quinta-feira, 18 de abril de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 106 (Semana de 14 a 20 de abril/2013)

(Shabat Shalom)

Torah:    Bamidbar/Números 13:1 - 33   
Tema(s): Os espias em Kena’an/Canaã
Haftarah:  Yehoshua/Josué 10; Yehoshua/Josué 11; Yehoshua/Josué 12; Ezra/Esdras 5
Tema(s):     Conquistas de sul a norte; A construção do Segundo Beit HaMikdash
Chochmah: Kohelet/Eclesiastes 1:1-11;
Tema(s):  A vaidade da novidade
Tehilim: Tehilim/Salmos 106
Tema(s):  Confissão e livramento


Torah
Bamidbar/Números 13:
1 O Eterno falou a Mosheh, dizendo: 2 “Envia homens por ti mesmo para explorar o território kena’anita que estou perto de dar aos Yisre’eliym. Envia um homem de cada tribo patriarcal. Cada um será uma pessoa de alto nível”. 3 Mosheh os enviou do Deserto de Paran por ordem do Eterno. Todos os homens eram líderes dos Yisre’eliym. 4 Seus nomes eram como segue: Da tribo de Re'uven, Shamuah[1] ben Zakur. 5 Da tribo de Shimon, Shafat ben Chori. 6 Da tribo de Yehudah, Kaleben Iefuné[2]7 Da tribo de Yissachar, Ig'al ben Yossef. 8 Da tribo de Efraym, Hoshea ben Nun[3]9 Da tribo de Benyamin, Palti ben Rafu. 10 Da tribo de Zevulun Gadiel ben Sodi. 11 Da tribo de Menasheh (de Yossef), Gadi ben Sussi. 12 Da tribo de Dan, Amiel ben Guemali.  13 Da tribo de Asher, Setur ben Michael. 14 Da tribo de Naftali, Nachbi ben Vafsi[4]15 Da tribo de Gadi, Gueu'el  ben Machi. 16 Estes são os nomes dos homens que Mosheh enviou para explorar a terra. No entanto, Mosheh deu a Hoshea ben Nun, o novo nome de Ye hoshua[5]17 Quando Mosheh enviou os homens para explorar o território kena’anita, ele lhes disse: Dirijam-se ao norte para Negev[6] e então continuem ao norte, para o monte.
18 Vejam que espécie de terra ela é. O povo que vive lá é fraco ou forte, poucos ou muitos? 19 A área habitada é boa ou má? As cidades em que eles vivem são abertas ou fechadas? 20 O solo é rico ou pobre? A terra tem árvores ou não? Façam um esforço especial para trazer alguns dos frutos da terra’. Isso foi na estação em que as primeiras uvas começam a amadurecer. 21 Os homens subiram e exploraram a terra, desde o Deserto de Tsin[7] até Rechov[8] na estrada de Chamat[9]22 No caminho de Negev, eles[1] chegaram até Chevron onde eles viram Achiman, Sheshai e Talmi[2], descendentes do Gigante[3]Chevron tinha sido construída sete anos antes de Tsoan[4] no Egito. 23 Quando eles chegaram ao Vale de Eshkol[5], eles cortaram um ramo e um cacho de uvas, que dois homens carregaram sobre uma armação[6]. Eles também tomaram algumas romãs e figos. 24 Por causa do cacho de uvas que os Yisre’eliym cortaram lá, o lugar foi chamado Vale de Eshkol. 25 Ao final de quarenta dias[7], eles voltaram da exploração da terra. 26 Quando eles chegaram, foram diretamente a Mosheh, Aharon e toda a comunidade Yisre’eliy, que estavam no Deserto de Paran, perto de Kadesh[8]. Eles trouxeram seu relato a Mosheh e Aharon e toda a comunidade e mostraram-lhe o fruto da terra. 27 Eles deram o seguinte relato: Chegamos à terra que tu nos enviaste e nela realmente fluem leite e mel, como tu podes ver de seu fruto. 28 No entanto, o povo que vive na terra é agressivo e as cidades são grandes e fortificadas. Nós também vimos os descendentes dos gigantes lá. 29 Amalek[9] vive na área do Negev, os Chitim[10]Yebusiym v’emoriym vivem nos montes e os Kena’anitas vivem perto do mar e sobre as ribanceiras do Yarden. 30 Kalev tentou aquietar o povo por Mosheh. Nós devemos sair e ocupar a terra, ele disse. ‘Nós podemos faze-lo31 Nós podemos avançar contra aquele povo! Replicaram os homens que tinham saído com ele: Eles são muito fortes para nós32 Eles começaram a falar mal da terra que tinham explorado. Eles contaram aos Yisre’eliym: A terra que nós cruzamos para explorar é uma terra que consome seus habitantes. Todos os homens que nós vimos lá eram imensos! 33 Enquanto nós estávamos lá, nós vimos os nefiliym[1]. Eles eram filhos dos gigantes, que descendiam dos titãs originais. Nós nos sentíamos como minúsculos gafanhotos[2]! Isto é tudo que éramos a seus olhos

[1] Bamidbar/Números 13:4 – Shamua. Possivelmente uma forma para Sh'muel. Temos em Divrei Hayamin Alef/1ºCrônicas 4:“26 Os filhos de Mishmah: Chamuel, seu filho, de quem foi filho Zakur, de quem foi filho Shimi”.
[2] Bamidbar/Números 13:6 – Kalev, filho de Yefunneh. Ele tinha 40 anos na época, conforme Yehoshua/Josué 14:“7 Eu tinha 40 anos quando Mosheh, o servo do Eterno, me enviou de Kadesh Barnea para espiar a terra e eu lhe trouxe resposta como estava sentindo meu coração”.
[3] Bamidbar/Números 13:8 – Hoshea ben Nun. Este é Yehoshua/Josué. Verificar no perek/capítulo 13, passuk/versículo 16. Yehoshua foi neto de Elishama, filho de Amihud, o príncipe da tribo de Efraym. Encontramos uma menção a ele em Divrei HaYamim Alef/1ºCrônicas 7:“27 De quem foi filho Nun, de quem foi filho Yehoshua” e em Bamidbar/Números 1:“10 Para os filhos de Yossef: Para Efraym, Elishama ben Amihud”. Elishama, bisavô de Yehoshua conforme Divrei Hayamin Alef/1ºCrônicas 7:“26 De quem foi filho Ladan, de quem foi filho Amihud, de quem foi filho Elishama,”. Uma vez que os Efraymitas eram descendentes diretos de Yossef, eles nunca foram escravizados. Os Efraymitas possuíam uma forte tradição militar e o pai de Yehoshua, Nun ou Non, foi um importante comandante. Yehoshua foi assistente de Mosheh ainda no Egito e foi nessa época que Mosheh mudou seu nome de Hoshea para Yehoshua, conforme se verifica adiante no passuk/versículo 16.
[4] Bamidbar/Números 13:14 – Vafsi. Ou Vofsi.
[5] Bamidbar/Números 13:16 – Mosheh deu a Hoshea. Alguns dizem que Mosheh o chamou Yehoshua anteriormente, quando ele se tornou auxiliar de Mosheh, de modo que o nome Yehoshua é usado antes em Shemot/Êxodo 17:“9 Mosheh disse a Yehoshua: “Escolhe-nos homens e vai combater Amalek. Amanhã estarei no alto da colina com a vara de Elohim na mão”. Outros dizem que seu verdadeiro nome era Yehoshua, mas que ele usava o nome Hoshea porque passaria perigosamente perto do território amalekita. Outras fontes indicam que lhe foi dado o nome Yehoshua nessa época, mas que a Torah usa Yehoshua mais cedo porque este viria a ser seu nome final.
