segunda-feira, 22 de abril de 2013

SEDRAH 105 - RESUMO SEMANAL (HA'ISH / HOMENS)

"Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de Tua Torah."  Tehilim (Salmos) 119:18


RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH

Texto estudado no último Shabat :
Bamidbar (Números) 12:1-16


O texto começa relatando a murmuração feita por Miriyam e Aharon contra Mosheh, a qual foi ouvida pelo Eterno.
Muito embora seja citada a causa de tal murmuração, sabemos que toda transgressão à Torah começa sempre com uma justificativa.

Muito provavelmente, o real motivo para essa murmuração tenha sido ciúmes/inveja do relacionamento que Mosheh tinha com o Eterno. Ao invés de murmurar (e isso deve servir de ensinamento também para nós) devemos analisar o por quê de Mosheh ter esse relacionamento tão próximo com o Eterno.

O verso 3 (três) nos dá a resposta: Mosheh era o homem mais humilde dos homens que havia na face da terra.

Mas o que seria essa humildade? Entendemos que Mosheh, reconhecendo que o Eterno era quem tudo fazia, era sincero de coração, se colocando em total dependência dEle. Muito interessante a origem da palavra sincero (sem capa, sem máscara), ou seja, Mosheh era transparente para com HaShem; Mosheh quando errava se arrependia, enfim, Mosheh era íntegro perante o Eterno.

Esse modelo de relacionamento o deve ser nossa aspiração! 

Temos passado por um processo de transformação, pois, estamos nos afastando da influência da cultura ocidental (zoroastrismo, por exemplo), que muito nos aprisionou, impedindo-nos de nos aproximar cada vez mais de HaShem através de sua Instrução (Torah).

A partir do versículo 4 o Eterno nos dá uma amostra do quanto abomina o Lashon Harah (língua má).  Às vezes, achamos que uma conversa paralela a respeito de uma pessoa é um fato de somenos importância; de repente, Aharon e Miriyam pensavam o mesmo e, de forma displicente, conversavam sobre o comportamento de Mosheh, mas, o Eterno “ouve” essas “conversinhas” e nos mostra que devemos ficar atentos quanto ao que falamos uns com os outros.

Ao chamar Mosheh, Aharon e Miriyam ao mesmo tempo, o Eterno nos ensina como deseja que seja nosso relacionamento uns para com os outros e principalmente para com Ele: baseado principalmente na transparência.

Nos versos 7 e 8 o Eterno mostra o quanto considerava e confiava em Mosheh.  Enfim, Mosheh possuía credibilidade perante HaShem, que finaliza repreendendo Aharon e Miriyam pela ousadia  em falar contra seu servo Mosheh.

Isso nos trouxe a lembrança um trecho do novo testamento (2 Coríntios 3:11-14). Ao ler esse trecho, com o entendimento semita que temos hoje, ficamos estarrecidos com tamanha arrogância e desprezo para com a Torah, quando o escritor de Coríntios diz: “() não fazemos como Mosheh, que colocava um véu sobre a sua face para que os israelitas não percebessem o fim do que era transitório...”, tentando justificar sua pregação em detrimento da obra de Mosheh e de sua posição diante de HaShem. Mais uma vez, bendizemos ao Eterno por ter nos dado discernimento e aberto nossos olhos quanto às manipulações religiosas.
Aproveitando o ensejo, também, debatemos sobre a gravidade de se querer dar uma flexibilizada - jeitinho na Torah - com comentários que tentam desqualificá-la de alguma maneira. Isso foi nítido entre muitos que estavam conosco no início da Teshuvah e que, por não terem se aprofundado na Torah e estarem apegados aos costumes da terra, não conseguiram se desligar da sua herança cultural religiosa.

O verso 11 nos mostra que Aharon reconhece o pecado que cometeu juntamente com Miriyam e pede a Mosheh que interceda junto a HaShem para que Miriyam seja curada.

O verso 15 indica o quanto devemos ficar atentos, uma vez que o pecado de Aharon/Miriyam impediu a progressão do povo por sete dias, ou seja, “como povo” o pecado que um comete, atinge a todos e traz consequências sobre todos.

Esse episódio nos mostrou a importância da liderança, cujo papel é de grande responsabilidade. A todo momento, decisões precisam ser tomadas e, em sendo erradas, trazem reflexos negativos muito grandes. Citou-se o caso de um líder que sequer quis ler o material que explicava o motivo pelo qual abandonamos o “ídolo”; essa decisão do líder trouxe um reflexo drástico, uma vez que levou muitos a permanecerem na idolatria.

Concluindo, o temor ao Eterno deve estar enraizado em nós e toda murmuração deve ser evitada, pois a murmuração é a semente da rebelião e o Eterno nos mostrou nesse capítulo que se ira com tal procedimento/comportamento.

Lembramos que o resumo do texto acima expressa a opinião do grupo que debateu o assunto e, dessa forma, pode não representar, necessariamente, a opinião de toda a Sinagoga.
por Yossef Ben  Israel, Peretz, Yaakov Ben Yehudah v'Yesher

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