segunda-feira, 15 de abril de 2013

SEDRAH 105 - RESUMO SEMANAL (HA'ISHAH / MULHERES)

“Escondi a tua Torah no meu coração, para eu não pecar contra ti”. 
Tehilim (Salmos) 119 :11

RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH

Bamidbar (Números) 12:1-16

No último Shabat estudamos o texto de Badmidbar (Números) 12, que relata o episódio de Miriyam e Aharon criticando Mosheh por ter se casado com uma mulher cushita (etíope). Não vemos problemas na união matrimonial de um israelita com alguém de outra nacionalidade, entretanto, é necessário que se faça teshuvá, para que ambos caminhem juntos no amor ao Eterno, na obediência às Suas Mitzvot (Instruções) e na educação dos filhos.

Naquele momento Miriyam e Aharon se acharam iguais ou mesmo superiores a Mosheh e buscavam um pretexto pra falar contra ele. A mulher cushita de Mosheh foi esse pretexto e o lashon hará (maledicência) o instrumento pelo qual Miriyam manifestou (supostamente) seu ciúmes pela mulher que poderia tomar seu lugar como destaque entre as outras mulheres, como auxiliadora e única líder feminina; bem como, o ciúme do próprio Mosheh e do seu relacionamento com Hashem, sendo ele o único que tinha o privilégio de vê-Lo face a face, devido exatamente à humildade que possuía, em relação a tudo que sua função como líder lhe permitia. Percebemos que Hashem o conhecia e que confiava nele, e dessa forma também lhe confiou o Seu povo.

Tendo Mosheh como brilhante exemplo, precisamos aperfeiçoar nosso relacionamento com o Criador, buscando nunca decepcioná-Lo. Sabemos que estamos “anos luz” do nível de relação que Mosheh possuía, mas, podemos melhorar a cada dia e, consequente, melhorarmos como pessoas e como Israel neste mundo.

Imediatamente após esse episódio, Hashem chama Mosheh, Aharon e Miryam à Tenda e descreve exatamente como e a quem ele se manifestaria, ou seja, é Ele quem determina todas as coisas à Sua maneira. Dessa forma Mosheh foi defendido pelo próprio Eterno. Existem muitas situações em nossas vidas que não temos consciência da sua dimensão e são nesses momentos que o próprio Eterno trabalha pela nossa causa.

A conseqüência para o pecado de Miriyam foi a tsara’at (“lepra”), pois, possivelmente, tenha sido foi quem iniciou a conversa sobre Mosheh.  Percebemos que o instrumento utilizado foi justamente sua língua e, a pior consequência, foi ficar sem poder falar por sete dias, isolada de todos. Se foi por causa do preconceito quanto às características físicas da etíope, o resultado foi ser atingida fisicamente, também.  

Para Aharon a punição foi ver a pele de sua irmã com tsara'at (esbranquiçada); a simples visão já se constituía num grande castigo para ele, principalmente, porque não poderia fazer nada para auxilia-la naquele momento, sentindo-se totalmente aflito e responsável pela situação. Só restou a ele suplicar pela ajuda de Mosheh, para que clamasse a Hashem.

Todo lashon (murmuração ou reclamação) começa quando sentimos nosso "eu" ferido, num pensamento totalmente egoísta. Achamos-nos menosprezados, coitados, desvalorizados ou, ainda, quando nos colocamos na posição inversa - a de melhores seres humanos que possam existir - indo de uma total baixa auto-estima a uma auto-estima super valorizada.

Este tipo de transgressão nasce primeiro dentro do nosso coração, na satisfação do nosso “ego”, na procura de justificativas para validar nossa culpa, buscando apontar os erros dos outros para diminuir os nossos.

De acordo com Michah (Miquéias) 6:4, O Eterno levantou Mosheh, Aharon e Miriyam para tirar o povo do Egito, porém, cada um teria sua função no decorrer da saída e da caminhada no deserto.

Podemos ver é que, ao longo do tempo, HaShem tem sempre levantado líderes para conduzir seu povo à Torah! O mesmo acontece conosco, hoje. Para que pudéssemos fazer “teshuvah”, antes, HaShem levantou alguns para nos instruir em Seus Preceitos, bem como, outros para exercerem diversas funções, de modo a auxiliar na coordenação e na união do povo.

Dentro do conceito de Reino, porém, jamais devemos entender que um possa ser mais ou menos importante do que outra e, sequer, julgar, pois, somente HaShem sabe o porque de cada um estar, aonde está.
por: Reyna, Rivkah v'Divorach

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