[6] Bamidbar/Números 13:17 – Negev. Terras secas ao sul da Terra Santa Yisra'El.
[7] Bamidbar/Números 13:21 – Deserto de Tsin. Está localizado ao sul do Negev, norte de Kadesh.
[8] Bamidbar/Números 13:21 – Rechov. Este está ao noroeste da Terra Santa Yisra'El. Alguns dizem que é em Asher, conforme Yehoshua/Josué 19:“28. E Hebron e Rechov e Chammon e Kanah, até à grande Sidom. 30. E Umah e Afek e Rechov; vinte e duas cidades e as suas aldeias”.  Também em Yehoshua/Josué 21:“31Chelcat e os seus arrabaldes e Rechov e os seus arrabaldes;”. Ainda em Shofetim/Juízes 1:“31. Tampouco Asher expulsou os moradores de Aco, nem os moradores de Sidom; como nem de Achlab, nem de Aczibe, nem de Chelba, nem de Afek, nem de Rechov; ” e Sh’muel Beit/2ºSamuel 10:“E saíram os filhos de Amom e ordenaram a batalha à entrada da porta; mas os sírios de Zobah e Rechov e os homens de Tobe e Maacah estavam à parte no campo.” e ainda Divrei Hayamin Alef/1ºCrônicas 6:“75. E Hucoque e os seus arrabaldes e Rechov e os seus arrabaldes”. Alguns identificam esse lugar com Beit Rechov, abordado em Shofetim/Juízes 18:“28. E ninguém houve que os livrasse, porquanto estavam longe de Sidom e não tinham relações com ninguém e a cidade estava no vale que está junto de Beit-Rechov; depois reedificaram a cidade e habitaram nela”. Outras fontes traduzem como a 'estrada que conduz a Chamat'.
[9] Bamidbar/Números 13:21 – Chamat. Uma grande cidade, cerca de 256 quilômetros ao norte da Terra Santa Yisra'El, na margem do Rio Orontes. Era uma grande cidade nos tempos antigos. Conferir com o Perek/capítulo 34, passuk/versículo 8. Algumas fontes a identificam como Antioquia.
[1] Bamidbar/Números 13:22 – Eles. Literalmente 'ele'. Alguns dizem que somente Kalev foi para Chevron. Ele recebeu, portanto, Hebron como herança. Conferir logo adiante com o perek/capítulo 14, passuk/versículo 24.
[2] Bamidbar/Números 13:22 – Eles viram Achiman, Sheshai e Talmi. Para falar desses três personagens é preciso primeiro expor que Hebron, originariamente chamava-se 'Kiriat Arba' conforme demonstra Yehoshua/Josué 14:“15. E antes o nome de Hebron era Kiriat-Arba, porque Arba foi o maior homem entre os anak. E a terra repousou da guerra”. Kiriat Arba, literalmente, quer dizer: 'cidade dos quatro' ou 'cidade de Arba'. Alguns dizem que Arba foi o maior dos gigantes anak, conforme  Yehoshua/Josué 14:15 acima exposto. Também poderia chamar-se 'cidade dos quatro' porque quatro gigantes viveram ali, a saber:  Achiman, Sheshai e Talmi e o pai deles. Diz Yehoshua/Josué 15:“14. E Calebe expulsou dali os três filhos de Anak; Seshai, e Achiman e Talmi, gerados de Anak”. Há quem diga que se chamava 'cidade dos quatro' porque quatro casais foram ali enterrados: Adam e Chavah; Avraham e Sarah; Ytschack e Rivkah; Ya'akov e Liah. Esse nome continuou mantido mesmo em tempos posteriores, conforme aponta Nehemiah/Neemias 11:“25. E quanto às aldeias, com as suas terras, alguns dos filhos de Yehudá habitaram em Kiriat-Arba e nos lugares da sua jurisdição e em Dibom e nos lugares da sua jurisdição e em Jecabzeel e nas suas aldeias,”.
[3] Bamidbar/Números 13:22 – Gigante. Alguns dizem que Anak era um nome próprio.
[4] Bamidbar/Números 13:22 – Tsoan. Esta é identificada com Tanis, uma cidade ao sul de Delta. 
[5] Bamidbar/Números 13:23 – Vale do Cacho. Em hebraico é 'Nachal Eshkol'. Verificar no perek/capítulo 32, passuk/versículo 9.
[6] Bamidbar/Números 13:23 – Armação. Acima, no perek/capítulo 4, passuk/versículo 10, temos: “10. A menorah e todos os seus utensílios serão colocados numa capa de peles processadas em azul e colocados sobre uma estrutura de transporte”. Alguns admitem que a armação foi feita com galhos que eles cortaram. Fontes talmúdicas afirmam que a armação consistia em duas barras carregadas por oito homens.
[7] Bamidbar/Números 13:25 – Ao final dos quarenta dias. Que caiu no oitavo dia do 11º mês. Verificar adiante no perek/capítulo 14, passuk/versículo 1, a descrição de um dia trágico para Ami Yisra'El.
[8] Bamidbar/Números 13:26 – Kadesh. Verificar acima no perek/capítulo 14, passuk/versículo 7. Encontramos em Bereshit/Gênesis 14:“7. Voltando, chegaram à fonte do julgamento, em Kadesh e devastaram a terra dos  amalekitas, assim como os amorreus que habitavam em Chatsatson-Tamar” e em Bereshit/Gênesis 16:“14. E por isso deu-se àquele poço o nome de Be’er-Lachai-Roí; ele se encontra entre Kadesh e Bered”. A Peshitta traz a variante “entre Rakim e Gadar”, talvez para familiarizar seus leitores com o local em questão.  E ainda em Bereshit/Gênesis 20:“1. Avraham partiu dali para região do Neguev. Estabeleceu-se entre Kadesh e Shur e viveu algum tempo em G’rar”.
[9] Bamidbar/Números 13:29 – Amalek. Diz Shemot/Êxodo 17:“8 Amalek veio atacar Yisra'El em Refidim”.
[10] Bamidbar/Números 13:29 – Chitim ou Hititas. Diz Bereshit/Gênesis 10:“15 Kena’an gerou Tsidon, seu primogênito e Chet,” e 15:“20 dos heteus, dos ferezeus,”.
[1] Bamidbar/Números 13:33 – Titãs. Forma grega de se referir aos Nefilim, em hebraico. Em português é ‘gigantes’. Eles são tratados em Bereshit/Gênesis 6:“4 Naquele tempo os Nefilim viviam na terra, como também daí por diante, quando os  filhos de Elohim se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os  heróis, tão afamados nos tempos antigos”. Tradicionalmente, “Nefilim” é entendido como “gigantes". A LXX traz o termo traduzido.
