sábado, 22 de junho de 2013

CICLO TRIENAL LEYELADIM - SEDRAH 115 (O ZELO DE PINCHAS E O RECENSEAMENTO DO POVO)

Shalom, Yeladim

Na Sedrah da semana passada, pudemos aprender o que ocorre quando alguém tenta amaldiçoar o povo do Eterno. Bil’am, por três vezes e sob os olhares de Balak, rei de Moav e seus conselheiros, abençoou a Am Yisra’El, ao invés de amaldiçoa-lo. A Torah nos garante esta proteção, desde que andemos segundo a Vontade de HaShem...

Vamos ao nosso estudo desta semana?

O ZELO DE PINCHÁS E O RECENSEAMENTO DO POVO
Bamidbar/Números 25:1-26:56  
Esse perek/capítulo de Bamidbar  começa nos relatando que, após Israel ter se instalado em Shitim, o povo começou a se misturar com as mulheres de Mo’av (povo inimigo dos israelitas) e assim sacrificaram aos deuses daquele povo. 

O Eterno ficou muito irado e ordenou a Mosheh que punisse os chefes do povo com enforcamento.

Mosheh ordena ao povo que assim o fizessem. Eis que aparece então um príncipe de Israel, Zim’ri Ben Salu, da casa de Shim’on em companhia de uma princesa midianita, de nome Kaz’bi bem em frente à Tenda da Reunião, sob os olhos de Mosheh, onde choravam os israelitas pelo que estava acontecendo a todos aqueles que haviam desobedecido às ordens do Eterno.

Levanta-se então Pinch’as Ben Elezar Ben Aharon e persegue a Zim’ri e Kaz’bi e então os fere com uma lança. Imediatamente a praga que feria ao povo cessou. Vinte e quatro mil pessoas caíram pela praga.

O Eterno alegrou-se muito com Pin’chas, “O Eterno falou a Mosheh e disse: ‘Pin’chas, filho de Eleazar, filho de Aharon, o sacerdote, fez cessar a minha ira contra os filhos de Israel, porque, entre eles, foi possuído do mesmo zelo que eu, por isso, no meu zelo não destruí os filhos de Israel. Por essa razão eu afirmo: Dou-lhe a minha aliança de paz. Será para ele e para sua descendência depois dele uma aliança que lhe garantirá o sacerdócio perpétuo. Em recompensa do seu zelo pelo seu Elohim, poderá realizar o rito de expiações pelos filhos de Israel.’” (Bamidbar/Números 25:10-13).

Para que pudessem repartir a Terra Prometida, quando nesta estivessem, o Eterno ordena a Mosheh que fizesse um censo do povo, “Depois dessa praga, O Eterno falou a Mosheh e a Eleazar, filho de Aharon, o cohen. Disse: ‘Fazei o recenseamento de toda a comunidade dos filhos de Israel, segundo suas casas patriarcais: todos aqueles que têm de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar em Israel.’ Portanto, Mosheh e Eleazar, o sacerdote, os recensearam, nas estepes de Mo'av, junto do Yarden, em direção a Yerichoh. (Conforme O Eterno ordenou a Mosheh e aos filhos de Israel, quando saíram da terra de Mitzrayim) Homens de vinte anos para cima” (Bamidbar/Números 25:10-13). Após contarem todos os homens com idade acima de 20 anos para cima, chegaram ao número de 601.730 recenseados, aptos para o serviço militar. Sabendo-se quantos homens havia em cada tribo patriarcal, era possível dividirem a terra de forma que grandes tribos possuíssem uma porção maior de terra, a fim de serem justos na distribuição dos bens.

Quantas liçoes temos a aprender nesta Sedrah e quantos alertas!  Principalmente, por estarmos na dispersão (Galut) - espalhados entre os povos - temos de ter um cuidado ainda maior!

Nesta passagem, qual foi o maior problema dos israelitas? Foi justamente o fato de ter se desviado das ordens de HaShem e ido adorar a outros deuses, misturando-se com as mulheres de Mo’av.

Mas poderíamos dizer, “hoje não fazemos isto!”. Até podemos compreender que sim, mas será que realmente isto não acontece? Não é possível estarmos 100% de nosso tempo com pessoas que conhecem o Eterno e Sua Torah. Quando estamos com aqueles que não seguem a Torah, precisamos tomar muito cuidado com o tipo de assunto e com as conversas que temos, para que não façamos ou digamos algo que desagrade ao Eterno. Afinal, a Torah “ainda” não está no coração dessas pessoas e quanto maior o número de pessoas, maior cuidado é necessário!

Outro ponto importante que podemos aprender é sobre como agirmos. Também não é fácil, Yeladim! Muitas vezes, até não concordamos com algo, mas, acabamos ficando quietos. Vemos algo acontecendo que desagrada ao Eterno e não fazemos nada.

Será que é isto que o Eterno espera de nós?

Falamos sobre isto na semana passada!

Estamos em uma festa e nela está sendo servida comida “não kasher”, por exemplo, hot dog com salsicha de porco, sanduíche de presunto, etc.  Então, vem um amigo e nos oferece e, educadamente, recusamos. A seguir, vem outro amigo e nos oferece novamente, mesmo sabendo que não comemos aquela comida. Novamente, educadamente, recusamos. Porém, em nenhuma das vezes, sequer explicamos o motivo de nossa recusa. 

Não seria muito melhor, já na primeira vez que nos oferecessem o hot dog e recusarmos explicarmos o motivo que nos leva a não comermos aquela comida?! Assim, com esta atitude, mostraríamos aos nossos amigos, que somos israelitas, que seguimos a Torah e, portanto, não comemos determinadas comidas.

Se dissermos isso de forma educada, certamente, entenderão e quem sabe, até desejarão ter mais informações a respeito. Uma palavra bem colocada, com respeito e no momento apropriado pode sim mudar o pensamento de muitas pessoas.

Sejamos firmes, Yeladim, e que o Eterno possa estar sempre em primeiro lugar em nossas vidas! 
por Yossef Michael

Bom estudo e Shabat Shalom

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