segunda-feira, 6 de maio de 2013

SEDRAH 108 - RESUMO SEMANAL (HA'ISHAH / MULHERES)

"Levantemo-nos!", exclamaram, "e ponhamos mãos à obra!"
Nehemyah (Neemias 2:18)

RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH
Haftarah - Nehemyah (Neemias) 2 e 3
A RECONSTRUÇÃO DE YERUSHALAYIM
Nehemyah (Neemias) era filho de Hacalyah (Hacalias) e tinha um irmão por nome Hanani e era um dos judeus que foram levados cativos para o reino da Media e Pérsia, após a conquista da Babilônia.
Nehemyah é um nome hebraico que significa “O Eterno Consola”.
Após receber uma mensagem de que a casa de seus pais estava em ruínas, que as muralhas de Yerushalayim estavam destruídas e os portões queimados, Nehemyah ficou com o seu coração despedaçado e, orando, pediu perdão pelos pecados do povo que, por desobedecer às Instruções do Eterno havia sido levado cativo e implorou a Elohim que mandasse alguém para reconstruir Sua Cidade.
Nehemyah tinha uma vida confortável como copeiro do rei persa, Artaxerxes - um rei longânimo - que, ao ver a tristeza de seu servo indagou-lhe sobre a razão. Quando Nehemyah contou que o motivo de sua tristeza era saber que Yerushalayim estava desolada e suas portas consumidas a fogo, o rei lhe deu permissão para ir à Yerushalayim reconstruir suas muralhas e reparar as suas portas.
Analisando esses capítulos do livro de Nehemyah nos perguntamos: que motivações e os empecilhos haveriam para que ele realizasse seu propósito?
Nehemyah tinha amor e temor ao Eterno e, de certa forma, arriscou sua vida ao expor suas expectativas e desejos diante do rei. Todavia, sua confiança em Hashem fez com que O próprio Eterno lhe confiasse essa missão. Com seu coração voltado para HaShem, não só obedeceu como logo motivou a outros, também, mesmo tendo de lidar com a oposição daqueles que se levantaram contra seus propósitos.
Ao fazermos um paralelo entre esse texto e a nossa Teshuvah (retorno), podemos ver que em nossa própria vida há muitos empecilhos para obedecermos ao Eterno e, a despeito dos “opositores externos”, muitas vezes, nós somos nossos maiores adversários.
Somos peregrinos aqui nesta terra e precisamos nos mover intensamente na Teshuvah. Primeiramente, na edificação de nossas vidas para que Yerushalayim seja realmente reconstruída. Para tanto, devemos nos empenhar ao máximo em cumprir a Torah, motivando outros a fazerem o mesmo. Isso é um processo; um tijolo que vai sendo colocado a cada Mitzvah (Mandamento) cumprida, tanto no que se refere ao nosso relacionamento com o próximo, quanto com o nosso Criador. Sem o direcionamento do Eterno não temos condições de reerguer nossos próprios muros, seria uma construção na areia, frágil, sem alicerce e facilmente destruída.
Na obra a ser executada por Nehemyah, Sanvalat (Sambalate) e Toviah (Tobias) se colocaram como opositores, tentando desmotivar o povo e impedir a obra. Em nossas vidas, também, existem aqueles que se levantam para nos desmotivar a obedecermos ao Eterno e pararmos a caminhada e, somente, a nós cabe a escolha.
A má índole e a maldade no coração de Sanvalat e Toviah, ao invés de desmotivar Nehemyah, deram-lhe mais forças para obedecer ao Eterno. Isso deve ser inspiração para nós. Temos de buscar essa emunah (confiança) diante dos problemas e dos desafios, tendo o coração voltado somente para HaShem, isolando o problema e tendo forças para buscar alternativas, na certeza de vencer cada obstáculo.
A divisão de tarefas para a reconstrução da cidade foi feita por família, sendo cada membro responsável por uma parte da cidade. Assim, devemos ter zelo e organização para realizarmos não só as Mitzvot pessoais, como as coletivas – afinal, somos povo e, como tal, devemos estar unidos e em obediência, cada um realizando a tarefa que lhe foi conferida.
Ao longo da história temos vimos o povo de Israel sendo perseguido, escravizado, disperso, cativo, quase destruído por inúmeras vezes e hoje, apesar de todas as instruções e correções, ainda continua espalhado; distante do plano que o Eterno projeto para ele.
Esse texto nos transmite algumas estratégias que podemos colocar em prática, ainda hoje:
  • IDENTIDADE: Nehemyah, primeiramente, enxergou sua identidade como povo. Como líder pediu orientação a Hashem, orando e jejuando, fazendo expiação pelo povo. <Não importa nossa função na teshuvah, temos uma identidade como povo e precisamos agir como tal.> 
  • ALTRUÍSMO: Usando de sabedoria, Nehemyah pediu permissão ao rei para se afastar de suas funções, para exercer sua missão, deixando sua individualidade e seus afazeres pessoais, preocupando-se com o todo. <Na teshuvah, precisamos deixar nosso ego de lado e ser solidários. Não existe um “eu, mas, um nós” em se tratando de povo>.
  • REFLEXÃO: Nehemyah fez um levantamento de tudo que precisava ser feito, antes de iniciar a reforma. Começou a agir sozinho, depois motivando a outros. <A Teshuvah começa, primeiramente, de forma pessoal, mas, é o nosso comprometimento com a Torah que faz a diferença e que agrega outros>.
  • UNIÃO: Nehemyah motivou os demais para que juntamente com as suas famílias pudessem realizar o planejamento. <Devemos nos unir, motivando uns aos outros para que possamos, como povo, ser restaurados, pois, se pensarmos apenas em nossa individualidade, isto não acontecerá jamais.>
Cabe a nós lutarmos para aprender, genuinamente, essas lições e não repetir os erros de nossos antepassados. 

Que o Eterno nos abençoe nesse propósito e não nos permita, em momento algum, retroceder diante das dificuldades!

por Néia, Yafah, Zuriah, e Reyna

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