[2] Bamidbar/Números 13:33 – Minúsculos gafanhotos. Em hebraico é “chagavim” a menor espécie kasher de gafanhoto. Diz Vaiykrah/Levítico 11:“22 Dentre esses vocês podem comer somente membros da família do gafanhoto vermelho, da família do gafanhoto amarelo, do gafanhoto manchado de cinza e a família do gafanhoto branco”. Gafanhoto vermelho. Em hebraico é 'arbé'; em árabe é 'grad'. Gafanhoto manchado de cinza. Em hebraico é 'chargol'; em aramaico é 'nipulá'; em árabe é 'chartsiia'. A Septuaginta traduz 'chargol' como 'ofiomaches', o que literalmente significa 'cobra lutadora'. Esse nome pode ter-lhe sido dado por causa do corpo longo, como o de uma cobra ou como se tivesse uma cauda. O nome também indica um inseto grande, talvez um gafanhoto gigante, como também é sugerido pelo seu nome aramaico 'nipulá', que sugere o hebraico 'nifla' uma raiz para gigante. Seus grandes ovos eram usados como amuletos. Algumas fontes traduzem 'chargol' como grilo, mas isso é incorreto porque o grilo não tem asas. Todo gafanhoto kasher tem asas que cobrem o corpo. Gafanhoto branco. Em hebraico é 'chagav'; em árabe é 'gandav'. Da Escritura esse parece ser o menor dos gafanhotos conforme Bamidbar/Números 13:“33.Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anak, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos”.

Haftarah
Yehoshua (Josué) 10:
1 E quando Adoni Tsedek[1], o rei de Yerushalayim, ouviu que Yehoshua havia tomado Ai e a havia destruído totalmente e fizera a Ai e ao seu reino como tinha feito a Yericho e que os habitantes de Givon fizeram paz com Yisra’El e estavam no meio deles, 2 temeu muito porque Givon era uma cidade grande como uma das cidades reais e era maior do que Ai e todos os seus homens eram valentes. 3 E Adoni Tsedek, o rei de Yerushalayim, enviou a Hoham[2] o rei de Chevron e a Piram[3], o rei de Yarmut e a Yafia, o rei de Lachish[4] e a Devir, o rei de Eglon, dizendo: 4 ‘Subi a mim e ajudai-me e firamos a Givon, porque fez paz com Yehoshua e com os b’nei Yisra’El’. 5 E se juntaram e subiram os cinco reis dos emoriy – o rei de Yerushalayim, o rei de Chevron, o rei de Yarmut, o rei de Lachish, o rei    de Eglon – eles e todos os seus exércitos e sitiaram Givon e fizeram guerra contra ela. 6 E os homens de Givon enviaram a Yehoshua, ao acampamento de Gilgal, dizendo: ‘Não abandones teus servos! Sobe rapidamente a nós, salva-nos e ajuda-nos, porque todos os reis dos emoriy que habitam nas montanhas se ajuntaram contra nós’! 7 E Yehoshua subiu de Gilgal, ele e toda a gente de guerra com ele e todos os soldados valentes. 8 E o Eterno disse a Yehoshua: “Não os temas, porque os tenho dado na tua mão; nenhum deles se manterá diante de ti”! 9 E Yehoshua veio a eles de repente – toda a noite veio subindo desde Gilgal. 10 E o Eterno os conturbou diante de Yisra’El e os feriu com um grande golpe, em Givon e os perseguiu pelo caminho que sobe a Beit Choron e os feriu até Azeca e Makeda. 11 E quando fugiram diante de Yisra’El, na descida de Beit Choron, o Eterno lançou sobre eles, do céu, grandes pedras, até Azeca e morreram. Foram muito mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os b’nei Yisra’El mataram pela espada. 12 Então Yehoshua falou ao Eterno, no dia em que o Eterno deu os emoriy diante dos b’nei Yisra’El e disse aos olhos de Yisra’El: ‘Sol, detém-te em Givon e Lua, no vale de Ayalon[1]’! 13 E o sol se deteve e a Lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos, acaso não está escrito assim: Que o sol se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se aproximadamente por um dia inteiro?
14 E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, no qual o Eterno houvesse atendido à voz de um homem – porque o Eterno guerreava por Yisra’El! 15 E Yehoshua e todo Yisra’El com ele, voltou ao acampamento de Gilgal. 16 E aqueles cinco reis fugiram e se esconderam numa caverna, em Makedah[2]17 E Yehoshua foi avisado, assim: ‘Os cinco reis foram achados, escondidos numa caverna, em Makedah. 18 E Yehoshua disse: ‘Arrastai grandes pedras à boca da caverna e designai homens que as guardem. 19 E vós, não vos detenhais, persegui os vossos inimigos e feri os que ficaram atrás. Não os deixeis entrar nas suas cidades, porque o Eterno, vosso Elohim, os deu na vossa mão’! 20 E quando Yehoshua e os b’nei Yisra’El acabaram de feri-los com grande golpe até consumi-los e os que sobreviveram se retiraram às cidades fortificadas, 21 então todo o povo voltou em paz ao acampamento, a Yehoshua, em Makedah. Não havia ninguém que movesse a sua língua contra os b’nei Yisra’El. 22 E Yehoshua disse: ‘Abri a boca da caverna e trazei-me aqueles cinco reis, da caverna’. 23 E fizeram assim e trouxeram-lhe aqueles cinco reis, da caverna – o rei de Yerushalayim, o rei de Chevron, o rei de Yarmut, o rei de Lachish e o rei de Eglon. 24 E quando trouxeram a Yehoshua aqueles reis, Yehoshua chamou a todos os homens de Yisra’El e disse aos capitães dos soldados que foram com ele: ‘Aproximai-vos e pode os vossos pés sobre os pescoços destes reis’! E aproximaram-se e puseram os seus pés sobre os seus pescoços. 25 E Yehoshua disse-lhes: Não tenhais medo, nem temais! Sejais fortes e corajosos, porque assim fará o Eterno a todos os vossos inimigos, contra os quais haveis de guerrear’. 26 Depois disto, Yehoshua os feriu, os matou e enforcou em cinco árvores e ficaram enforcados nas árvores até à tarde. 27 E ao tempo do pôr do sol, Yehoshua deu ordem e os tiraram das árvores e os lançaram na caverna onde haviam se escondido. E puseram pedras grandes à boca da caverna, que lá estão até hoje. 28 Naquele mesmo dia Yehoshua tomou Makedah e a feriu a fio de espada e destruiu seu rei, eles e toda alma que havia nela, não deixando resto algum. E fez ao rei de Makedah como fizera ao rei de Yericho. 29 E Yehoshua e todo Yisra’El passou com ele de Makedah a Livna e fez guerra contra Livna. 30 E o Eterno a deu também na mão de Yisra’El e a seu rei e a feriu a fio de espada, assim como toda alma que havia nela, não deixando resto algum. E fez ao seu rei como fizera ao rei de Yericho. 31 E Yehoshua e todo Yisra’El com ele, passou de Livna a Lachish e a sitiou e fez guerra contra ela. 32 E o Eterno deu a Lachish na mão de Yisra’El e a tomou no segundo dia e a feriu a fio de espada e a toda alma que havia nela, conforme tudo que fizera a Livna. 33 Então Horam, o rei de Gezer, subiu para ajudar a Lachish e Yehoshua feriu a eles e a seu povo, até não deixar-lhe resto algum. 34 E Yehoshua e todo Yisra’El com ele, passou de Lachish a Eglon e a sitiaram e fizeram guerra contra ela. 35 E a tomaram no mesmo dia e a feriram a fio de espada e a toda alma que havia nela, no mesmo dia, destruiu totalmente, conforme tudo que fizera a Lachish. 36 E Yehoshua e todo Yisra’El com ele, subiu de Eglon a Chevron e fizeram guerra contra ela. 37 E a tomaram e a feriram a fio de espada e a seu rei e todas as suas cidades e toda alma que havia nela, não deixou resto algum, conforme tudo que fez a Eglon e a destruiu totalmente e a toda alma que havia nela. 38 E Yehoshua e todo Yisra’El com ele, voltou a Devir e fez guerra contra ela. 39 E a tomou e ao seu rei e todas as suas cidades e as feriram a fio de espada e destruíram totalmente toda alma que nela havia, não deixou resto algum, como fizera a Chevron, assim fez a Devir e ao seu rei e como fizera a Livna e ao seu rei. 40 E Yehoshua feriu toda a terra, as montanhas e o sul, a planície e as encostas e a todos os seus reis; não deixou resto algum, a toda alma destruiu totalmente, como ordenara o Eterno, o Elohim de Yisra’El. 41 E Yehoshua os feriu, desde Kadesh Barnea até Gaza e toda a terra de Goshen, até Givon. 42 E Yehoshua tomou de uma vez todos aqueles reis e suas terras, porque o Eterno, o Elohim de Yisra’El, guerreava por Yisra’El. 43 E Yehoshua e todo o Yisra’El com eles, voltou ao acampamento, em Gilgal.


