Quem confias te engane dizendo que Yerushalayim não será entregue nas mãos do rei da Assíria. 11 Ouviste o que fizeram os reis da Assíria com todas as nações, conquistando-as e destruindo-as totalmente e pensas que serás poupado? 12 Os deuses das nações as salvaram da destruição trazida pelos meus ancestrais a Gozan, Haran, Retsef e aos filhos de Eden que estavam em Telassar? 13 Onde está o rei de Chamat e o rei de Arpad e os reis das cidades de Sefarvaim, Hena e Ivah’? 14 E Chizkiyahu recebeu da mão dos mensageiros a carta que lhe fora enviada e a leu; dirigiu-se à Casa do Eterno, abrindo-a perante o Eterno. 15 E Chizkiyahu rezou perante o Eterno, dizendo: 16 ‘Ó YHWH Tseva’ot, Elohim de Yisra’El que Te assentas sobre K’ruvim! Somente Tu és o Elohim de todos os reinos da terra, pois fizeste os céus e a terra! 17 Inclina agora Teu ouvido e escuta, ó Eterno! Abre Teus olhos e vê, ó Eterno e atenta às palavras que Sancheriv mandou para desafiar o Elohim vivo. 18 É verdade, ó Eterno, que os reis da Assíria devastaram todas as nações da terra que os rodeavam 19 e jogaram no fogo seus elohim; mas estes não eram elohim, em verdade, mas, sim, o produto do trabalho de mãos humana, madeira e pedra e, por isto, foram destruídos. 20 Agora, porém, ó Eterno, nosso Elohim, salva-nos de suas mãos, para que saibam todos os reinos da terra que Tu e somente Tu, és verdadeiramente o Eterno’. 21 Então Yeshaiyahu bem Amots mandou a Chizkiyahu esta resposta: ‘Assim disse o Eterno, Elohim de Yisra’El: Como oraste a Mim contra Sancheriv, o rei da Assíria, 22 eis a Palavra que falou o Eterno, concernente a Sancheriv. A virgem filha de Tsiyon te desprezou e escarneceu de ti. A filha de Yerushalayim meneou sua cabeça rindo de ti. 23 A Quem insultaste, contra Quem blasfemaste e contra Quem levantaste tua voz? Sim, para o alto ergueste teu olhar, contra o Santíssimo de Yisra’El! 24 Por meio de teus servos provocaste o Eterno e disseste: Com a imensa quantidade de meus carros de combate alcancei o cume das montanhas e os lugares mais remotos e os lugares mais remotos do Líbano. E aí cortei os altos cedros e os mais belos ciprestes e galguei alturas inacessíveis, as matas de seus campos frutíferos. 25 Cavei e bebi água e com a sola de meus pés sequei todos os rios dos lugares fortes. 26 Acaso não ouviste sobre tudo que fiz há muito tempo, no passado? Eu assim dispus e agora o cumpro. De fato, assim está feito. Cidades fortificadas foram reduzidas a montões de ruínas. 27 E seus habitantes foram impotentes, ficando acovardados e confusos. Pareciam com erva do campo, como a erva ainda verde, como a erva ainda verde, como a grama dos terraços, como um campo de trigo antes de seu amadurecimento. 28 Eu sei quando sentas, quando sais e quando voltas e sei de teu irar-te contra Mim. 29 E porque teu rugido chegou a Meus ouvidos, colocarei Meu anzol em tuas narinas e Minha brida em tua boca e te farei voltar pelo caminho por que vieste. 30 E este será para ti o sinal. Comerás este ano o que cresce por si mesmo e no segundo ano o que daí brotar e no terceiro ano plantarás e colherás; sim, plantarás vinhedos e comerás de seu fruto. 31 E o remanescente da Casa de Yehudah voltará a criar raízes para baixo e produzir frutos para o alto. 32 Porque de Yerushalayim sairá um grupo remanescente e do monte Tsyion aqueles que sobreviveram; isto será feito pelo zelo de YHWH Tseva’ot. 33 Por isto, assim disse o Eterno em relação ao rei da Assíria: “Ele não chegará a esta cidade, nem contra ela disparará uma flecha, nem se apresentará com seu escudo, nem contra ela construirá uma rampa. 34 Pelo caminho que veio há de retornar e não entrará nesta cidade” – diz o Eterno. 35 porque Eu defenderei esta cidade para salvá-la por Minha própria honra e pela honra de Meu servo David. 36 E o anjo do Eterno veio e feriu cento e oitenta e cinco mil homens no acampamento dos assírios e ao despertarem pela manhã, não passavam de cadáveres. 37 Então Sancheriv, o rei da Assíria, levantou acampamento e retornou para Nínive. 38 E quando ele orava na casa de Nisroch, seu elohim, Adramelech e Sharetser, seus filhos, o mataram à espada e fugiram para a terra de Ararat. E Essar Chadon, seu filho, reinou em seu lugar. 

