segunda-feira, 8 de abril de 2013

SEDRAH 104 - RESUMO SEMANAL (HA'ISHAH / MULHERES)

“Senhor, diantede ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto”. Tehilim (Salmos) 38:9

RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH

Bamidbar (Números) 11:1-15

Esta semana estudamos o texto acima, que fala sobre “a reclamação do povo, no deserto, quanto à falta de carne” e concluímos que  o maior pecado do povo não estava exatamente em reclamar a falta de carne, mas, sim no forte desejo que tinham de voltar ao Egito. 

Jamais Israel, o povo eleito por Hashem, deveria cogitar que o tempo vivido no Egito poderia ser melhor que os dias que viviam no deserto, pois, apesar de tantas dificuldades e sofrimentos, quem os conduzia, protegia e sustentava era O próprio Eterno. Naquele momento de murmuração eles acreditavam que voltando ao Egito não precisariam comer apenas Maná, do qual já estavam enjoados, mas, se fartariam das diversidades de alimentos oferecidos por Faraó.

Acreditamos que o mais triste neste episódio está no fato de o povo escolhido, tão amado e cuidado,  ter afrontado o seu próprio Criador, menosprezando o Seu poder e exaltando Faraó como o poderoso e superior a tudo. Estavam desconsiderando todo o milagre operado por Hashem, o livramento de todas as pragas, a libertação e a fuga pelo meio do mar... Dar carne ao povo era algo totalmente simples diante de tudo o que Hashem já havia feito.
O que seria o Manah nos dias hoje? Qual seria este alimento vindo dos céus? Que sustenta e que é doce como o mel, que humilha e que prova se cumpriríamos os mandamentos ou não?
Chegamos à conclusão que o Manah é a própria Torah, o alimento puro vindo diretamente do trono de Hashem. O Manah possuía todas as proteínas e vitaminas que o ser humano precisava; sendo por si só, suficiente, não necessitando de complementos. O mesmo acontece com a Palavra do Eterno, Ela contém tudo que precisamos para a nossa vida; não necessitamos de nenhum acréscimo, de nenhuma outra instrução.
A Torah não relata isto, porém, podemos inferir que as crianças nascidas no deserto, certamente, não possuíam esse desejo por outros alimentos, uma vez que nunca haviam conhecido nada além do Manah. Da mesma forma, a cada dia devemos preservar as nossas gerações para não se contaminarem com a impureza, fazendo aquilo que desagrada Hashem, porque, daquilo que nunca provarem, nunca “terão saudades”.
Percebemos que assim como parte do povo rejeitou o Manah, ainda hoje a Torah é rejeitada pelas nações; a multidão prefere comer das migalhas que há nas religiões, a viver os preceitos e determinações da Torah. Estão acostumados a viver sob o domínio e prisão que elas determinam, acreditando que os mandamentos são pesados e difíceis de  suportar. Assim, não conhecem profundamente Hashem e Todo Seu Poder, preferindo confiar no homem; acreditando que a força para viver está em seus próprios braços e não na dependência do Criador, perdendo a  oportunidade de servir ao verdadeiro Elohim.
Aprendemos, também, que não existe erro no desejo de mudanças ou melhorias, o desejo do nosso Criador é que sejamos pessoas melhores; esse deve ser o nosso maior objetivo - voltar a ser do modo como ele nos criou. Portanto, a advertência está em, depois de receber a Torah, desejar voltar para o meio da idolatria, da contaminação e do pecado... Em nunca se deixar levar por pensamentos, como: “Porque no tempo que eu era de outra religião eu me sentia mais abençoada que hoje; parecia que as coisas eram mais fáceis; que eu era mais próspera; que as pessoas me respeitavam mais...”  
Neste caminho de Teshuvah necessitamos de sabedoria e entendimento da Torah, da sua proteção e do seu cuidado para não nos envolvermos com as ilusões do nosso coração, para que o nosso fim não seja de morte, como daqueles que acabaram “destruídos pelo fogo, ainda com as carnes entre os dentes”, enlaçados pelo desejo do pecado.

Devemos ter sempre em nossos corações que, se “DESEJARMOS SERVIR E AGRADAR O VERDADEIRO ELOHIM DE ISRAEL, SEMPRE TEREMOS DE ABRIR MÃO DE ALGO QUE AGRADA AO NOSSO EU (DESEJO FÍSICO)” e que é Ele quem elimina do seu povo toda contaminação e impureza, deixando Sua Torah, o mais puro de todos os alimentos, o qual irá nos sustentar nesta caminhada, para que um dia possamos chegar à terra que prometeu aos nossos pais que nos dariam. 
por: Reynah, Rivkah v'Divorach

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