[1] Yehoshua/Josué 10:1 – Em hebraico podemos verificar: אדני צדק Adoni –Tsedek, procedente de (אדני adoni  ou, na sua forma contraída אדן adon, procedente de uma raiz que significa: Governar. É um nome masculino que pode significar: Firme, forte, senhor, chefe, mestre referindo-se aos homens, superintendente dos negócios domésticos, rei referindo-se ao Eterno, o Senhor Eterno, Senhor de toda terra, senhores, reis referindo-se aos homens, proprietário do monte de Samaria (Gerezim), marido, profeta, governador, príncipe, Senhor dos senhores, provavelmente = 'o teu marido, YHWH', meu senhor, meu chefe, meu mestre referindo-se aos homens, pai, Mosheh, cohen, capitão, reconhecimento geral de superioridade referindo-se ao Eterno, meu Senhor e meu Elohim.  Adonai  está em paralelo com YHWH.) e (צדק Tsedek, um nome masculino que pode significar:  justiça, correção, retidão, o que é direito ou justo ou normal, retidão, justeza referindo-se a pesos e medidas, justiça no governo referindo-se a juízes, governantes, reis ou referindo-se à lei,  ao rei davídico,  a Yerushalaiym como sede de governo justo,  referindo-se a atributo do Eterno, retidão, justiça (num caso ou causa), correção na linguagem, retidão no do que é eticamente correto, justiça vindicada, justificação (em controvérsia), livramento, vitória, prosperidade referindo-se ao Eterno que é fiel à aliança na redenção,  referindo-se a pessoas que têm a salvação ou mesmo referindo-se a Ciro.). É um nome próprio masculino. Adoni-Zedeque = 'meu senhor é justo'; refere-se a um rei kana’anita morto por Yehoshua.
[2] Yehoshua/Josué 10:3 – Hoham. Em hebraico temos: הוהם Hoham, de derivação incerta. É um nome próprio masculino. Em português é Hoão = 'aquele a quem YHWH impele'. Refere-se ao rei de Chevron, na época da conquista de Kana’an.
[3] Yehoshua/Josué 10:3 – Piram. Em hebraico encontramos: פראם Piram, procedente de (פרא pere ou פרה pereh, descrito em Yirmiyahu/Jeremias 2:“24 jumenta selvagem, acostumada ao deserto e que, no ardor do cio, sorve o vento. Quem a impediria de satisfazer ao seu desejo? Os que a procuram não têm de fatigar-se; no mês dela a acharão). Procedente de פרא para. É um nome masculino que significa: Jumento selvagem). Nome próprio masculino, Piram = 'como um jumento selvagem'. Refere-se ao rei  amorreu de Yarmut na, época da conquista.
[4] Yehoshua/Josué 10:3 – Lachish. Em hebraico temos: לכיש Lachish, de significado incerto, é um nome próprio de localidade que se refere a Laquis = 'invencível', uma cidade ao sul de Yerushalaiym, junto à fronteira de Shimon, que pertenceu aos amorreus até ser conquistada por Yehoshua e alocada para Yehudah. 
[1] Yehoshua/Josué 10:12 – Ayalon. Em hebraico temos: אילון Ayalon, procedente de 354. É um nome próprio de localidade. Em português temos: Aijalom = 'campo de cervos'. Refere-se a uma cidade levítica em Dan, 14 milhas ou 25 km a noroeste de Yerushalaiym, mais tarde governada pelos emoriy/amorreus, depois pelos Benyamin de Yehudah e então pelos filishtim/filisteus ou a uma cidade de Zevulon, lugar desconhecido.
[2] Yehoshua/Josué 10:16 – Makedah. Em hebraico é: מקדה Makedah, procedente da mesma raiz que [נקד nakod,  significando marcar (por perfuração ou gravação)]. נקד nakod  pode significar: salpicado, manchado com pontos referindo-se a ovelhas e cabras no sentido denominativo de juntar o rebanho. Um nome próprio de localidade. Em português é Maquedá = 'lugar dos pastores'. Refere-se à localização de uma cova em Yehudah onde Yehoshua capturou e executou cinco reis cananeus durante a conquista; localizada próxima a Bete – Choron e Livna.

Yehoshua (Josué) 11:
1 E quando Yavin, o rei de Chatsor[1] ouviu isso, enviou a Yoav, o rei de Madon[2] e ao rei de Shimron e ao rei de Achshaf 2 e aos reis do norte, nas montanhas e na planície, ao sul de Kinerot[3] e na planície e nos distritos de Dor, a oeste, 3 ao Kana’anita do leste e do oeste, aos emoriy, aos chitiy, ao Pereziy e aos Yebusiym nas montanhas e ao Chitiy ao pé do Chevron, na terra de Mitspah. 4 E eles saíram e todos os seus exércitos, muita gente, como a areia da praia do mar e muitos cavalos e carros. 5 Todos estes reis se juntaram e vieram e acamparam juntos, próximo às águas de Merom, para guerrear contra Yisra’El. 6 E o Eterno disse a Yehoshua: “Não tenhas medo deles, porque amanhã, a esta hora, Eu os darei todos mortos diante de Yisra’El; os seus cavalos aniquilarás no fogo”. 7 E Yehoshua e toda a gente de guerra com ele, veio sobre eles, subitamente, junto às águas de Merom e os atacaram. 8 E o Eterno os deus na mão de Yisra’El e os feriram e perseguiram até a grande Tsiydon[4] e até Misrefot–Mayim[5] e até o vale de Mitspeh[6], ao leste. E os feriram até não lhes deixarem resto algum. 9 E Yehoshua lhes fez como o Eterno havia dito: Aniquilou os seus cavalos e queimou os seus carros no fogo. 10 E Yehoshua voltou naquele tempo e tomou Chatsor e feriu seu rei à espada, pois Chatsor era antes a cabeça de todos estes reinos. 11 E feriram a fio de espada toda alma que havia nela, extermínio total, não sobrando alma alguma e Chatsor queimou no fogo. 12 E Yehoshua tomou todas as cidades destes reis, bem como todos os seus reis e os feriu a fio de espada, destruindo-os totalmente, como ordenara Mosheh, o servo de Elohim. 13 Somente as cidades firmes, Yisra’El não as queimou, com exceção de Chatsor, que Yehoshua queimou. 14 E os b’nei Yisra’El saquearam para si todos os despojos dessas cidades e os animais; somente a todos os seres humanos feriram a fio de espada, até destruí-los totalmente, não deixando alma viva. 15 Como o Eterno ordenara a Mosheh, Seu servo, assim Mosheh ordenou a Yehoshua e assim Yehoshua fez – não deixando de fazer coisa alguma de tudo quanto o Eterno ordenara a Mosheh. 16 E Yehoshua tomou toda aquela terra, as montanhas e todo o sul e toda a terra de Goshen[7], a planície de Aravah[8] e as montanhas de Yisra’El e o seu vale. 17 Desde o monte Chalak que sobe a Seir, até Ba’al Gad, no vale do Líbano, ao pé do monte Chermon. E tomou todos os seus reis, ferindo-os e matando-os.18 Por muito tempo Yehoshua fez guerra contra todos estes reis. 19 Não houve cidade que fizesse paz com os b’nei Yisra’El, exceto os Chiviy [1], habitantes de Givon; tomaram-nas todas por guerra. 20 Porque foi o Eterno que fez com que seus corações endurecessem para saírem contra Yisra’El, em guerra; para destruí-lo, totalmente, para não se ter piedade deles, mas para aniquilá-los, como o Eterno havia ordenado a Mosheh. 21 E Yehoshua veio naquele tempo e extirpou os gigantes das montanhas de Chevron, de Devir, de Anav e de todas as montanhas de Yisra’El; Yehoshua os destruiu totalmente, com as suas cidades. 22 Nenhum dos gigantes sobrou na terra dos b’nei Yisra’El, exceto em Gaza, em Gat e em Ashdod. 23 E Yehoshua tomou toda a terra, conforme tudo o que o Eterno havia dito a Mosheh e Yehoshua a deu aos b’nei Yisra’El, conforme suas divisões em tribos. E a terra repousou da guerra.            