[36] Yeshaiyahu/Isaías 20:1 – Sargon. Em hebraico encontramos: סרגון Sargon, de derivação estrangeira. É um nome próprio masculino que significa 'príncipe do sol'. Refere-se ao rei da Assíria (אשור Ashur ou na forma contraída אשׂר Ashur, aparentemente procedente de [(אשר ashar ou אשׂר asher, uma raiz; DITAT - 183; v que pode significar: ‘Ir direto, andar, ir em frente, avançar, progredir, seguir diretamente, ir direto para, conduzir no causativo, endireitar, corrigir, declarar feliz, chamar bem-aventurado, ser dirigido, ser guiado, ser feito feliz, ser bem-aventurado, no sentido de bem sucedido)]. Assur ou Assíria significa 'um passo’. É um nome próprio masculino usado para se referir ao segundo filho de Shem, suposto ancestral dos assírios ou o povo da Assíria. É um nome próprio de localidade nesse caso usado para se referir à nação Assíria ou à terra da Assíria ou Assur.), filho de Salmaneser/Salmaneser e pai de Sancheriv/Senaqueribe; governou de 721 - 702 antes da Era Comum; conquistador de Shomron/Samaria.
[37] Yeshaiyahu/Isaías 20:1 – Tartan. Em hebraico temos: תרתן Tartan, de origem estrangeira. É um nome masculino que significa ‘marechal de campo, general ou comandante; ou é um título usado no exército assírio.

SHIRIM U'CHOCHMAH
Kohelet/Eclesiastes 10:
12 Graciosas a todos são as palavras do sábio, porém ao tolo, os próprios lábios destroem. 13 Começam suas palavras com tolices e findam em maligna loucura. 14 Por muito que fale o tolo, desconhece, como todos os homens, o que virá a acontecer e quem lhe poderia dizer o que virá depois dele? 15 A labuta dos tolos os exaure como o caminhar de quem não sabe chegar até a cidade. 16 Ai de ti, ó terra cujo rei age como se fora adolescente e cujos príncipes se banqueteiam logo pela manhã! 17 Ditosa és, ó terra cujo rei é digno e cujos ministros se alimentam no tempo apropriado, em  vigor e não embriaguez! 18 Pela falta de cuidado cede o teto e pela indolência afunda a casa. 19 Para festas fazem pão e vinho para alegrar a vida, mas para tudo é necessário dinheiro. 20 Mesmo em pensamento, não amaldiçoes o rei e mesmo no íntimo de tua casa, não amaldiçoes os poderosos, pois uma ave dos céus pode transportar tua voz e uma criatura alada pode revelar tudo. 

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 124:
1 Um cântico de ascensão David. Se não tivéssemos por nós o Eterno – seja isto proclamado por Yisra’El, 2 se não tivéssemos por nós o Eterno quando malévolos contra nós se levantaram, 3 teríamos sido devorados vivos ao se acender contra nós. 4 seu furor; ondas violentas nos teriam afogado. 5 Torrentes impetuosas teriam submergido nossa alma. 6 Bendito seja o Eterno, que não permitiu sermos nós uma presa para suas garras e dentes. 7 Como uma pássaro que escapa do laço com que o tentam prender caçadores, escapou nossa alma. Rompeu-se o laço e fomos  libertados.   8 Nosso socorro foi e é o Nome do Eterno, o Criador dos céus e da terra.
por Yossef BenYisra'El
Bom estudo e Shabat Shalom!