segunda-feira, 25 de março de 2013

SEDRAH 102 - RESUMO SEMANAL (HA'ISHAH / MULHERES)

"A verdadeira riqueza não é o dinheiro nem a propriedade. A riqueza eterna está em guardar a Torah e Suas mitsvot, e trazer ao mundo filhos e netos que seguirão o caminho da Torah e Suas mitzvot." (Pensamento Judaico)

RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH

Números 9.1-23
No estudo desta sedrah, pudemos constatar que Hashem continua cuidando e protegendo seu povo ainda hoje, da mesma maneira que fez quando da saída de nossos antepassados de Mitsrayim e no deserto. Dia e noite guiando o povo em sua peregrinação no deserto – ora através da nuvem, ora através da coluna de fogo - de modo que Israel dependia totalmente desses sinais para caminhar ou parar.

Tanto a nuvem, quanto a coluna de fogo foram colocados como proteção sobre o povo. Durante o dia para protege-los do sol escaldante do deserto e durante a noite, do frio congelante. Também, servia de bússola, orientando o povo quando deveria parar e quando deveria seguir. Nos dias de hoje a nuvem e a coluna são “representadas” pela Torah. À semelhança de nossos antepassados, precisamos aprender a depender exclusivamente do Eterno!

Um exemplo disso é o fato de termos de esperar brotar as espigas da cevada para que o Novo Ano tenha inicio, definindo assim o calendário e as comemorações das festas que a Torah determina - sem qualquer interferência humana - mostrando que  o tempo é do Eterno e não nosso.

Muitas vezes nos perguntávamos se diante de tantos acontecimentos com o povo -  dispersão, exílio, assimilação, entre tantos outros - o calendário teria sido realmente preservado e se comemorávamos as festas nas datas corretas. Hoje, podemos sentir um verdadeiro shalom, tendo a certeza de que, quem está no controle é e sempre será Hashem, pois Ele tudo comanda, inclusive, “a natureza.

Outro ponto importante levantado na Sedrah, está em Bamidbar/Números 9:14 - “Se um estrangeiro habitar entre vós e também celebrar o Pessach ao Senhor...”. Esta passagem fala a respeito a permissão de  um estrangeiro  que habita entre o povo de celebrar o Pessach ao Senhor. Entretanto, em Exôdo 12:43, O Eterno afirma que “nenhum estrangeiro comerá do Pessach, porém se ele quiser celebrar deverá ser circuncidado, pois nenhum incircunciso comerá dele”.

À primeira vista essas duas passagens se contradizem, porém, no primeiro versículo a tradução correta do hebraico não é “estrangeiro” e sim “prosélito”, que significa “aquele que se converteu recentemente”, obedece todos os preceitos da Torah estabelecidos para israel - incluindo a  circuncisão - todavia, não é natural do povo.

A circuncisão é uma aliança entre o Eterno e o homem! Quando o estrangeiro, em obediência a Torah, faz circuncisão deixa de ser estrangeiro, passando a ser como um natural da terra, fazendo parte do povo. 

Dessa forma estejamos todos, naturais ou prosélitos, totalmente preparados para celebrar este dia ao nosso Adon, exaltando-O pelas grandes maravilhas que nos têm feito, desde os nossos patriarcas até os dias atuais, em todo tempo e em todo lugar.
por: Rivkah, Reyna v'Divorah


TEHILIM 102 

TEFILAH LE ANI (PRECE DO OPRIMIDO)
TEHILIM (SALMOS) 102

1.    Uma prece de um oprimido, quando se sente desfalecer e derrama ante o Eterno sua súplica.
2.    Ó Eterno, ouve minha prece e permita que Te alcance meu clamor!
3.    Não ocultes de mim Tua face no dia de minha aflição e, sim, inclina para mim Teu ouvido; atende-me prontamente quando eu Te invocar.
4.    Pois como fumaça se esvaem meus dias e, como se estivessem expostos ao fogo, se ressecam meus ossos.
5.    Como a relva abatida pelo calor do sol está murcho meu coração; esqueço até de comer meu pão.
6.    De tanto me desgastar em suspiros, colou-se minha pele em meus ossos.
7.    Me sinto como uma ave no deserto, como um pássaro que só encontra ruínas.
8.    Sim estou insone e me assemelho a um solitário pássaro sobre um telhado.
9.    Afrontam-me todos os dias meus inimigos e meus detratores usam meu nome para praguejar.
10.  Comi cinzas como se fora pão; lágrimas se misturam com o que bebo por causa de Tua indignação e Tua ira;
11.  Tu me elevaste e depois me precipitaste ao chão. Como sombra passageira são meus dias e como a erva murcha ressequei.
12.  Mas Tu, ó Eterno, para sempre estarás perante nós entronizado e por todas as gerações não deixará Teu Nome de ser lembrado.
13.  Certamente erguer-Te-ás e demonstrarás Tua piedade para com Tsiyon, porque há de chegar o tempo de favorecê-la; há de chegar a época para isto estabelecida.
14.  Pois Teus servos amam até as pedras de suas cidades destruídas e a poeira de seus caminhos arruinados.
15.  Então, as nações temerão o Nome do Eterno e todos os reis da terra a Sua glória.
16.  Pois o Eterno terá reconstruído Tsiyon e Se manifestado em toda Sua glória.
17.  Voltou-se para a oração do desvalido e não desprezou suas preces.
18.  Que seja isto escrito para as gerações futuras, para que a nação ainda por ser recriada louve ao Eterno.
19.  Pois das alturas do Seu santuário ele contemplou o céu e a terra, para ouvir o gemido dos cativos e libertar os que à morte estavam sentenciados;
20.  para proclamar em Tsiyon o Nome do Eterno e em Yerushalayim o Seu louvor, ao reunirem-se povos e reinos para servi-Lo.
21.  Ele debilitou minhas forças em meu caminho e encurtou meus dias.
22.  Implorei então: ‘Meu Elohim! Não me leves desta vida na metade dos meus dias, ó Tu, cujos anos perduram através das gerações por toda a eternidade’.
23.  Criaste a terra e os céus são obras de Tuas mãos. Eles talvez perecerão, mas Tu subsistirás eternamente;
24.  como uma roupa que envelhece eles se desgastarão; como se troca uma vestimenta Tu os substituirás e eles terão passado.
25.  Tu, porém, és e serás sempre o mesmo e incontáveis são Teus anos.
26.  Os filhos de Teus servos farás habitar em segurança e, ante Ti, sua descendência certamente há de subsistir.
SHAVUAH TÓV!

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