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[1] Yehoshua/Josué 11:1 – Chatsor. Em hebraico encontramos: חצור Chatsor, uma forma coletiva de [חצר chatser (masculino e feminino), procedente de (חצר chatsar ou חצצר chatsotser ou חצרר chatsorer, uma raiz que pode significar: Tocar uma trombeta, tocadores de clarins, no particípio, soar com clarins, no particípio, no seu sentido original]. É um nome masculino que pode significar: Pátio, área cercada, áreas cercadas, pátio, residência estabelecida, povoado, vila, cidade). Um nome próprio de localidade. Em português Hazor = 'castelo'. Pode ainda se referir a: Uma cidade real do norte da Filistia/Palestina designada a Naftali, a uma das cidades de Yehudah localizada no extremo sul, a uma cidade ao norte de Yerushalaiym na qual os Benyamin residiram após o retorno do exílio ou a um lugar na Arábia.
[2] Yehoshua/Josué 11:1 – Madon. Em hebraico temos: Madon, o mesmo que 4067. É um nome próprio de localidade. Em português é Madon = 'conflito'. Refere-se a  uma das principais cidades de Kana’an que juntou-se a Yavin e seus confederados na batalha contra Yehoshua próximo às águas de Merom e foram derrotados.
[3] Yehoshua/Josué 11:2 – Kinerot. Encontramos em hebraico: כנרות Kinerot ou כנרת Kineret, respectivamente plural e singular feminino, procedente da mesma raiz que (כנור kinor,  significando ‘produzir som agudo’. É um nome masculino que pode significar: Lira, harpa. Em  grego é: γεννησαρετ. É um nome próprio de localidade. Em português é: Quinerete = 'harpas'. Pode referir-se a: O nome primitivo do mar da Galileia ou a uma cidade e um distrito em Naftali, próximos ao mar da Galileia.
[4] Yehoshua/Josué 11: 8 – Tsiydon. Em hebraico encontramos: צידון Tsiydon ou צידן Tsiydon, procedente de (צוד tsud, uma raiz que pode significar: Caçar, perseguir obstinadamente, fazer provisão no sentido de pescar) Em grego é σιδων. É um nome próprio de localidade. Sidom = 'caça'. Refere-se à antiga cidade fenícia, na costa mediterrânea, ao norte de Tiro.
[5] Yehoshua/Josué 11: 8 Misrefot–Maiym. Temos em hebraico: מים Misrefot Mayim, procedente do plural de [מים mayim, dual de um substantivo primitivo (mas usado no sentido singular). É um nome masculino que pode significar: Água, águas; água dos pés, urina referindo-se a perigo, violência, coisas transitórias, revigoramento no sentido figurativo) e (שרף saraf, uma raiz que pode significar: Queimar, ser queimado, que queima, abrasador no particípio, ser destruído pelo fogo, ser queimado). É um nome próprio de localidade. Misrefote-Maim = 'queimaduras de água'. Refere-se um lugar no norte da Filishtiyn/ Palestina próximo a Sidom.
[6] Yehoshua/Josué 11:8 – Mitspeh. Em hebraico encontramos: מצפה Mitspeh, o mesmo que (מצפה Mitspeh. Um nome próprio de localidade. Em português é Mispa = 'torre de vigia' referindo-se a uma cidade no distrito de Sefelah ou na terras baixas de Yehudah, a um lugar em Moav, ao leste do Yarden, a um lugar em Gilad ou a um lugar próximo ao Monte Chermon ou, ainda, a um lugar em Benyamin.
[7] Yehoshua/Josué 11:16 – Goshen. Em hebraico encontramos: גשן Goshen, provavelmente de origem egípcia; DITAT – 390. É um nome próprio de localidade. Em português é Gósen = 'aproximando-se'. Refere-se a uma região no norte do Egito, a leste do baixo Nilo, onde os b’nei Yisra'El viveram desde o tempo de Yossef até a época de Mosheh; a um distrito ao sul da Filishtim/Palestina entre Gaza e Gibon/Gibeão ou a uma cidade nas montanhas de Yehudah provavelmente no distrito de Gósen.
[8] Yehoshua/Josué 11:16 – Planície de Aravah. Baseado na seguinte tradução: בית הערבה Beyt haAravah, procedente de { בית beit, provavelmente procedente de [בנה banah, uma raiz; DITAT - 255; v; que pode significar: Construir, reconstruir, estabelecer, fazer continuar, construir uma casa (i.e., estabelecer uma família), ser construído, ser reconstruído,  estabelecido (referindo-se a exilados restaurados, no sentido figurado, estabelecido no sentido de tornado permanente, ser constituído no caso de esposa sem filhos tornando-se a mãe de uma família através dos filhos de uma concubina)1129 abreviado; DITAT – 241. É um nome masculino que pode significar: Casa, moradia, habitação, abrigo ou moradia de animais, corpos humanos no sentido figurado ou referindo-se ao Sheol, referindo-se ao lugar de luz e escuridão, referindo-se á terra de Efraym, lugar, recipiente, lar, casa no sentido de lugar que abriga uma família, membros de uma casa, família, aqueles que pertencem à mesma casa, família de descendentes, descendentes como corpo organizado, negócios domésticos, interior como metáfora, (DITAT) templo como advérbio, no lado de dentro como preposição, dentro de]}1004 e (ערבה aravah, procedente de [ערב arav, uma raiz; DITAT - 1686; v. que pode significar: Penhorar, trocar, hipotecar, comprometer-se, ocupar, incumbir-se em lugar de alguém, dar penhores, ser ou tornar-se fiador, receber penhor, dar em garantia, tomar como penhor, ficar por fiador, dar em penhor, trocar, trocar penhores, ter associação com, tomar parte em no sentido de esterilidade)]. É um nome feminino que pode significar: planície deserta, estepe, deserto, ermo com a interposição do artigo. É um nome próprio de localidade. Bete-Aravah = 'casa do vale desértico' ou 'lugar da depressão'. Pode referir-se a um lugar em Yehudah ou em Benyamin, localização desconhecida. Assim, ‘planície de Aravah’ deve significar ‘planície deserta’ ou ‘planície desértica’ ou ‘planície de depressão’.
[1] Yehoshua/Josué 11:19 – Chiviy. No Wikipédia encontramos: Hivi, em hebraico: הליוח (pronuncia-se Chiviy), significa "vilarejo", foi um dos filhos de Kana’an, filho de Cham, que foi filho de Noach. Seus descendentes foram conhecidos como heveus. Os filhos de Noach/Noé foram Shem/Sem, Cham/Cão) e Yafeh/Jafé e os filhos de Cham/Cam foram Cuxe, Mizraim, Put e Kana’an/Canaã. Kana’an/Canaã  teve dois filhos: Sidom e Het e foi o ancestral dos Yebusim/Jebuseus, Emoriy/amorreusGirgashiy /girgaseus , heveus , arqueus , sineus, arvadeus, zemoreus e hamateus; e depois se espalharam as famílias dos kana’anitas.

Yehoshua (Josué) 12:
1 E estes são os reis da terra que os b’nei Yisra’El feriram e cuja terra possuíram, além do Yarden, ao leste, desde o rio Arnon até o monte Chermon e toda a planície do leste. 2 Sichon, o rei dos emoriym, que habitava em Cheshbon e reinava desde Aroer, que está junto à margem do rio Arnon, no meio do rio, a metade de Gilad até o rio Yabok[1], até a divisa dos filhos de Amon. 3 E desde Aravah, até o mar de Kim–rot[2], ao leste e até o mar de Aravah, ao leste e até o mar de Aravah – o mar Salgado – ao leste, pelo caminho de Beit – HaYeshimot[3] e do sul, abaixo das encostas de Pisgah[4].4 E a divisa de Og, o  rei de Bashan, que era dos últimos gigantes que habitavam em Ashtarot e em Edrei. 5 E reinava no monte Chermon, em Sal’ha[5] e em todo o Bashan, até a divisa dos Geshureus[6] e os Maakatiym[7] e a metade do Gilad, hermon, em Sal’ha[1] e em todo o Bashan, até a divisa dos Geshureus[2] e os Maakatiym[3] e a metade do Gilad divisa de Sichon, o rei de Cheshbon. 6 Mosheh, o servo do Eterno e os b’nei Yisra’El os feriram e Mosheh, o servo do Eterno, deu-a aos re’uvenim, aos gadiym e à meia tribo de Menasheh em possessão. 7 E estes são os reis da terra que foram derrotados por Yehoshua e pelos b’nei Yisra’El, aquém do Yarden, ao oeste, desde Ba’al Gad, no vale do Líbano, até o monte Chalak, que sobe a Seir. E Yehoshua a deu às tribos de Yisra’El em possessão, segundo as suas divisões, 8 nas montanhas, no vale e na Aravah e nas encostas, no deserto e no sul – o Chitiy, o Emoriy, o Kana’anita, o Pereziy, o Chiviy e o Yebusiy. 9 O rei de Yericho, o rei de Ai, que está ao lado de Beit El, 10 o rei de Yerushalayim, o rei de Chevron, 11 o rei de Yarmut, o rei de Lachish, 12 o rei de Eglon, o rei de Gezer, 13 o rei de Devir, o rei de Geder, 14 o rei de Chorma, o rei de Arad, 15 o rei de Livna, o rei de Adulam, 16 o rei de Makedah, o rei de Beit El, 17 o rei de Tapuach, o rei de Chefer, 18 o rei de Afek, o rei de Sharon, 19 o rei de Madon, o rei de Chazor, 20 o rei de Shimron Meron, o rei de Achshaf, 21 o rei de Taanak, o rei de Megido, 22 o rei Kedesh, o rei de Yokneam do Carmel, 23 o rei de Dor, no distrito de Dor, o rei de Goyim do Gilgal, 24 e o rei de Tirtsah. Todos os reis: Trinta e um.
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[1] Yehoshua/Josué 12:2 – Yabok. Em hebraico temos: יבק Yabok, provavelmente procedente de (בקק bakak, uma raiz que pode significar: esvaziar, devastar, tornar nulo no sentido figurado, ser esvaziado). É um nome próprio de localidade. Em português é Jaboque = 'desembocador'. Refere-se a um ribeiro que margeia a cadeia de montanhas de Gilad e deságua no lado leste do Yarden, aproximadamente a meio caminho entre o mar da Galil/Galileia e o mar Morto. O rio Jaboque ou rio Zarqa é um dos dois principais tributários (no qual despeja suas águas) do rio Yarden/Jordão, à margem leste, na Jordânia. Desagua no Yarden/Jordão entre o mar de Galil/Galileia e o mar morto. É mencionado na Torah e no Tanach diversas vezes, a primeira por ter sido atravessado por Ya’akov,  antes do encontro com Essav/Esaú. Atualmente, é conhecido em árabe como Nahr ez–Zarqa.
[2] Yehoshua/Josué 12:3 – mar de Kin – rot. Encontramos em hebraico: כנרות Kinerot ou כנרת Kineret, respectivamente plural e singular feminino, procedente da mesma raiz que (כנור kinnor,  significando ‘produzir som agudo’. É um nome masculino que pode significar: Lira, harpa. Em grego é γεννησαρετ. É um nome próprio de localidade, Quinerete = 'harpas'. Pode significar: O nome primitivo do mar de Galil/ Galileia ou uma cidade e um distrito em Naftali, próximos ao mar de Galil/Galileia.
[3] Yehoshua/Josué 12:3 – Beit HaYeshiymot. Encontramos em hebraico: בית הישמות Beyt HaYeshiymot, procedente plural de [ישימה yeshiymah, por sua vez procedente de (yasham, uma raiz que pode significar: Arruinar, ser desolado). É um nome feminino que significa: desolação, com a interposição do artigo. É também um nome próprio de localidade. Em português é Bete-Jesimote = 'casa da desolação'. Refere-se a um lugar em Moav dado à tribo de Re’uven.
[4] Yehoshua/Josué 12:3 – Pisgah. Em hebraico encontramos: פסגה Pisgah, procedente de פסג pasag, uma raiz que pode significar: Passar entre ou dentro. Tem sentido dúbio. É um nome próprio de localidade. Em português é Pisga = 'fenda'. Refere-se a uma montanha em Moav junto à costa nordeste do mar Morto; localização incerta.
[5] Yehoshua/Josué 12:5 – Sal’ha. Em hebraico é: סלכה Salkah,  significando ‘andar’. É um nome próprio de localidade. Em português é Salca = 'migração'. Refere-se a uma cidade ou distrito no limite extremo oriental de Bashan e designado para a tribo de Gad. É a atual ‘Sulkhad’ que fica a 90 km (56 milhas) a leste do Yarden na extremidade sul da cadeia montanhosa de Hauran.
[6] Yehoshua/Josué 12:5 – Geshureus. Temos em hebraico: גשורי Geshuriy, gentílico procedente de (גשור Geshur, significando ‘juntar’. É um nome próprio masculino. Em português é: Gesur = 'observador orgulhoso'. Refere-se a um povo ou a uma terra na Transjordânia do norte). Pode se referir aos habitantes de Geshur ou a uma tribo no sul da Filishtim/Palestina ou próxima aos filisteus. Ver Sh'muel Alef/1ºSamuel 27:“8. E David subiu com seus homens e invadiram o gueshureu, o guizreu e o amalekita, que eram antigos habitantes da terra, desde o acesso a Shur até a terra do Egito”.
[7] Yehoshua/Josué 12:5 – . Em hebraico encontramos: מעכה Maakah ou מעכת Maakat citados em Yehoshua/Josué 13:13 e Sh'muel Beit/2ºSh’muel 3:3, procedente de (מעך maak, uma raiz que pode significar: Pressionar, espremer, ser esmagado, ser apalpado, ser apertado). Maacah = 'opressão'. É um nome próprio masculino que pode se referir ao pai de Akis, rei de Gat no início do reinado de Sh'lomo, ao pai de Hanan, um dos soldados das tropas de elite de David, a um simeonita, pai de Sefatias, príncipe da sua tribo no reinado de David, ao filho de Naor com a concubina Reumah, à filha do rei Talmai, de Gesur, esposa de David e mãe de Avshalom, à filha de Avshalom, esposa do rei Yehovam de Yehudah e mãe do rei Abias, de Yehudah, à concubina de Kalev, o filho de Hezrom, à esposa de Makir, da tribo de Menasheh ou à esposa de Yei’el, pai de Gibon. Maacat = 'pressão (literalmente ela pressionou)' e pode se referir a um povo mercenário contratado para lutar contra David. Enfim, מעכתי Maakatiym, é um gentílico procedente de מעכה Maakah ou מעכת Maakat. É um adjetivo. Em português é: Macatitas = 'pressão (literalmente ela pressionou)'. Pode ser usado em relação a um dos soldados das tropas de elite de David, usado em relação a um associado de Yishma’el ou a um povo que habitava na Transjordânia, provavelmente descendentes de Maaka.


Ezrah (Esdras) 5:
1 E os profetas Chagay[1] v’Zechariah ben Ido profetizaram em nome do Elohim de Yisra’El aos Yehudim de Yehudah e Yerushalayim. 2 Aprestaram-se então Zerubavel ben Shealti’el v’Yeshua ben Yotsadak e começaram a construir, em Yerushalayim, a Casa de Elohim e com eles estavam os profetas de Elohim, ajudando-os. 3 Logo vieram lhes falar Tatenay[2], o governador do outro lado do rio, Shetar–Bozenay[3] e seus companheiros, perguntando: ‘Quem vos deu ordem para edificar esta Casa e para completar esta muralha’? 4 Perguntaram em seguida: ‘Quais são os nomes dos que constroem este edifício’? 5 Mas Elohim zelava sobre os anciãos Yehudim e Tatenay e seus cúmplices não conseguiram obriga-los a interromper o trabalho até que o assunto fosse apresentado a Dario e este respondesse, dando instruções através de uma carta. 6 Então, Tatenay, o governador do outro lado do rio, Shetar–Bozenay e seus companheiros, os afarsekitas[1], que habitavam do outro lado do rio, enviaram ao rei Dario 7 uma carta, na qual assim se expressavam: ‘Ao rei Dario, que plena paz esteja com ele! 8 Seja do conhecimento do rei que fomos à província de Yehudah, à Casa do Grande Elohim e vimos que está sendo construída com blocos de mármore e sendo suas paredes reforçadas com toras de madeira. A obra está sendo feita diligentemente e prospera em suas mãos. 9 Perguntamos aos anciãos: ‘Quem emitiu um decreto autorizando a construir esta Casa e completar esta muralha’? 10 Perguntamos também seus nomes e os dos que o chefiavam para informar ao rei 11 e nos responderam, dizendo: ‘Somos servidores do Elohim dos céus e da terra e reconstruímos a Casa que para Ele foi edificada há muitos anos por um dos grandes reis de Yisra’El, que a edificou por completo.12 Mas como nossos pais provocaram o Elohim dos céus, Ele os entregou nas mãos de Nebuchadnetzar, o rei da Babilônia, o Kasdim, que destruiu esta Casa e levou o povo, cativo, à Babilônia. 13 Porém, no primeiro ano de seu reinado, Ciro, o rei da Babilônia, nos deu ordem de construir esta Casa de Elohim. 14 E os utensílios de ouro e de prata da Casa de Elohim, que Nebuchadnetzar tomou do Templo de Yerushalayim e pôs no templo da Babilônia, foram de lá retirados pelo rei Ciro, que os entregou a um chamado Sheshbatsar, a quem designou governador 15 e lhe disse: ‘Leva estes utensílios e coloca-os no Santuário que está em Yerushalayim e que seja a Casa de Elohim reconstruída em seu lugar’. 16 Sheshbatsar, então, veio a Yerushalayim e lá preparou as fundações da Casa de Elohim; e desde então, até agora, ela está em  construção e ainda não foi terminada. 17 Agora, pois, se assim parece bem ao rei, seja feita uma pesquisa nos arquivos reais, que estão na Babilônia, para verificar se, de fato  foi emitido um edito pelo rei Ciro para reconstruir esta Casa de Elohim em Yerushalayim; e o rei nos informe qual sua decisão com  respeito ao assunto’.     
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[1] Ezra/Esdras 5:1 – Chagay. Temos em hebraico: חגי Chagay, procedente de [חג chag ou חג chag, procedente de (חגג chagag, uma raiz que pode significar: Realizar uma festa, realizar um festival, fazer peregrinação, realizar uma festa de peregrinação, celebrar, dançar, cambalear, rodopiar). É um nome masculino que pode significar: Festival, festa, ajuntamento, festa de peregrinação, sacrifício festivo]. É um nome próprio masculino de um profeta. Ageu = 'festivo'. Primeiro a profetizar depois do cativeiro na Babilônia.
[2] Ezra/Esdras 5:3 – Tatenay. Em hebraico encontramos: תתני Tatenay, de origem estrangeira. É um nome próprio masculino que significa: 'dádiva'. É nome de um governador persa na Síria que se opôs à reconstrução do Beit HaMikdash e das muralhas de Yerushalaiym.
[3] Ezra/Esdras 5:3 – Shetar–Boznai. Em hebraico temos: שתר בוזני Shetar Bozenay, de origem estrangeira. É um nome próprio masculino. Em português é: Setar-Bozenai. Significa 'estrela de esplendor'. Refere-se a um oficial persa no reino de דריווש/Dário.
[1] Ezra/Esdras 5:6 – Afarsekita: Em hebraico é: אפרסתכי AfarSekay (aramaico) ou אפרסתכי Afarsatkay (aramaico), de origem estrangeira. É um nome próprio masculino persa. Em português é Afarsaquitas = 'como causadores de divisão' ou 'Eu dividirei os enganadores'. Possivelmente, trata-se de  um cargo desconhecido,  talvez um cargo ou um oficial, mas pode referir-se a um povo. Talvez o título de um oficial.
[1] Ezra/Esdras 5:6 – Afarsekita: Em hebraico é: אפרסתכי AfarSekay (aramaico) ou אפרסתכי Afarsatkay (aramaico), de origem estrangeira. É um nome próprio masculino persa. Em português é Afarsaquitas = 'como causadores de divisão' ou 'Eu dividirei os enganadores'. Possivelmente, trata-se de  um cargo desconhecido,  talvez um cargo ou um oficial, mas pode referir-se a um povo. Talvez o título de um oficial.


Shirim u'chochmah
Kohelet (Eclesiastes) 1:1 - 11
1 Palavras de Kohelet ben David, rei em Yerushalayim. 2 Vaidade das vaidades — diz Kohelet — vaidade das vaidades, tudo é vaidade. 3 Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? 4 Uma geração vai, uma geração vem e a terra sempre permanece. 5 O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se a voltar ao seu lugar e é de lá que ele se levanta outra vez. 6 O vento sopra em direção ao sul, gira para o norte e girando e girando vai o vento em suas voltas. 7 Todos os rios correm para o mar e, contudo, o mar nunca se enche: Embora chegando ao fim do seu percurso, os rios continuam a correr. 8 Toda palavra é enfadonha e ninguém é capaz de explicá-la. O olho não se sacia de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9 O que foi, será, o que se fez, se tornará a fazer: Nada há de novo debaixo do sol! 10 Mesmo que alguém afirmasse de algo: ‘Olha, isto é novo’! Eis que já sucedeu em outros tempos muito antes de nós. 11 Ninguém se lembra dos antepassados e também aqueles que lhes sucedem não serão lembrados por seus pósteros.

Tehilim (Salmos) 106
1 Louvado seja O Eterno! Louvai ao Eterno porque imensa é Sua bondade e eterna Sua misericórdia. 2 Quem encontrará palavras apropriadas para narrar Seus feitos poderosos? Quem apregoará todos os Seus louvores? 3 Bem aventurados todos os que cumprem Sua instrução e agem com justiça em todos os momentos. 4 Lembra-Te de mim, ó Eterno, quando favoreceres o Teu povo e concede-me Tua salvação 5 para que eu possa participar da ventura dos Teus eleitos, regozijar-me com a alegria de Tua nação e glorificar-me com a Tua herança. 6 Assim como nossos pais, pecamos também, praticamos iniquidade e fomos perversos. 7 Nossos antepassados no Egito não compreenderam Teus atos maravilhosos, não mantiveram constante a lembrança de Tua imensa benignidade e contra Ti se rebelaram nas margens do Yam Suf. 8 Apesar disto, Tu o salvaste pelo amor de Teu Nome e para tornar patente perante todos Teu poder. 9 Fez secar o Yam Suf ante seu clamor e os conduziu por suas profundezas, como se fora um deserto. 10 O Eterno os salvou de seus opressores, redimiu-os das mãos de seus inimigos. 11 As águas cobriram seus atormentadores e nenhum conseguiu escapar. 12 Acreditaram, então, plenamente em Suas Palavras e Lhe elevaram canticos de louvor. 13 Muito depressa, porém, esqueceram Seus feitos e abandonaram Sua orientação. 14 No deserto, deixaram-se dominar por desejos e naqueles ermos testaram ao Eterno. 15 Ele atendeu seu pedido, mas não impediu que se enfraquecessem suas almas. 16 No acampamento, invejaram tanto a Mosheh quanto a Aharon, o consagrado do Eterno. 17 Abriu-se a terra e tragou Datan e engoliu Aviram e seus seguidores. 18 Fogo desceu sobre eles, uma chama queimou os ímpios. 19 Fabricaram um bezerro em Chorev e ante sua imagem se prostraram. 20 Trocarama glória do Eterno por uma estátua de um animal comedor de feno. 21 Olvidaram[1] o Eterno, seu redentor, que realizou prodigíos no Egito, 22 maravilhas na terra de Cham[2] e atos temíveis no Yam Suf. 23 O Eterno os destruiria se não tivesse Mosheh, Seu escolhido, se interposto perante Ele para aplacar Sua ira. 24 Desprezaram depois a boa terra que lhes havia sido prometida, por não acreditarem em Sua Palavra 25 e, em suas tendas murmuraram lamúrias, não atendendo à Voz do Eterno. 26 Ele, então, ergueu Sua mão como símbolo do voto que fez, de deixá-los prostrados no deserto 27 e de dispersar seus descendentes entre as nações da terra. 28 Não hesitaram em juntar-se a Ba’al Peor e comer dos sacrifícios dos mortos. 29 Seus atos provocaram ainda mais Sua ira e Ele os castigou com uma praga. 30 Pinchás, porém, levantou-se contra este comportamento e fez justiça com suas próprias mãos, fazendo assim cessar a praga. 31 Seu zelo lhe foi creditado como um penhor de integridade, transmitido de uma geração a outra para todo o sempre. 32 Ele novamente provocaram Sua ira nas águas de Merivah e Mosheh sofreu por sua causa, 33 pois, exasperaram[3] seu espírito, levando-o a pronunciar palavras ásperas.  34 Não destruíram as nações idólatras como lhes ordenara o Eterno 35 e, sim, misturaram-se a elas, copiaram seus atos, 36 serviram seus ídolos, provocando, assim, sua ruína. 37 Desceram a ponto de imolar aos shedim[4] seus filhos e suas filhas 38 cujo sangue inocente derramaram nestes sacrifícios aos ídolos de Kana’an, contaminando, assim, a terra. 39 Impurificaram-se por seus atos, perderam-se por seu comportamento. 40 E o Eterno mais e mais irou-Se com Seu povo e repudiou Sua herança. 41 Entregou-os nas mãos de nações inimigas e foram dominado por aqueles que os odiavam. 42 Seus dominadores os oprimiram e foram humilhados por seu poder. 43 Por muitas vezes, Ele os resgatou mas, novamente, se rebelavam e eram abatidos por suas iniquidades. 44 Mas Ele Se apercebeu de sua angústia ao ouvir seu clamor. 45 Lembrou de Sua aliança e, por Sua imensa misericórdia, foi bondoso para com eles.46 Fez com que a piedade chegasse ao coração de seus captores. 47 Ouviu seu brado: ‘Salva-nos, ó Eterno, nosso Elohim! Recolhe-nos dentre as nações de nossa dispersão, para que possamos novamente exaltar Teu Santo Nome e dedicar glorificações em Tua honra’. 48 Bendito seja o Eterno, Elohim de Yisra’El, de geração em geração; e todo o povo dirá Amém! Louvado seja o Eterno! HaleluYah!               
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[1] Tehilim/Salmos 106:21 – Olvidaram. Olvidar significa: Perder de memória, deixar cair no esquecimento. Esquecer, desaprender.
[2] Tehilim/Salmos 106:22 – Cham. Em hebraico tem-se que: חם Cham é o mesmo que {חם cham, procedente de [חם cham, por sua vez procedente de (חמם chamam, uma raiz e um verbo. Pode significar: Estar quente, tornar-se quente, ficar quente referindo-se à paixão no sentido figurativo; tornar-se exaltado, inflamar-se com, aquecer, aquecer-se). Como adjetivo que pode significar: Quente ou morno)]}. Enfim em português temos Cam = 'quente' . Um nome próprio masculino que pode significar: segundo filho de Noach/Noé, pai de Kana’an e de vários povos que vieram a ser habitantes das terras do sul ou, em uso posterior, um nome coletivo para os egípcios. Pode ser usado como nome próprio de localidade para referir-se ao lugar onde Kedorlaomer feriu os zuzins [זוזים Zuziym, provavelmente procedente da mesma raiz que (זיז ziz aparentemente significando ‘ser conspícuo’)]. É um nome masculino coletivo que se refere à criaturas que se movem, coisas que se movem. É usado também para indicar ‘abundância’, ‘plenitude’. Como nome patronímico masculino plural ‘Zuzins’ = 'criaturas andarilhas'. Refere-se a um povo antigo de origem incerta, talvez habitantes da antiga Amom ao leste do Yarden; provavelmente no território dos amonitas (Gilad) a leste do Yarden/Jordão.
[3] Tehilim/Salmos 106:33 – Exasperaram. Exasperar significa: Exacerbar. Tornar mais áspero. Desesperar muito; irritar sobremodo.
[4] Tehilim/Salmos 106:37 – Shedim. Verificar no estudo postado com a denominação: Adversário; Opositor.
compilado por Yossef BenYisra'El

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